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A oração em meio aos sofrimentos


Acompanhe esta mensagem, lendo a passagem de Daniel 9:1-19 abaixo.



INTRODUÇÃO
1 No primeiro ano de Dario, filho de Assuero, da linhagem dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus,
2 no primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, entendi, pelos livros, que o número de anos, de que falara o SENHOR ao profeta Jeremias, que haviam de durar as assolações de Jerusalém, era de setenta anos.
3 Voltei o rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, pano de saco e cinza.

QUATRO FUNDAMENTOS DA ORAÇÃO
4 Orei ao SENHOR, meu Deus, confessei e disse: ah! Senhor! Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos;

QUATRO CONFISSÕES
5 temos pecado e cometido iniquidades, procedemos perversamente e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos;
6 e não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que em teu nome falaram aos nossos reis, nossos príncipes e nossos pais, como também a todo o povo da terra.

HUMILHAÇÃO
7 A ti, ó Senhor, pertence a justiça, mas a nós, o corar de vergonha, como hoje se vê; aos homens de Judá, os moradores de Jerusalém, todo o Israel, quer os de perto, quer os de longe, em todas as terras por onde os tens lançado, por causa das suas transgressões que cometeram contra ti.
8 Ó SENHOR, a nós pertence o corar de vergonha, aos nossos reis, aos nossos príncipes e aos nossos pais, porque temos pecado contra ti.
9 Ao Senhor, nosso Deus, pertence a misericórdia e o perdão, pois nos temos rebelado contra ele
10 e não obedecemos à voz do SENHOR, nosso Deus, para andarmos nas suas leis, que nos deu por intermédio de seus servos, os profetas.
11 Sim, todo o Israel transgrediu a tua lei, desviando-se, para não obedecer à tua voz; por isso, a maldição e as imprecações que estão escritas na Lei de Moisés, servo de Deus, se derramaram sobre nós, porque temos pecado contra ti.
12 Ele confirmou a sua palavra, que falou contra nós e contra os nossos juízes que nos julgavam, e fez vir sobre nós grande mal, porquanto nunca, debaixo de todo o céu, aconteceu o que se deu em Jerusalém.

FALTA DE ARREPENDIMENTO
13 Como está escrito na Lei de Moisés, todo este mal nos sobreveio; apesar disso, não temos implorado o favor do SENHOR, nosso Deus, para nos convertermos das nossas iniquidades e nos aplicarmos à tua verdade.
14 Por isso, o SENHOR cuidou em trazer sobre nós o mal e o fez vir sobre nós; pois justo é o SENHOR, nosso Deus, em todas as suas obras que faz, pois não obedecemos à sua voz.
15 Na verdade, ó Senhor, nosso Deus, que tiraste o teu povo da terra do Egito com mão poderosa, e a ti mesmo adquiriste renome, como hoje se vê, temos pecado e procedido perversamente.

QUATRO PEDIDOS
16 Ó Senhor, segundo todas as tuas justiças, aparte-se a tua ira e o teu furor da tua cidade de Jerusalém, do teu santo monte, porquanto, por causa dos nossos pecados e por causa das iniquidades de nossos pais, se tornaram Jerusalém e o teu povo opróbrio para todos os que estão em redor de nós.
17 Agora, pois, ó Deus nosso, ouve a oração do teu servo e as suas súplicas e sobre o teu santuário assolado faze resplandecer o rosto, por amor do Senhor.
18 Inclina, ó Deus meu, os ouvidos e ouve; abre os olhos e olha para a nossa desolação e para a cidade que é chamada pelo teu nome, porque não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias.
19 Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age; não te retardes, por amor de ti mesmo, ó Deus meu; porque a tua cidade e o teu povo são chamados pelo teu nome.

Ericson Martins
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Pastor presbiteriano com Fernando Haddad


Sobre a presença de pastor presbiteriano em reunião com o presidenciável Fernando Haddad, oferecendo apoio à sua campanha política, nessa última quarta-feira (17/10), em São Paulo, considere o seguinte:

1. No Brasil existem diversas Denominações protestantes com o nome “Presbiteriana”. Entre elas existem diferenças doutrinárias, constitucionais e éticas, portanto, não generalize;

2. Todo brasileiro tem o direito de votar em quem sua consciência permitir e de apoiar quem quer que seja, bem como ter sua liberdade para escolher respeitada. Pastores como cidadãos devem exercer esse direito, mas não significa que estão representando suas Denominações ou a consciência dos membros dela. Na Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), por exemplo, o único que se pronuncia oficialmente por ela é o presidente do Supremo Concílio e, na ausência ou impedimento deste, o vice-presidente. A IPB não apóia oficialmente nenhum candidato na política e os pastores não podem usar os púlpitos das igrejas locais para promover qualquer nome;

3. O voto é um direito civil, sua escolha é pessoal e resultado de foro íntimo. O pastor presbiteriano citado nas reportagens estava ali representando suas próprias convicções, tentando despertar o interesse de outros eleitores que o admiram, de modo algum esteve representando ou convencendo todas as Denominações Presbiterianas que existem no Brasil a repercutirem seus interesses políticos pessoais;

4. A fé cristã é uma convicção fundamentada na Verdade e na verdade, racional e interessada no bem social. Mas não está ancorada por ideologias político-partidárias, pelo contrário, contempla a vida para além desta vida terrena deteriorada pelo pecado e em cuja condição não pode haver esperança (1 Co 15:19);

5. Penso que não necessitamos de polarizações ou hostilidades por causa de temas políticos, mas de real compromisso com a Palavra de Deus no debate com a nossa consciência, a fim de tomarmos a decisão sobre em quem votar, sempre tratando com serenidade os que já decidiram diferente, apoiando candidatos que jamais gostaríamos que presidisse o Poder Executivo do país.

Que Deus abençoe a nossa nação!

Ericson Martins

Apostasia


Não deveríamos ser surpreendidos, nesse final de tempos, considerando no mundo o avanço do pecado e as convulsões espirituais que antecedem a segunda vinda de Cristo, se testemunhássemos nas Igrejas cristãs brasileiras, o que ocorreu no Hemisfério Norte durante alguns séculos passados, ou seja, a dispersão de seus membros quando as Igrejas negaram o culto às personalidades, resistiram os maus pastores e obreiros, combateram firmemente as heresias, centralizaram Cristo na pregação das Escrituras e não o entretenimento e distrações dela, protegeram o significado dos sacramentos da ceia e batismo nas liturgias, não permitiram o uso dos seus templos além do culto exclusivo a Deus, valorizaram mais a mutualidade cristã intencional e pessoal do que eventos que visam lucros e privilégios de alguns, deram muito mais crédito ao vigor nas orações, ensino bíblico e evangelização que à vaidade de um intelectualismo arrogante e incoerente com a vida, a disciplina eclesiástica bíblica e destemida a favor da pureza e correção dos seus membros, etc., mas que sucumbiram às pressões e se entregaram ao liberalismo teológico e às corrupções morais, perdendo a vitalidade de uma Igreja militante nas missões, centralizada nas Escrituras e guiadas por líderes mais cheios do Espírito Santo que de si mesmos.

De fato, "alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência" (1 Tm 4:1-2).

Mas o apóstolo Paulo deixou claro a esperança de nos prevenirmos e nos preservarmos dessas e outras experiências tão nocivas à verdadeira religião, quando advertiu o jovem pastor Timóteo: "Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas caducas. Exercita-te, pessoalmente, na piedade. Pois o exercício físico para pouco é proveitoso, mas a piedade para tudo é proveitosa, porque tem a promessa da vida que agora é e da que há de ser. Fiel é esta palavra e digna de inteira aceitação. Ora, é para esse fim que labutamos e nos esforçamos sobremodo, porquanto temos posto a nossa esperança no Deus vivo, Salvador de todos os homens, especialmente dos fiéis. Ordena e ensina estas coisas" (1 Tm 4:7-11).

Ericson Martins

Em quem votarei


1. Em quem não tenha seu nome envolvido em crimes de corrupção;

2. Em quem tenha claro compromisso de defender os fundamentos cristãos da família;

3. Em quem não tenha feito alianças políticas em troca de loteamento de cargos nas instituições públicas;

4. Em quem tenha um plano ousado a favor do crescimento da economia e da redução dos índices de desemprego;

5. Em quem promoverá a educação e seu crescimento nas Escolas e Universidades, não ideologias partidárias, nem doutrinação sexual imoral e retrógrada;

6. Em quem tenha sensibilidade para lutar contra as injustiças e desigualdades sociais, com especial atenção aos desabrigados, trabalho infantil, imigrantes, etc.;

7. Em quem tenha previsto no seu plano de governo medidas sérias e frias contra a insegurança da vida e dos bens privados;

8. Em quem tenha posições indubitáveis contra a legalização da maconha, do aborto e da precoce exposição da juventude à ideologias promíscuas e existencialmente confusas;

9. Em quem verdadeiramente valorizará e fortalecerá as Instituições fiscalizadores do Governo, como Tribunais de Contas, Ministérios Públicos e a Polícia Federal;

10. Em quem creia em Deus e tenha público respeito pelo ensino da Bíblia.

Dentre outras observações, essas têm sido, para mim, as mais relevantes.

O voto é um direito pessoal e um importante instrumento democrático para se fazer mudanças significativas, a favor do bem comum. Use-o com boa consciência, sem se esquecer da responsabilidade que ele envolve, diante da sociedade civil, mais ainda diante de Deus!

Minha maior preocupação não está nos candidatos que se propõem servir a nação ou o poder, a Deus ou o diabo, mas no povo, porque ele é quem elege um ou o outro para governar o Brasil nos trilhos da “ordem e progresso” ou nos da desordem e retrocesso da sociedade, segundo ditames de pautas anticristãs e absurdamente vergonhosas.

Já escolhi o candidato à presidência da República, para o qual dedicarei meu voto. Tenho consciência que não é o ideal, mas o melhor no atual cenário e para minha consciência cristã. Oro pelo querido povo brasileiro, neste momento melindroso e faccioso em que atravessa, para que seja unido pelos propósitos que enaltecem a vontade de Deus, bem acima dos interesses perversos do pecado que o seduz!

Ericson Martins

Voto consciente

Estamos vivendo num momento muito, mas muito privilegiado! Já passou a época em que determinados veículos de comunicação manipulavam a opinião pública, porque as pessoas não tinham tanto acesso às informações e ao contraditório como hoje. 

São totalmente acessíveis as acusações e defesas que personalidades públicas fazem em suas nas redes sociais, vídeos amadores que demonstram a realidade de manifestações civis, o contexto e respostas completas de entrevistas, o resultado de pesquisas expontâneas, o conhecimento de planos de Governo completos (não apenas frases isoladas), dados citados em entrevistas e debates, contradições e opiniões diferentes do mesmo assunto, declarações com suspeita de mentiras, etc.. 

Tudo pode ser verificado pela internet, sem a antiga dependência de Órgãos da Impressa que selecionam informações, ênfases e comunicam, obedecendo suas próprias ideologias e preferências políticas e morais.

Hoje, só é manipulado quem ainda não descobriu a riqueza de informações que podem ser pesquisadas livremente, para formar a sua própria consciência quanto ao atual cenário político e seus candidatos a cargos públicos.

Não vote ou deixe de votar apenas porque um amigo(a) indicou; não vote ou deixe de votar influenciado(a) pela intenção de voto de um artista; não vote ou deixe de votar naquele que a impressa está enfatizando ou omitindo; não vote ou deixe de votar pela indução de duas Instituições de pesquisas; não vote sem conhecer seu candidato e o seu plano de Governo (na íntegra); não vote ou deixe de votar sob a pressão de ilações ou de rotulações incoerentes; não vote ou deixe de votar pelo medo do que virá a seguir, pois não existe candidato perfeito e nenhum deles poderá solucionar todos os problemas e atender todas as necessidades do país.

Vote consciente, vote com confiança de fazer o que é melhor para a sua cidade, Estado e nosso país. Vote por ter esse direito de influenciar mudanças e, por elas, o crescimento da sociedade brasileira, através de autoridades competentes e comprometidas com as exigências morais de cargos públicos. O histórico deles, nesse sentido, é determinante para a escolha.

Chega de desordem de retrocessos pela improbidade administrativa e pela imoralidade! Esse é o momento de participarmos do processo eleitoral e levantarmos nossa voz aos céus, pedindo a Deus, em oração constante, livramento dos perversos que anseiam o poder pelo poder, dando aos eleitores discernimento, responsabilidade e coragem para enfrentarem, pelo voto, maus candidatos.

No dia 07 de outubro, vote certo! Até lá, se informe e ore diariamente, com confiança em Deus, acima de tudo!

Concluo com uma frase que ouvi do meu colega, Rev. Douglas Bastos Boaventura, no sermão que pregou nesse último domingo, na Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia: "Independente de quem for eleito, em última instância, não estaremos nas mãos dos homens, mas nas mãos de Deus."

Ericson Martins

O cristão e as eleições


Neste ano teremos a oportunidade de escolher, democraticamente, aqueles que ocuparão altos cargos nos Poderes da República Brasileira. Entretanto, muitos cristãos são ambivalentes em matéria de política, pensam que fé e política não se misturam, por isso, evitam qualquer discussão nesse sentido e até de participarem do processo eleitoral. Obviamente, tal pensamento não considera que o pecado corrompeu o homem e, por isso, toda a estrutura de sociedade, razão porque há planos para a sua redenção (Mt 6:10), bem como da natureza (Rm 8:19-22). Jesus não orou para que os crentes fossem retirados do mundo (Jo 17:15), pelo contrário, esperou que agissem como “sal” e “luz” em meio a corrupção espiritual e moral dele (Mt 5:13-16). 

A cosmovisão reformada nos fornece uma compreensão abrangente dessa realidade, atribuindo à vida cristã o compromisso de glorificar a Deus em todas as áreas do viver humano, inclusive em face do sistema político, como, por exemplo, notamos na experiência de José (Gn 41:37-44), Ester (Et 2:17) e Daniel (Dn 6:1-4). Esses, exercendo influência política, promoveram o florescimento da sua fé em Deus. O próprio Jesus desenvolveu um ministério holístico, atendendo necessidades espirituais e físicas das pessoas, resultado dos Seus propósitos reconciliadores. O apóstolo Paulo, também, defendeu essa abordagem, dizendo: “enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos” (Gl 6:10). Esse bem deveria considerar a participação do crente nas eleições, visto ser uma causa e dever legítimos da Igreja influenciar a composição do Governo civil, impedindo que perversos assumam cargos públicos. As decisões tomadas pelo Governo têm impacto direto na sociedade e não é razoável ignorar a oportunidade e necessidade de eleger, por critérios bíblicos, aqueles que mais atenderão os interesses da justiça e do amor à misericórdia (Mq 6:8).

A Confissão de Fé de Westminster destaca que resistimos à ordenança de Deus quando nos opomos “a qualquer poder legítimo, civil ou religioso, ou ao exercício dele” (CFW, cap. XX-4). Paulo ensinou que o Governo deriva sua autoridade de Deus, para promover o bem e restringir o mal (Rm 13:1-7) e orientou que a Igreja ore “em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito” (1 Tm 2:1-2). Paulo compreendia que os crentes possuem instrumentos eficazes para influenciar o Governo, nos ensinando que a religião cristã não sugere alienação dos deveres civis.

O processo eleitoral é democrático e ocupa um importante interesse do reino de Deus na Terra. Um bom Governo promove condições justas e piedosas para a sociedade, a fim de que as pessoas tenham suas dignidades protegidas e vivam em paz, enquanto o mau Governo, dirigido por pessoas perversas, promove opressão econômica, imoralidades por todos os modos e a insegurança da vida e bens privados. Portanto, como Igreja comprometida com a verdade de Deus, é preciso exercer os diretos conferidos no processo eleitoral (Sl 34:14; Jr 29:5-6), conhecer os planos de cada candidato e impedir, pelo voto, que assumam o poder qualquer que não possua clara competência para a gestão pública ou legislativa e tenha a intenção de se opor aos princípios básicos da moral cristã.

O filósofo e político Edmund Burke (1729-1797), certa vez disse: “Para o triunfo do mal, basta que os bons não façam nada.”

Com amor, 

Ericson Martins

Confiamos no Concílio!


O Livro de Atos registra que a Igreja cristã primitiva experimentava vertiginoso crescimento espiritual e numérico, tinha paz e o conforto do Espírito Santo, “edificando-se e caminhando no temor do Senhor” (At 9:31). Não podemos deixar de observar que ela, nessa condição, possuía um sistema de governo e, assim, se prevenia das corrupções, julgava temas teológicos polêmicos, maus obreiros e falsos mestres, disciplinava os faltosos e atendia necessidades dos menos favorecidos.

Reconhecemos que estamos, talvez, como nunca antes, vivendo uma terrível crise de autoridade moral por parte dos nossos representantes, não apenas na esfera política, mas também na eclesiástica. Essa fria realidade tem, gradativamente, drenado nossas melhores expectativas, causando, em nós, apatia e a fragilidade institucional da Igreja. Contudo, não é razoável a manutenção dos danos do pecado e assumirmos uma condição de conflito com a necessidade de confiança em nossos líderes espirituais, quando as Escrituras exigem exatamente o contrário dessas condutas.

Pensando nisso, pretendemos destacar aqui quatro razões pelas quais necessitamos confiar em nossos Concílios, formados por pastores e presbíteros, considerando, especialmente, o contexto da Igreja Presbiteriana do Brasil: 

1. Razão bíblica.

A história revela que o crescimento da Igreja exigiu a organização de um sistema de governo eclesiástico (At 6:1-7), formado por um Concílio de apóstolos e presbíteros, os quais julgavam a favor da sã doutrina (At 15:1-29), confirmavam Igrejas (At 15:41) e as condutas cristãs (At 18:23). Disciplinavam dos faltosos (At 5:1-11 cf. Mt 18:17-20), designavam e orientavam seus obreiros (At 11:22, 13:1-3, 14:26; Gl 2:9-10; 1 Tm 5:22) e garantiam a assistência aos necessitados, através de servos eleitos especialmente para esse fim (At 6:3-6). Assim, a Igreja era governada, por líderes, cuja autoridade espiritual era reconhecida e respeitada (At 9:26-30, 15:2), e confirmada pelo voto (At 6:3, 14:23). Percebemos que, no princípio, as Igrejas estavam assim organizadas. Elas tinham seus Concílios locais e estavam sujeitas a autoridade de um Concílio superior em Jerusalém (At 16:4-5). 

2. Razão confessional.

As mais notáveis confissões reformadas, reconhecem o sistema de governo conciliar como sendo o mais bíblico. É o caso, por exemplo, da Confissão Belga (Arts. 30-31) e da Segunda Confissão Helvética (XVIII-10), além das quais, a Confissão de Fé de Westminster (CFW), a última das Confissões formuladas, durante o período da Reforma Protestante (1649) e considerada a mais significativa delas, registra, no capítulo XXX-1: “O Senhor Jesus, como Rei e Cabeça da sua Igreja, nela instituiu um governo nas mãos dos oficiais dela; governo distinto da magistratura civil (Is 9:6-7; 1 Tm 5:17; 1 Ts 5:12; At 20:17, 28; 1 Co 12:28).” O entendimento da CFW é que o Senhor Jesus instituiu e exerce governo na Igreja, através dos seus oficiais, enquanto estes “permanecerem fiéis às Sagradas Escrituras” (CI/IPB, Art. 14-D), cabendo, portanto, aos membros dela obediência e santo temor (Pv 8:15; Rm 13:1-2; Tt 3:1; 1 Pd 2:13-17).

3. Razão conciliar.

O sistema de governo representativo ou conciliar deve existir e ser preservado com confiança, porque se mostra o mais seguro para o bom funcionamento da Igreja, a fim de preservá-la de lideranças abusivas, autoritárias e perversas, e de confusões, tanto doutrinárias quanto morais dos seus membros. Nele, o governo se concentra e é exercido pelos Concílios e não por um ou outro oficial. Todas as necessidades (doutrinárias, funcionais e disciplinares) são avaliadas e debatidas democraticamente no Concílio, por várias perspectivas, e decididas privativamente, quando não por todos, pela maioria dos seus membros. As Escrituras afirmam: “Não havendo sábia direção, cai o povo, mas na multidão de conselheiros há segurança” (Pv 11:14) e insistem: “Onde não há conselho fracassam os projetos, mas com muitos conselheiros há bom êxito” (Pv 15:22). A sabedoria Divina indica que entre conselheiros a segurança e o bom êxito são melhor discernidos, porque, sozinhos não sabemos tudo, não somos totalmente capazes, não prevemos o resultado de todas as decisões e porque somos perturbados por dúvidas imprevisíveis. Mas quando nos submetemos aos conselhos de um Concílio, somos amparados pela confiança das melhores decisões, mesmo quando eles não sejam os que mais gostaríamos.

4. Razão ética.

As Escrituras exigem que, para assumir qualquer ofício eclesiástico, os homens precisam atender rigorosas qualificações quanto a Deus, aos outros, a si mesmos e a família (At 6:3; 1 Tm 3:1-13; Tt 1:5-9) e, somente esses, podem ser indicados e com confiança serem eleitos pela Igreja como seus representantes, no Concílio local. Em tese, a Igreja elege aqueles que comporão o seu próprio Concílio, segundo as suas melhores avaliações, ou seja, os que ela mesma julga serem os mais qualificados para a liderança espiritual e administrativa. 

O Concílio é falível, por ser composto de homens falíveis, mas está sob a autoridade do supremo juiz, o Espírito Santo, quem julga as suas controvérsias na e pelas Escrituras (CFW, XXV, Seção VI), tendo que prestar contas aos Concílios que lhes são superiores. Apesar disso, ele ainda representa – com suas imperfeições - o governo de Deus na Igreja. É coerente, portanto, o reconhecimento da autoridade de Cristo nele revelada. Também, os que para tal foram eleitos criteriosamente pela Igreja e devidamente ordenados, são, por coerência ética, carentes das nossas orações, compreensão e cordialidade, dignos do nosso incentivo e sincera confiança. 

Por essas e outras razões, confiamos no Concílio e recomendamos que, também, confie, tributando assim, honra ao Senhor Jesus Cristo, Cabeça da Igreja!


Com amor, 

Ericson Martins

O Brasil é um país maravilhoso


O Brasil é um país maravilhoso, de gente alegre, solidária e hospitaleira. Repleto de riquezas naturais, climas variados e de larga biodiversidade, em tão vasto território que, certamente, faz dele o país mais rico de toda a América Latina. Sua culinária é simplesmente incrível.

Contudo, possui problemas que acompanham suas grandezas, como, por exemplo, a improbidade no uso do dinheiro e das Instituições legisladas e administradas pelo Governo.

Precisamos de mudanças extensas e profundas, que resultem em iniciativas, ainda que tímidas, mas bem direcionadas à reforma política. Não podemos temer mudanças nesse sentido, quando já nos acostumamos com discursos ensaiados, de personagens escravizados por barganhas negociadas às sombras das promessas de campanha, os quais encaminham nossa história rapidamente para dívidas públicas imprudentes, desordem social e relativismo moral.

As eleições se aproximam e necessitamos, como nunca antes, de critérios rigorosos na escolha e no voto de confiança, daqueles que nos representarão nos fóruns do poder.

Acima de tudo, necessitamos considerar nesses critérios, os ensinos da Palavra de Deus no exercício da nossa cidadania, pois o Brasil pode ser um país maravilhoso, mas sua felicidade só pode ser garantida se o povo temer o Senhor: 


"Feliz a nação cujo Deus é o Senhor, e o povo que ele escolheu para sua herança" (Salmo 33:12).

Seguem algumas sugestões, que podem auxiliar na escolha do seu candidato:

01. Seja cristão declarado;

02. Seja bem casado, publicamente comprometido a proteger a família e os bons costumes morais; 

03. Tenha ficha criminal limpa;

04. Seja contra o aborto e legalização da maconha;

05. Seja a favor da democracia e que respeita decisões do Poder Judiciário;

06. Entenda a gestão pública e a dinâmica do Congresso Nacional;

07. Não esteja comprometido com loteamento político das Instituições públicas;

08. Tenha projetos de governo ousados a favor da estabilidade econômica e fortalecimento do mercado interno;

09. Esteja disposto a combater frontalmente a corrupção, fortalecendo a Polícia Federal e Ministério Público nesse sentido;

10. Que tenha amor pelo povo brasileiro, além do interesse por seu voto em campanha eleitoral.

Com amor, 

Ericson Martins

Jesus sobre as águas


"viram Jesus andando por sobre o mar" (Jo 6:19). 

Enquanto os discípulos lutavam contra as ondas do Mar e a força dos ventos, testemunharam algo extraordinário: Jesus vindo ao seu encontro, "andando por sobre o mar". 

João comunica pelo menos cinco mensagens nessa pequena frase:

1. Jesus, de fato, andou sobre o mar. Trata-se de um relato histórico real, não ideal. Seus olhos "viram";
2. Jesus "andou" ao encontro dos discípulos, quando esses foram atormentados pelas águas revoltas; 
3. Jesus possui autoridade "sobre" toda a criação e poder sobre as forças da natureza, nada Lhe pode resistir;
4. Jesus domina o "mar" e tudo o que ele representa, estabelecendo ordem onde existe o caos;
5. "Jesus" é a segurança e conforto de todos para os quais vai ao encontro, pois o homem não pode salvar a si mesmo!

Se por uma pequena frase como essa podemos aprender, lembrar e experimentar tantas riquezas espirituais, imaginemos quão profunda é a sabedoria de Deus e o quanto perdemos por não lermos a Bíblia toda, com a atenção e o cuidado necessários!

Leia a Bíblia, foque em Jesus Cristo e experimente a esperança que Ele conquistou na cruz aos que nEle creem!

Com amor, 

Ericson Martins

A boa notícia


O pecado corrompeu e ainda corrompe o homem em três dimensões:

1. Na sua espiritualidade ("onde estás?"). Diante da retidão de Deus ele tentou se esconder entre as árvores do Jardim, se afastando da maravilhosa comunhão (Gn 3:9-10);

2. Na sua intelectualidade ("quem te fez saber que estavas nu?"). Diante da retidão de Deus a sedução do engano na qual se envolveu foi denunciada (Gn 3:11);

3. Na sua moralidade ("Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses?", "Que é isso que fizeste?"). Diante da retidão de Deus sua deslealdade e desobediência foram expostas para a sua própria e permanente vergonha (Gn 3:11-13).

Assim, o homem foi condenado em todo o seu ser, a viver eterna e profundamente no sofrimento que o pecado resultou, sabendo que o pior ainda está por vir.

A boa notícia, entretanto, é que Deus, por amor, enviou o Seu único Filho para assumir tudo isso no lugar do homem, a fim de libertá-lo e lhe dar a garantia de, novamente, desfrutar da mais íntima e segura comunhão com Ele.

Para isso, é necessário reconhecer em si a corrupção do pecado e se arrepender do pecado, confiando que a expiação de Jesus na cruz foi suficiente para a justificação de todo o que nEle crê. Ele é o único meio pelo qual o homem pode ser redimido da condenação eterna.

Jesus disse: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (Jo 14:6).

O apóstolo Paulo disse: "Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo" (Rm 10:9).

Agora mesmo, fale com Deus, peça perdão dos seus pecados e confesse Jesus como Senhor da sua vida, pois Ele venceu a morte para que nEle você tenha a vida eterna!

Com amor, 

Ericson Martins

Lembremos deles!

“Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos pregaram a palavra de Deus; e, considerando atentamente o fim da sua vida, imitai a fé que tiveram” - Hebreus 13:7

Nesta passagem o autor de Hebreus deu pelo menos dois conselhos aos verdadeiros seguidores de Jesus Cristo.

Ele introduz a necessidade de se lembrarem dos guias. Notemos que a ênfase foi dada à “pessoa” (guias), distinguindo-a por sua função (pregaram a palavra de Deus). A palavra “guia” neste texto é a tradução da palavra grega hegeomai, que simplesmente significa “aquele que vai à frente” (Strong’s Greek), se referindo aos que ensinaram a Palavra de Deus ao povo. Não é possível afirmar sobre quais guias ele se referiu, se aos patriarcas, antigos profetas ou apóstolos, mas sim, que foram pregadores fiéis, cujo estilo de vida foi reconhecidamente digno.

Por causa do nobre serviço que esses “guias” desempenharam, os membros da Igreja deveriam: 

1. Imitar a fé que tiveram.

A palavra “fé” nesta passagem se refere não somente à “confiança” em Cristo que tiveram, mas sua perseverança nela. O autor recomenda que nos assemelhemos aos fiéis pregadores da Palavra, imitando sua fé e seguindo firmes contra as ciladas e perseguições que a desafiam constantemente, nos esforçando para crescer com seus ensinamentos e testemunhos piedosos, apesar de serem falíveis e tão vulneráveis aos pecados quanto qualquer um.

2. Considerar atentamente o fim da sua vida.

Essa atenção dos verdadeiros crentes deveria considerar o fim das suas vidas. Me lembro, neste momento, de uma definição antiga ouvida quando mais novo na fé, sobre “tradicionalismo e tradição” na Igreja. Aprendi que a “tradição é a fé viva dos que já morreram enquanto o tradicionalismo é a fé morta dos que estão vivos”. Os guias mencionados em Hebreus 13:7 estavam mortos, contudo, suas vidas legaram uma fé viva para Deus, acompanhada por obras que a testificaram, mesmo diante da morte! Não titubearam frente às pressões, chantagens ou prejuízos humanos por causa da certeza da fé que possuíram e anunciaram. O “fim” ou resultado do modo de vida deles deveria ser considerado “atentamente.” Já tive amigos, líderes na Igreja, que professavam a fé em Cristo e hoje escarnecem dela, ou simplesmente vivem como se nunca houvessem ouvido sobre ela, sem temor e afastados da comunhão cristã. Que grande tragédia, que grande tristeza! Olhando para eles só conseguimos absolver desinteresse pelo Evangelho e por seu fiel testemunho público, desânimo nas boas obras, dentre outros fracassos espirituais. Entretanto, observando o bom exemplo de homens consagrados a Deus e verdadeiramente comprometidos com a sã doutrina, tanto dos que já foram quanto dos que entre nós labutam, mesmo quando divergem sobre questões secundárias à salvação, resulta numa vida abençoada e frutífera para Deus. Esses “guias” jamais deveriam ser esquecidos, mas carregados em nossas memórias e palavras com sincero cuidado, profundo respeito e submissão voluntária, como já foi dito, por causa da Palavra de Deus.

Tanto o pastor “velho” quanto o jovem que diante dele demonstra maior persuasão bíblica, jamais deveriam ser difamados, desrespeitados ou tratados acintosamente, por causa da Palavra de Deus que os chamou à Cristo e que agora testemunham, tendo suas vidas consagradas para o bem da Igreja.

Sem zelo pelo os que ensinam, apesar de não conseguirem unanimidade dos que os ouvem, a unidade não se sustenta e os prejuízos passam a ser revelados em todos, conforme lemos em Hebreus 13:17:

“Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros”

Que Deus abençoe, assim, todos os membros da Igreja Presbiteriana do Brasil!

Ericson Martins

Lançamento de livro


INTRODUÇÃO ÀS EPÍSTOLAS PAULINAS 
[ CONTEXTO E TEOLOGIA ]


Ericson Martins


As treze Epístolas de Paulo, presentes no Novo Testamento, foram registradas para alertar, corrigir e confortar os cristãos, promovendo o fortalecimento da fé na Pessoa e obra de Jesus Cristo.

Nesta obra, o leitor tem a oportunidade de conhecer as circunstâncias históricas de cada uma, além dos temas teológicos principais, como Lei e Graça, Justificação e Santificação, Corpo de Cristo, Oração, Últimas Coisas e Missões.

Para cada capítulo há um questionário que poderá ser respondido, para revisão dos assuntos e fixação do aprendizado.

Tudo foi preparado com muito cuidado e qualidade, a fim de servir eficazmente a premente necessidade de maturidade cristã, fundamentada na Palavra de Deus!

Material muito indicado para professores de Escola Bíblica Dominical.

Você encontra este material na Livraria APAB, na Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia, fone (62) 3921-1179, em horário comercial, entre segunda e sexta-feira.

Sou indigno


“Então, Jó respondeu ao Senhor e disse: Sou indigno; que te responderia eu? Ponho a mão na minha boca. Uma vez falei e não replicarei, aliás, duas vezes, porém não prosseguirei” - 40:3-5

1. “Sou indigno; que te responderia eu? Ponho a mão na minha boca”
Reconheceu a sua indignidade diante de Deus. Apesar do testemunho de ser um homem íntegro e reto, ele não tinha qualquer direito de questionar os Seus caminhos. Por isso, decidiu se calar, parar de questionar a sabedoria de Deus.

2. “Uma vez falei e não replicarei, aliás, duas vezes, porém não prosseguirei”
Jó prometeu não dizer mais nada. Ele havia sido silenciado e humilhado e sabia que qualquer outra coisa que dissesse só mostraria mais ignorância e mais irreverência para com Deus. Portanto, percebeu que era momento de parar, se quebrantar, se render aos pensamentos mais elevados e a sabedoria mais profunda que não poderia alcançar.

Assista esta mensagem e acompanhe o esboço acima:



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Honra teu pai e tua mãe


“Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá” - Êxodo 20:12

1. Quais são as razões para honrar os pais?
- Este é um claro mandamento do Senhor para o Seu povo.
- Se os pais não forem honrados, se tornam pares adultos dos seus filhos.
- São autoridade moral acima de nós
- Nos protege do totalitarismo
- Os pais são únicos e, por isso, devem ser tratados de forma única

2. Quem deve obedecer este mandamento? 
Todos nós! Cada um teve ou tem um pai, uma mãe ou responsável! Deus nos ordenou honrá-los

3. Quais promessas estão associadas a este mandamento?
Paz com Deus, prosperidade e longevidade

4. Qual decisão exigida por este mandamento? 
Obediência!

5. Quais implicações este mandamento possui?
- Honrar implica obedecer e respeitar nossos pais: 
- Honrar implica ouvir e atender os conselhos dos pais: 
- Honrar implica tratar com muito cuidado quando são idosos: 
- Honrar implica gratificá-los com bom testemunho: 
- Honrar implica aceitar a verdadeira fé dos pais e perseverar nela: 
- Honrar implica em falar com idosos e pais com grande cuidado: 

Assista esta mensagem e acompanhe o esboço acima:




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Peçamos


Orar é uma das práticas que aprendemos desde cedo na vida cristã. Aprendemos que Deus é o centro quando o adoramos, agradecemos ou louvamos (elogiamos). Aprendemos, também, a expor nossas necessidades pedindo soluções emergentes e confessando pecados, bem como a favor dos outros. Nesse sentido, todos devem orar "sem cessar" (1 Ts 5:17) porque a Bíblia ordena (Cl 4:2); porque dependemos de Deus (Tg 4:2); porque a resposta das nossas orações irrefutavelmente desmente os argumentos céticos dos ímpios (Êx 32:9-14), como foi o caso de Elias no Monte Carmelo (1 Rs 18); e, dentre outras razões, porque Jesus nos deu exemplo a seguir (Mt 6:9-13, 14:23).

Assuero, o rei da Pérsia, perguntou três vezes a sua esposa judia (Ester): "...qual é a tua petição?" (Et 5:3, 7:2, 9:12). Trinta anos depois, Artaxerxes I, outro rei da Pérsia, declarou ao seu copeiro judeu (Neemias): "Que me pedes agora?" (Ne 2:4). Quase cinco séculos depois, lá pelo ano 30 d.C., Herodes Antipas prometeu a Salomé, filha de Herodias: "Pede-me o que quiseres, e eu to darei" (Mc 6:22). Tanto Assuero como Herodes chegaram a declarar que dariam, se necessário, até a metade de seus reinos (Et 5:3; Mc 6:23). Todos os três: Ester, Neemias e Salomé, fizeram pedidos precisos. Ester obteve o livramento dos judeus, Neemias licença para reconstruir os muros de Jerusalém e Salomé a cabeça de João Batista. 

Essa prontidão para atender pedidos não se limita aos reis deste mundo. Deus, muito mais que eles, ouve a oração (1 Rs 9:3) daqueles que se dirigem a Ele (2 Cr 7:14). Lembremos de Salomão, quando o Senhor lhe apareceu, em Gibeão, por meio de um sonho, dizendo: "Pede-me o que queres que eu te dê" (1 Rs 3:5). Salomão pediu sabedoria e obteve sabedoria para governar o povo com justiça. Na declaração das bem-aventuranças, Jesus se dirigiu aos discípulos: "Pedi, e dar-se-vos-á... Pois todo o que pede recebe" (Mt 7:7-8). E insistiu: "Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei" (Jo 14:14). Tiago foi franco e direto: "Nada tendes, porque não pedis; pedis e não recebeis, porque pedis mal" (Tg 4:1-4).

Há milhares de pessoas sofrendo a perda de entes queridos pela brutalidade dos maus ou pelas tragédias e desastres naturais. Muitas, marginalizadas, já perderam o senso de justiça pelas injustiças praticadas contra elas. Além da escravidão pelo pecado, todas essas são realidades bem próximas a nós. Temos muitos motivos para clamarmos a Deus por salvação, perdão, misericórdia e consolo. Só Ele pode nos socorrer e graciosamente nos dar paz.

Ao orarmos, peçamos com fé. Peçamos pelos motivos que a vontade de Deus garante. Peçamos sabedoria nas tribulações, por necessidades urgentes, pais, cônjuges e filhos, nossa igreja, missionários, enfermos, desabrigados, desempregados, políticos, professores, patrões e empregados, vizinhos... Peçamos!

Ericson Martins

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Introdução às Epístolas Paulinas - Contexto e Teologia


INTRODUÇÃO ÀS EPÍSTOLAS PAULINAS
[ CONTEXTO E TEOLOGIA ]

Ericson Martins


ESTA OBRA ATENDE O ANSEIO DE EDUCADORES CRISTÃOS, INTERESSADOS POR UM FIRME CONTEÚDO TEOLÓGICO, DIDÁTICO E PRÁTICO.

As treze Epístolas de Paulo, presentes no Novo Testamento, foram registradas para alertar, corrigir e confortar os cristãos, promovendo o fortalecimento da fé na Pessoa e obra de Jesus Cristo.

Nesse mesmo sentido, oferecemos ao leitor oportunidade de conhecer as circunstâncias históricas que envolveram as Epístolas Paulinas, além dos temas teológicos principais, como Lei e Graça, Justificação e Santificação, Corpo de Cristo, Oração, Últimas Coisas e Missões.

Para cada capítulo há um questionário que poderá ser respondido, para revisão dos assuntos e fixação do aprendizado.

Tudo foi preparado com muito cuidado e qualidade, a fim de servir eficazmente a premente necessidade de maturidade cristã, fundamentada na Palavra de Deus!


Material muito indicado para professores de Escola Bíblica Dominical.


Para fazer seu pedido, entre em contato com a Editora e Livraria APAB, (62) 3921-1179, em horário comercial, entre segunda e terça-feira.



SUMÁRIO:


Introdução
Quem Foi o Apóstolo Paulo
Aspectos Gerais das Epístolas Paulinas

Primeira Parte: Contexto Geral

3. Romanos
4. 1 e 2 Coríntios
5. Gálatas
6. Efésios
7. Filipenses
8. Colossenses
9. 1 e 2 Tessalonicenses
10. 1 Timóteo
11. 2 Timóteo
12. Tito
13. Filemom

Segunda Parte: Teologia

14. Temas Centrais na Teologia Paulina
15. Teologia da Lei e Graça
16. Teologia da Justificação e Santificação
17. Teologia do Corpo de Cristo
18. Teologia da Oração
19. Teologia das Últimas Coisas
20. Teologia das Missões

Considerações Finais
Referências
Lista de Abreviações
Mapas

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Revisão da Língua Portuguesa
Renatha Rodrigues Salomão

Design gráfico
César França de Oliveira

Impressão e acabamento
Gráfica Kelps


ISBN: 978-85-916464-6-3
CDU: 27-248.4