• As reflexões neste Blog se justificam por princípios bíblicos e são direcionadas para uma leitura cotidiana.
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  • Somente a Palavra de Deus, em sua autoridade e suficiência, pode guiar todo homem no caminho do verdade.

Fomos chamados?


Essa é uma daquelas perguntas que todos os cristãos devem fazer!

A palavra “chamado” na Bíblia significa “convocar”. Teologicamente, seu conceito é revelacional e relacional, particularmente se aplica a Deus dirigindo-se ao homem, convocando-o para a salvação e para o serviço.

Na Bíblia encontramos pelo menos quatro aspectos do chamado de Deus. O primeiro é criacional, pois Deus “chamou” à existência o que não existia, nomeou e estabeleceu ordem em toda a criação, revelando assim Sua glória, poder e autoridade soberana (Is 41:4; Rm 4:17 cf. Gn 1-2). O segundo é redentivo ou especial, considerando que Deus “chamou” à justiça o homem perdido em sua transgressão, redimindo-o do seu estado de completa corrupção (Gn 3:9; Rm 8:28-30; 2 Tm 1:9). O terceiro é étnico, pois a partir de Abrão Deus constituiu um povo exclusivo para si (Gn 12:1-5; Is 51:2; Hb 11:8; 1 Pd 2:9-10). O quarto é missionário, tanto aplicado a Israel no Antigo Testamento quanto à Igreja no Novo, a qual foi chamada para dar testemunho de Jesus Cristo às nações (Mt 28:18-20; Mc 16:15-16; At 1:8). É inevitável que todos esses aspectos de chamamento possuem um só propósito, a glória de Deus!

De forma geral, todos os crentes foram chamados à santidade (Rm 1:7; 1 Co 1:2), a deixar de servir o pecado para honrar a Deus, servindo-o com testemunho de fé por múltiplos modos, em meio às experiências cotidianas (1 Co 10:31; Cl 3:23-24). Ainda assim, dentre eles, Deus chama alguns para responsabilidades específicas na missão de levar o Evangelho à outras nações (At 13:1-3), bem como aqueles que se encarregam pelo governo (At 14:23), ensino (Ef 4:11-14) e assistência social (At 6:1-7), na Igreja.

Quando Deus chama pessoas, geralmente as envia para fazer algo. Portanto, as ideias de chamado e serviço estão conectadas na Bíblia. Nenhum crente foi chamado das trevas para uma vida desprovida de serviço a Deus (Ef 2:10), aliás, o serviço é a evidência da fé verdadeira (Tg 2:17). A comissão de Mateus 28:19-20 aplica-se a todos os crentes. Embora nem todos sejam chamados para ir a outras nações, todos o foram para participar da missão de fazer discípulos. Localmente, isso significa ir às pessoas que estão próximas, para compartilhar o Evangelho de Jesus. Globalmente, significa orar e apoiar aqueles que vão a regiões distantes no mundo, com a mesma missão dos que ficam. Ambos, os que ficam e os que vão, têm a mesma responsabilidade se considerarmos a proporção da graça de Deus distribuída a cada um. 

Portanto, se fomos salvos pela graça de Deus, fomos chamados ao serviço, como indivíduos e como Igreja, para fazermos exatamente aquilo que Ele nos designou realizar, como pregar o Evangelho onde estamos e entre outras nações. 

Não nos entreguemos à incredulidade, materialismo, desânimo ou medo que podem nos manter indiferentes diante de tão grande “seara” e sublime chamado Divino. Nos esforcemos para obedecer a Deus, nos envolvendo diretamente com o compromisso de levar as boas notícias de salvação a todos quanto nos é possível, por meio das orações, do testemunho pessoal e do investimento financeiro, confiantes na promessa e presença de Cristo ao nosso lado, nessa missão (Mt 28:20)!

Ericson Martins

Não complique o que deve ser facilitado


Todos os cristãos são chamados para serem testemunhas fiéis de Jesus Cristo. Entre esses, soberanamente, alguns são chamados por Deus para responsabilidades específicas, por exemplo, à pregação do Evangelho entre outras culturas e línguas. 

Esses enfrentam mudanças, quase sempre radicais, se submetem a tensões no esforço de adaptarem-se em tais contextos transculturais, precisam conviver com a distância de tudo que lhes oferecia segurança e conforto emocional em suas próprias culturas e relacionamentos. Muitos enfrentam não apenas as diferenças e exigências culturais, mas ainda a perseguição por causa dos seus propósitos missionários. Além disso, têm de administrar a instabilidade financeira, pois nem todos possuem renda suficiente para se manterem com suas famílias.

Sem dúvidas esse chamado transcultural não é para todos os cristãos, mas para alguns, para aqueles que Deus realmente tem separado no seio da Igreja e capacitado! Não são diferentes daqueles que ficam, pois possuem a mesma responsabilidade de testemunharem o Evangelho, contudo, são expostos a circunstâncias bem mais sensíveis que aquelas nas quais nasceram e cresceram.

Então, como apoiá-los?

1. Compreenda o chamado missionário e apoie. Muitas dificuldades que os missionários enfrentam não são geradas pela hostilidade do mundo e de Satanás, mas por aqueles que mais deveriam apoiar e facilitar suas vidas e trabalho. É incrível como as pessoas mais próximas se tornam as que mais se mostram indispostas a compreender e incentivar seu chamado. Alguém poderia se arriscar a dizer que agem assim porque os conhecem mais de perto, sabem das suas limitações e até contradições, mas isso não muda o fato que diante do chamado de Deus tudo o que deveriam fazer seria facilitar a obediência dos vocacionados e não o contrário. 

2. Aceite que o chamado missionário é pessoal e apoie. É claro que todos foram chamados para a missão de dar testemunho de Cristo no mundo, mas nem todos são chamados para deixarem radicalmente seus contextos culturais por outros bem distintos. A única motivação que missionários sérios têm é a convicção interna de que essa é a vontade de Deus, por isso devemos compreender e aceitar que esse chamado é pessoal e não pode ser moldado por anseios ou preocupações de outros. Os marinheiros no navio com Jonas até tentaram remar mais fortemente, para não terem que lançá-lo ao mar, mas nada mudou. Jonas até fez uma linda oração no ventre do grande peixe, mas nada mudou. Ele tinha que obedecer e foi à Nínive proclamar a mensagem do Senhor (Jn 1-4). Ninguém poderia substituí-lo, não havia outro método, não havia outro caminho, não havia outro destino. Deus quis que Jonas fosse à Nínive, e ninguém mais, simples assim.

3. Não critique injustamente o missionário e apoie. Às vezes missionários enfrentam críticas desproporcionais por se submeterem a mudanças tão dramáticas com suas famílias, sob argumentos de que poderiam se dedicar a lugares mais próximos, fáceis, baratos e seguros; porém, tais críticos não se dispõem a irem em seus lugares. Deus quer que a Sua Palavra seja pregada em todo mundo, não apenas onde queremos. As críticas injustas normalmente refletem a incredulidade daqueles que se negam a favorecer com o bem aqueles que se encontram distantes da comunhão com Deus. Elas não contribuem para o avanço da evangelização no mundo e se recusam aceitar que outros povos, línguas e nações sejam alcançadas pela salvação, porque se baseiam numa expectativa etnocêntrica, egoísta. Se não tem disposição para ir, apoie aqueles que vão, porque só podem ir se houver quem os envie (Rm 10:15). Os missionários não podem realizar suas tarefas isolados da Igreja, porque a responsabilidade de pregar o Evangelho no mundo todo não foi dada apenas à eles, mas à Igreja. Eles, portanto, são apenas parte de um todo, realizando uma tarefa de todos e por todos, para a glória de Deus entre as nações. Deixar de apoiá-los é uma negligência de toda a Igreja.

Existem muitas outras maneiras possíveis de oferecermos apoio aos missionários, como por exemplo, orações, contribuições financeiras fiéis, cursos preparatórios, comunicações, visitas, compartilhamento das suas notícias, etc., mas as que aqui foram mais expostas, possivelmente, atendem o apelo de muitos que se encontram no “campo”.

Nosso intuito foi demonstrar a necessidade de, como Igreja brasileira, apoiarmos mais nossos missionários, oferecendo-lhes todas as condições para que avancem com seus esforços ministeriais, sob a influência do Espírito Santo, para a glória de Deus.

Não precisamos complicar aquilo que deve ser facilitado!

Ericson Martins

Fugi da Idolatria

Claramente a Palavra de Deus proíbe a idolatria, que é devoção religiosa aos ídolos, confiança ou dependência excessiva a homens, forte apego a coisas materiais, dinheiro e desejos, como se dessas experiências pudéssemos satisfazer nossas necessidades proeminentes, inclusive de alívio à determinadas culpas no pecado. Somente por Deus é que recebemos justificação e somente Ele é digno da nossa completa adoração.
Embora a idolatria pareça um pecado distante para aqueles que são leais seguidores de Cristo, ela se mostra presente entre eles, por isso o apóstolo Paulo adverte: "Fugi da idolatria" (1 Co 10:14), cultivando a comunhão com Deus e renunciando toda associação com aquilo que Ele reprova.
Ericson Martins www.facebook.com/ericsonmartins www.editoracrista.info

Rogai ao Senhor da Seara


A "seara", como metáfora do mundo, no qual estão presentes os eleitos, tem um Senhor que exerce governo e autoridade final, possui o exato discernimento daqueles que Lhe pertencem e é quem os chama. Sabendo disso, a Igreja não pode se esquecer da necessidade de rogar ao Senhor, para que mande trabalhadores, pois só Ele envia as pessoas certas, com as motivações certas, para os lugares certos e no tempo certo.


Conheça:

Editora Cristã

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Projeto Sem Fronteiras 2017

Com imensa alegria compartilho com vocês o vídeo-relatório do trabalho realizado pelo Projeto Sem Fronteiras (03 a 17 de julho, em Manacapuru-AM e adjacências): 



Esse foi o 15o. trabalho missionário de curto que tive o privilégio de coordenar (2002-2017). 


A Deus seja a glória!!!


Ericson Martins

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Confiança em contexto de desconfiança


O Brasil enfrenta uma das maiores crises morais e políticas da sua história. Neste contexto a confiança nos agentes públicos tende a diminuir rapidamente, enquanto necessitamos dela para mantermos reunidos esforços no crescimento do país. A confiança neles, sem dúvida, é uma necessidade primordial. No entanto, gostaria de fazer as seguintes considerações: - Só podemos confiar naqueles que estejam em condições seguras para atender nossas necessidades; tenham moral irrepreensível, cuja conduta é coerente com princípios inegociáveis e sejam íntegros, sendo os mesmos em quaisquer circunstâncias ou grupos sociais. - Quem pode garantir essas qualidades? Os homens em geral? Não! Embora confiar nos homens seja uma necessidade inevitável, não é possível esperar por isso sempre, mais cedo ou tarde podem se tornar protagonistas de uma grande decepção, pois são limitados em sabedoria, capacidade de atender nossos constantes anseios e, ainda, são moralmente imperfeitos. O pior é que entre esses, existem aqueles que se mostram mais maus, corruptos e inconsequentes que os demais, deixando rastros de ruínas e prejuízos incontáveis por onde passam com seus discursos e compromissos levianos. - Por isso, a Bíblia apresenta Deus como o único objeto seguro para a confiança humana, quando diz: "Melhor é buscar refúgio no Senhor do que confiar no homem. Melhor é buscar refúgio no Senhor do que confiar em príncipes" (Sl 118:8-9). As razões para esta firme e digna confiança está no fato dEle ser absolutamente bom (v. 1-4); porque ao orarmos em meios às aflições da vida não age com indiferença, mas nos ouve e socorre (v. 5); nos protege como ninguém mais (v. 6-7, 10-12); nos ampara quando somos induzidos à "queda" e humilhação dos outros (v. 13); nos fortalece quando estamos enfraquecidos, nos salva quando estamos perdidos (v. 14-15). O salmista ainda afirma seu eterno poder (v. 16); verdadeira esperança do que nEle crê (v. 17); Seu caráter justo (v. 18-20) e dignidade para ser louvado (v. 21-29). É em momentos de trevas que mais necessitamos da Luz, sem a qual caminhamos, caminhamos e jamais encontramos saída. Confiemos no único e verdadeiro Deus, com esperança que só Ele pode nos dar, em meio às opressões espirituais e políticas que pesam sobre nossa nação! Também, oremos por nossas autoridades e façamos o que deve ser feito com base nas leis, na ordem e respeito, inclusive alçando a voz, nas ruas, contra as injustiças, artimanhas da mentira e corrupções. Com amor. Ericson Martins www.editoracrista.info www.facebook.com/ericsonmartins www.facebook.com/ericsonliberatomartins

A Verdadeira Comunhão Cristã


Nada é mais fundamental para a fé e comunhão cristã que a firme confiança, pelo testemunho das Escrituras, na pessoa e obra de Jesus Cristo. Ouça uma mensagem (32 min) a este respeito e compartilhe.



Com amor.

Ericson Martins
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Casamento (lançamento)


CASAMENTO - Princípios da Vida a Dois
Prefácio do Rev. Hernandes Dias Lopes 

Com imensa alegria comunico o lançamento do meu sétimo livro, na expectativa que este seja útil à valorização e preservação das bases fundamentais do casamento, família e sociedade! 

Ele foi cuidadosamente preparado para edificar casamentos sobre o sólido alicerce da Palavra de Deus, a fim de ajudá-lo a se manter firme no propósito Divino, ao unir o homem à sua mulher. Ele servirá, tanto para resgatar casais de crises, nutrir os que estão fortalecidos e prevenir os que pretendem se casar, quanto útil a conselheiros matrimoniais que se dedicam a esta área.

Confira os comentários do Rev. Augustus Nicodemus, Rev. Wilson Porte Jr, Rev. Ronaldo Lidório e Rev. Hilder Stutz no website da Editora Cristã, onde encontrarão maiores informações e poderão solicitar seu exemplar: www.editoracrista.info

Grato por seu apoio,
Ericson Martins


Anos passam, a Palavra de Deus não!


Anos se passam e novos chegam, num ciclo de rotinas e experiências que somam alegrias e tristezas, aparentemente sem fim. Para uns a vida se resume a esforços incapazes de alterarem seu destino, portanto, seu significado presente é vago e pessimista. No mesmo contexto, para outros, a vida reserva oportunidades incríveis de relacionamentos, prazeres, conquistas e esperanças, de tal modo que cada dia é vivido como se fosse o último, pois são guiados por princípios que elevam a visão para além daquilo que é local, provisório ou superficial.

De modo geral, na transição de um ano para o outro, as pessoas refletem as experiências vividas e tentam prever como será o futuro. Esta é uma ocasião introspectiva, às vezes deprimente, muito embora seja marcada por celebrações com a família, amigos ou com a Igreja. É justamente neste momento que te convidamos a refletir sobre alguns ensinos da Palavra de Deus, em Hebreus 13:5-6, os quais nos ajudam a receber o novo ano que se aproxima com elevada visão.

Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei. Assim, afirmemos confiantemente: O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem?

1. Vivamos a vida com contentamento (v. 5a). A avareza é um desejo ganancioso, capaz de escravizar nossos esforços à obtenção de coisas, não de relacionamentos. Por isto, o avarento é insensível às necessidades dos outros, ingrato e egoísta. Viver contente, no entanto, não exige acomodação ou entrega ao acaso, não significa abandonar os planos de crescimento pessoal para o futuro, mas se satisfazer com aquilo que tem no presente. Por causa da avareza, podemos desviar a atenção sobre aquilo que Deus já deu, para aquilo que não temos ou nunca teremos, perdendo a nobreza da generosa gratidão e do envolvimento com pessoas carentes. 

2. Confiemos na poderosa presença de Deus ao nosso lado (v. 5b). A razão pela qual o autor nos exorta a viver a vida sem avareza se encontra na promessa de Deus: “De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei”. O desapego das coisas materiais e da ganância pelo dinheiro, neste mundo em que isto é necessário para uma sobrevivência digna, para os incrédulos pode ser inteligente valorizar mais a obtenção das coisas que a vida (Mt 6:31-32), mas para os que confiam em Deus inverter esta ordem é uma questão de sabedoria (Mt 6:33), pois, Ele é o único que pode suprir as necessidades do povo com quem tem aliança, lhe preservar a vida, terrena e eterna. Portanto, mesmo em meio a ostentações materiais, sem confiança em Deus, continuaremos perturbados pelas incertezas da vida eterna, em face da nossa incapacidade de evitar os sofrimentos presentes e futuros.

3. Nos asseguremos que Deus é o nosso auxílio e segurança (v. 6). A certeza que possuímos de que este caminho é seguro encontra-se na palavra de Deus: porque ele tem dito (v. 5). A palavra pronunciada de Deus é infalível, pois expressa a Sua fidelidade e perfeição do seu Ser. Por ela todas as coisas vieram a existir e sem ela nada se fez. Ela é a garantia de todo o que crê, é a “instância superior”, qualquer palavra além dela não passa de ensaios e especulações, somente a Palavra de Deus pode garantir resultados ainda não vistos ou experimentados pelo homem; portanto, se Deus disse, nos asseguremos que seremos assistidos e protegidos por Ele!

Anos se passam e novos chegam, mas a Palavra de Deus jamais passará!

Ericson Martins

Presente do céu



Presentes são gratuitos, aproximam pessoas, promovem alegrias, carregam a generosidade, atendem necessidades específicas, servem como símbolos de gratidão, minimizam tensões e podem até resgatar a esperança para relacionamentos quebrados. É óbvio que existe “presente de grego” por aí, como meio de manipular motivações erradas, contudo, em geral, presentes ocupam nossas melhores expectativas.

A Bíblia nos fala de um presente de Deus. Nicodemos, um dos principais fariseus, convencido que Jesus havia vindo da parte do Pai (Jo 3:2), foi informado que Ele estava executando, no mundo, o plano de salvar os que creem (cf. Jo 3:13-21). Após falar da Sua vinda, morte e ressurreição (Jo 3:13-15), Jesus apresentou o motivo: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16). 

Deus escolheu amar todos, mais intensamente os que, sendo pecadores (Jo 3:17-21), haveriam de crer em Jesus. Por estes, Ele deu o Seu único Filho para sacrifício, a fim de que fossem justificados e herdassem a vida eterna. O verbo amar (agapao) neste texto implica amar de modo particular. Ele é usado nos Evangelhos para indicar o seu modo mais excelente e profundo (Jo 8:42, 14:23-24, 21:15-16; 1 Jo 3:1, 4:10) e é comumente relacionado ao aspecto redentivo dos eleitos (Jo 17:23-24 e 26; Rm 5:8; Ef 2:4; 2 Ts 2:16). Por isso, este amor que Deus ofertou é tão sublime quanto exclusivo, pessoal e específico. Também, ele é enfatizado pelas palavras: “de tal maneira”, indicando que não se tratou de um amor comum ou momentâneo, mas de um amor tão intenso quanto categórico, pois nunca houve outro maior do que ele (Jo 15:13).

A finalidade ou o resultado deste amor foi salvar, da condenação no pecado, os que creem em Jesus (Jo 3:17), os que não creem, já estão julgados (Jo 3:18-20). Ambos, crentes e incrédulos, constituem o “mundo” ou propriamente a humanidade (Jo 8:26, 14:19; Ap 3:10). Deus ama a todos e graciosamente provê condições, para que experimentem prazeres, tenham senso de justiça, respirem, se alimentem, etc, no entanto, o objeto do intenso amor redentivo de Deus não se refere a todos, indistintamente, mas “o que crê”, para que não sofra os eternos efeitos do pecado, com a perda da comunhão com o Criador, mas possam viver com Ele por toda a eternidade.

Finalmente, o amor de Deus não foi como um vago ou leviano sentimento, mas a doação do Seu Filho (cf. Rm 8:31-32), porque foi pactual, conforme João mesmo diz em 1 João 4:9-10: “Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados”. Note que o amor de Deus e a “propiciação pelos nossos pecados” (satisfazer a Deus no lugar de outro), estão intrinsecamente ligados aqui como em João 3:16. Se cremos que Jesus veio do céu, para ser sacrificado em nosso lugar, temos a vida eterna com Deus garantida (Hb 9:11-12).

Deus preparou um caminho para redimir e salvar “o que crê” (Jo 3:16), ao enviar o Seu Filho do céu à terra (Jo 3:13). Ele veio como oferta gratuita de Deus, não motivado por algum merecimento humano, mas por Seu mais puro e perfeito amor. Não há presente maior que este, ainda mais sabendo que jamais poderíamos pagar seu valor, com nossos bens ou esforços sacrificiais, mesmo bem-intencionados. Então, resta-nos, humildemente, recebermos de graça a salvação, pela fé em Jesus Cristo, e vivermos obedientemente aos Seus ensinos.

Ericson Martins

Propaganda política na Igreja


As eleições se aproximam e das igrejas candidatos em busca de votos.

Este é um tempo de examinarmos cada um, em vários aspectos, inclusive quanto a competência para funções nos fóruns legislativo e executivo. Também, de estabelecermos limites entre os interesses da santa religião e da política. Eles são legítimos e necessários, mas confundir cultos de adoração a Deus com o processo eleitoral seria um grave equívoco se permitido em nossas igrejas. Vale lembrar que o Artigo 37 do Código Eleitoral proíbe que os candidatos façam propagandas políticas em "templos", sob pena de multa que varia entre R$ 2.000 a R$ 8.000 (§ 1º).

Os candidatos merecem a nossa criteriosa atenção e consideração, se preenchem as exigências mínimas para o serviço público, com integridade. Creio que existem excelentes candidatos qualificados, mas isto não significa que devemos trazê-los para os cultos com a intenção de apresentá-los com destaque de outros visitantes, dar oportunidade para que se apresentem publicamente e indicados como candidatos da igreja local em questão, constranger os membros a votarem nesse ou naquele candidato, fixar cartazes nos murais ou distribuir propagandas dentro dos boletins semanais.

Que cada um exerça o seu dever de cidadão, escolhendo, de acordo com a melhor pesquisa e consciência, o candidato que pretende apoiar, mas preservando o propósito principal da Igreja, que é se reunir para prestar culto somente a Deus, crescer no conhecimento das Escrituras e manter comunhão de fé, uns com os outros.

O púlpito jamais deve ser usado para outros fins que não seja a exposição das Escrituras.

Ericson Martins

Casamento perfeito


Recentemente, a separação de duas grandes personalidades públicas, apresentadores de programas de televisão, causou enorme repercussão nas redes sociais, movimentando diversas opiniões a respeito do casamento e da sua longevidade. Um dos principais questionamentos, resultado de frustração, confrontou a possibilidade de se ter um casamento perfeito, não destituído de conflitos, mas formado por pessoas determinadas a serem mutuamente fiéis, honrando o compromisso de viverem unidas, até que a morte as separe.

É inegável que a estabilidade conjugal ou o divórcio declarado entre pessoas famosas influencia a sociedade de modo geral, visto que ele funciona como referencial para a própria experiência de cada um. Mas não poderíamos deixar de relembrar, em contextos como estes, que embora tais casamentos afetam, positiva ou negativamente a nossa compreensão e confiança no casamento, temos um referencial bíblico seguro a ser observado, acima de qualquer um, em nossa própria experiência: Cristo e a Igreja.

O apóstolo Paulo, em Efésios 5:22-33, orienta como a relação da mulher com o seu próprio marido deve seguir o exemplo da relação entre a Igreja e Cristo (v. 22-24), semelhantemente, como a relação do marido com a sua própria esposa deve observar os mesmos parâmetros da relação de Cristo com a Igreja (v. 23-30). A sua conclusão é que Deus uniu o homem à sua mulher na mesma perspectiva que uniu Cristo e a Igreja, como uma só carne (v. 31-22). Portanto, o homem deve amar a sua mulher e esta respeitar o seu marido (v. 33).

O único casamento perfeito para o qual devemos manter atenta a nossa atenção é o de Cristo e a Igreja. Todas as instituições matrimoniais, a parte deste, são passíveis a conflitos morais, escândalos públicos e de divórcio quando se perde este foco bíblico e a motivação de seguir seu modelo. 

O homem e a mulher foram criados por Deus, no princípio, e unidos numa relação que tipificou a futura união do Seu Filho com a Igreja. É indispensável para mulher que deseja ser uma boa esposa e ser fiel em seu casamento, a consciência da submissão respeitosa ao seu marido, auxiliando-o a ser o que Deus requer que ele seja e faça. Do mesmo modo, o homem que deseja ser um bom marido, deve conhecer e observar atentamente o exemplo de Cristo, como Ele amou a Igreja. Ele descobrirá que compromisso pessoal de amar a esposa e se entregar por ela, baseia-se no amor de Cristo. 

O interesse de manter-se fiel ao casamento jamais deveria ser abalado ou questionado por casamentos frustrados em nossa sociedade, quando temos diante de nós um que jamais poderá ser frustrado: Cristo e a Igreja. A boa motivação e confiança no casamento, sobretudo, deve ser sustentada neste referencial bíblico, o qual indica a nossa responsabilidade pessoal para com quem nos comprometemos a cuidar e viver unidos até que a morte chegue.

É claro que há inúmeros detalhes envolvidos na vida a dois, do seu entendimento bíblico às responsabilidades específicas e individuais, as quais tornam o casamento uma relação que requer cuidados constantes. Entretanto, o pressuposto determinante aqui é que ela deve ser indissolúvel e harmônica, como é a relação de Cristo e a Igreja. Não queremos dizer que nosso casamento será perfeito porque a relação de Cristo e a Igreja é, mas que deve ser motivado por este exemplo, e cada um dos cônjuges sustentando a sua própria e fiel responsabilidade.

Que a Palavra de Deus seja sempre a única base sobre a qual construímos e mantemos as nossas relações conjugais!

Com amor.

Ericson Martins

A Igreja na Missão de Deus


“E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado. Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em menu nome, expelirão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre os enfermos, eles ficarão curados. De fato, o Senhor Jesus, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e assentou-se à destra de Deus. E eles, tendo partido, pregaram em toda parte, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra por meio de sinais, que se seguiam” - Marcos 16:15-20

A evangelização do mundo, como sabemos, não é uma opção entre tantas que existem, tampouco um departamento da Igreja. Quando tratamos este tema tratamos da base teológica, a respeito da qual podemos afirmar que é o dever de todo cristão verdadeiro, acima de qualquer opção na vida ou departamento na estrutura organizada de uma igreja local. Esta tarefa não pertence somente àqueles que foram designados por dons e reconhecidos através de cargos oficiais da Igreja, mas especialmente, no que se refere à função, a todos que receberam a dádiva da salvação, tornando-se testemunhas pessoais do poder do Evangelho de Jesus Cristo!

Um das maiores necessidades da Igreja atual é de pessoas comprometidas com a missão de Deus, além da estéril consciência deste dever.

Nos últimos momentos do Seu ministério terreno, Jesus concentrou esforços na intimidade com os discípulos e os instruiu, mais intensamente em face dos sofrimentos que se aproximavam, para definir a tarefa de testemunharem a todo o mundo o plano divino da salvação a todo o que cresse. Também, deveriam orientar os novos crentes para viverem obedientemente a Deus. Esta missão era a Sua missão através deles, como ainda é através da Igreja edificada em Seu nome!  

Todos que aceitam publicamente a Jesus Cristo como Salvador se torna testemunha das boas-notícias da salvação. Esta é a vocação universal dos crentes verdadeiros, onde estão e para onde Deus os enviar.

O que nos resta em face de tão clara verdade bíblica é a obediência.

Aproveitemos todas as oportunidades em nossa volta e em todos os nossos dias, como luzeiros no mundo que se encontra em meio às trevas da ignorância e rebelião a Deus. Pois onde o Evangelho é anunciando há esperança de salvação!

Com amor.

Ericson Martins

Reagindo ao cansaço da alma


Já se sentiu cansado, chegando a pensar em desistir de tudo e ir a um lugar distante, onde pudesse recomeçar a vida do zero? Pois é, esta sensação advém da desmotivação de continuar percorrendo o ciclo das rotinas diárias, cuja finalidade, por vezes, parece não haver sentido. 

Em geral, o cansaço emocional é o resultado inevitável de esforços pessoais prolongados; de sucessivas frustrações no trabalho, nos estudos e até mesmo na família; de eventos combinados que parecem conspirar contra a nossa paz; de sofrimentos internos contidos pelo medo das reações que as pessoas terão; etc. Nestes casos, pouco a pouco, percebemos uma baixa gradativa na disposição e na alegria que antes nos levava a superação das dificuldades com bravura e destemor. 

Estas experiências não podem ser subestimadas, especialmente porque drenam nossa vitalidade espiritual, tornando-nos inconstantes ou indiferentes em relação a Deus, leitura da Bíblia, oração, serviço cristão, contribuição e participação nas atividades da Igreja.

Na Bíblia encontramos o registro de diversos personagens que viveram situações de esgotamento, demonstrando quão profundas eram suas limitações, fraquezas e miséria. É o caso do autor, por exemplo, relatado no Salmo 42, entre os filhos de Coré (Êx 6:24; 1 Cr 6:31-37). A sua alma estava abatida (v. 5, 6 e 11) por causa da opressão dos seus inimigos que insultavam sua fé (v. 3, 9-10) e tudo isto afetou sua vida espiritual. Ele se angustiou entre o sentimento de ausência da presença de Deus e a convicção de estar nela. Perguntou: “quando irei e me verei perante a face de Deus?” (v. 2), depois: “Contudo, o Senhor, durante o dia, me concede a sua misericórdia, e à noite comigo está o seu cântico, uma oração ao Deus da minha vida” (v. 8). É claro que as contingências da vida impactam nossas disposições e percepções. E não estamos imunes às aflições espirituais resultantes delas. 

Como poderíamos reagir em meio ao cansaço emocional? 

O Salmo 42 diz que o autor desejou a presença de Deus (v. 1-2), expôs as suas angústias em lágrimas (v. 3), se lembrou das boas experiências vividas (v. 4 e 6), esperou pela resposta ao seu sofrimento (v. 5 e 11) e contou com a misericórdia de Deus em oração (v. 7-10). Além destas experiências, atentemos para as lições que emergem somente das circunstâncias de aflição, para nos tornar mais pacientes e sábios, desenvolvendo em nós resistência emocional e maturidade para entender e auxiliar outros. Lembremo-nos, também, que nunca estamos sozinhos nestas angústias. Homens e mulheres santas do passado passaram por situações semelhantes e até mais intensas que as nossas. 

Se ainda não conseguimos enxergar uma solução em curto prazo, não desistamos, pelo contrário, esperemos, como o salmista fez entre tantas perguntas sem resposta (sete ao todo), pois Deus ainda quer agir em nós exatamente nestes momentos, transformando fraquezas em forças, dúvidas em convicções, tristezas em alegrias, frustrações em benefícios que nos acompanharão por toda a vida!


Com amor.

Ericson Martins

Tratando a ansiedade com orações


Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.  Filipenses 4:6-7

Em determinada ocasião, na Igreja em Filipos, Evódia e Síntique (auxiliares de Paulo, Clemente e outros no trabalho missionário, v. 3) estavam enfrentando um claro conflito pessoal, colocando em risco a unidade da Igreja; possivelmente a causa era uma discórdia doutrinária, pois a exortação foi para reconciliarem seus pensamentos (v. 1). 

Em razão das tensões que envolveram estas conhecidas e respeitadas mulheres, Paulo apelou ao seu “companheiro de jugo” (v. 3) que as auxiliasse nesta reconciliação, a fim de pacificar o clima de ansiedade que aumentava na Igreja. Depois de destacar a importância da alegria (v. 4) e da moderação diante dos homens (v. 5), a todos foi recomendado que não andassem ansiosos, mas apresentassem a Deus os seus pedidos, pela oração e pelas súplicas, com ações de graças (v. 6). Ele sabia que, fazendo assim, Deus restabeleceria a paz e a harmonia que se deterioravam pela ansiedade. 

Conflitos quase sempre saem do nosso controle e nos expõem aos perigos do enfraquecimento espiritual. Podem ocorrer entre cônjuges e com os filhos, com irmãos na igreja, com interesses e finanças pessoais, com as tentações deste mundo... . Quando a relação com pessoas não vai bem, a relação com Deus sofre os seus efeitos (Mt 5:23-24; 1 Jo 4:20) e vice-versa (Fp 2:1-4). Tendo em vista que os conflitos podem furtar a prudência e o bom senso cristão na busca de soluções, levando-nos a uma vida imersa na ansiedade, Paulo recomendou: 

(1) Em tudo, porém sejam conhecidas diante de Deus, as vossas petições. Este texto nos ensina como viver uma vida de paz. É através da relação de confiança em Deus, estabelecida pela oração. O verso anterior diz: “Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor” (Fp 4:5 cf. Mt 6:31-33). Deus é presente em todas as situações da nossa vida. Sofremos, muitas vezes, por não confiarmos n'Ele e a Ele as nossas necessidades. Também, por não priorizarmos esta busca. Podemos até solucionar alguns conflitos externos, mas somente Deus pode dar a paz que necessitamos no coração e mente em situações de grandes ansiedades (Fp 4.7). Quando Paulo diz em tudo, significa que todas as nossas necessidades devem ser apresentadas a Deus. Das pequenas ou insignificantes às mais urgentes e importantes, pois tudo recebe o amoroso cuidado e atenção do Senhor.

(2) Pela oração e pela súplica, com ações de graças. A “oração” é uma palavra que envolve diversos princípios na Bíblia. Ela possui um conceito geral, mas o significado simples é “dirigir-se para falar”. Em Mt 6:9-13, Jesus ensinou que antes de dirigir-nos ao Pai para apresentar necessidades (v. 11-13), devemos adorá-Lo por quem Ele é (v. 9-10). Este princípio revela-nos que devemos contemplar a Deus primeiro, antes de contemplarmos a nós mesmos, pois Ele é o foco central da nossa fé e não as diversas tensões que temos de lidar frequentemente. Reconheçamos, com humildade e submissão, pela oração e pela súplica, as virtudes do Seu caráter e governo. Esse é um dos princípios essenciais da oração, segundo o ensino de Jesus (Mt 6:6-8). Paulo submete a oração e súplica às ações de graças, que são a atitude sincera daqueles que verdadeiramente confiam em Deus e esperam, com gratidão, as respostas da Sua inefável bondade.

Com amor.

Ericson Martins

Sabedoria no Lar


Certamente esta obra será muito útil aos pais, especialmente aos que desejam guiar seus filhos no caminho que devem andar, ou seja, no caminho do temor do Senhor.

Esperamos que Deus use esta publicação como uma verdadeira ferramenta para edificação das nossas famílias, e assim, sejamos bem orientados na mente e nas ações cristãs, dentro de casa.

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Aguardem!


Ericson Martins

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