Navigium Isidis - Origem do Carnaval



A expressão latim Navigium Isidis significa: “Navegação de Isis”, nome dado a uma festividade romana anual dedicada a Isis. Isis era uma deusa egípcia. Apesar de ser uma entidade egípcia, tornou-se popular entre os gregos e chegou a Roma no período helenístico com seu culto e festividade, os quais integravam religiões de mistério, incluía uso de máscaras para ocultar a identidade dos participantes, orgia pública em nome do amor, bebedices, mutilação de genitais, simbologias pagãs e, dentre outras práticas, uso de grandes carros em forma de navios que tomavam as ruas da cidade anunciando a chegada de Osíris (esposo de Isis na Mitologia Egípcia) (BAILE, The Religion Ancient of Rome, 1998; FERREIRA, A Religião em Roma; GONZÁLES, A Era dos Mártires, 2007). Tal festividade sobreviveu grandes perseguições em Roma em razão da sua característica religiosamente sincrética e tolerante, ao contrário do Cristianismo primitivo, motivo pelo qual foi rigidamente perseguido.

Esta festividade prevaleceu no Panteão Romano até o 4º Século quando o Cristianismo foi declarado religião oficial do Império. Daí em diante, Navigium Isidis tornou-se uma prática proibida, porém, clandestinamente perpetuou-se até ser incorporada pela Igreja Católica Romana na Idade Média (após adaptações) e renomeada como Carnis Valles (latim: “Prazeres da Carne”) que deu origem à palavra Carnaval em português. O Carnaval era um período de sete dias antes da Carnis Levare (sem carne) ou Quaresma (40 dias antes da Páscoa sem contar os domingos). Autorizadas pela Igreja, as pessoas poderiam explorar nestes sete dias de Carnaval incessantes prazeres da carne, porém a Quaresma iniciada pela Quarta-Feira de Cinzas (1º dia) deveria ser respeitada com jejum, período este em que a carne vermelha estaria proibida.

O Carnaval chegou ao Brasil através dos portugueses e rapidamente foi aceito, tornando-o, séculos depois, conhecido em todo o mundo por tais festividades repletas de criatividade artesanal, carros alegóricos e coloridos, mulheres seminuas e danças sensuais.

A palavra “carne”, tanto no AT quanto no NT possui 262 ocorrências (basar ou sarx) e seus principais significados são: carne como alimento, constituição física do homem ou animal, semelhança ou parentesco humano, etc; contudo, sobressai, especialmente no NT, o sentido de desejo e práticas pecaminosas, como existência humana em oposição à santidade de Deus e por Ele exigida, como destaca o apóstolo Paulo em Romanos 7:5, 8:7-8, 13:14 e Gálatas 5:19-21 (CFW I-1, XIII-2). Os prazeres da carne, neste sentido, nunca foram aceitos pelas Escrituras como prática dos verdadeiros cristãos. 

Pergunta-se: Por que, como Igreja, não incentivamos ou celebramos o Carnaval apenas como festividade em si, sem conotação religiosa?

Primeiro, porque é uma festividade de natureza historicamente religiosa, segundo a qual promove idolatria. Sem o aspecto religioso, não é Carnaval
Segundo, porque como Igreja honramos única e exclusivamente o Deus Trino, a saber: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. 
Terceiro, porque os desejos pecaminosos inerentes na raça humana são intensamente provocados à prática que envolve obras contrárias à santificação. Alguém poderia interpretá-la como uma festa ingênua e sem motivação idólatra, mas isto não muda sua realidade.

À semelhança do Carnaval qualquer festividade admitida pela Igreja Católica Romana e arraigada à cultura brasileira, ainda que considerada popularmente cristã, mas que promove a idolatria, a licenciosidade moral ou social, deve ser claramente desmotivada pela autoridade das Escrituras, através de igrejas genuinamente evangélicas.

Não somos contra festas ou a promoção de alegrias genuínas, mas contra qualquer meio festivo que contrarie o ensino bíblico de honrar somente a Deus por meio de Jesus Cristo e a santificação da sua Igreja (leia também 1 Ts. 4:3-8). 

Com amor,

Ericson Martins
contato@brmail.info


Siga-me nas Redes Sociais:
http://facebook.com/ericsonmartins
http://twitter.com/ericsonmartins

A comunicação no casamento



“Cada um se farta de bem pelo fruto da sua boca,
e o que as mãos do homem fizerem ser-lhe-á retribuído” Provérbios 12:14


            A comunicação é um dos princípios mais fundamentais na relação conjugal, pois o nível de comunicação determina o nível de relacionamento entre os cônjuges. É possível viver muitos anos juntos, mas sem unidade, por causa de deficiências na comunicação dentro do casamento.

            As palavras que saem da boca possuem em si um poder muitas vezes subestimado para alegrar ante um resultado ou entristecer por ele, para fortalecer o relacionamento ou enfraquecê-lo, para animar diante de um desafio pessoal ou para desanimar, para edificar um bem progressivo ou neutralizar sua iniciativa, para aumentar a transparência e confiança ou romper com ela. Provérbios 21:23 diz: “o que guarda a boca e a língua guarda a sua alma das angústias”, visto que palavras ditas precipitadamente, fora de tempo adequado ou mal escolhidas podem inevitavelmente gerar angústias.

O texto base desta devocional (Pv. 12:14) apresenta um paralelo de palavras entre “fruto” e “retribuição” para dizer que assim como o homem que planta a semente na terra e no seu devido tempo goza do fruto que plantou, assim será com o uso das palavras que saem da boca. Tanto podem trazer o bem abundante, como torná-lo escasso. Por esta razão, é necessário cuidado quanto à comunicação no casamento.

            Primeiro, aprenda escutar o outro, mesmo aquilo que é absurdo ou não faça sentido para você. Quanto mais escutar, mais saberá quais palavras usar em resposta. Segundo, demonstre interesse por aquilo que o outro tem para dizer, mesmo que já tenha ouvido as mesmas histórias “centenas de vezes”. O que ele(a) pode estar buscando é apenas sua atenção. Terceiro, equilibre incentivo e exortação em amor (Pv. 3:3-4). O elogio exagerado desperta a vaidade enquanto a exortação exagerada a repressão. Saiba equilibrar estas palavras. Somente o amor sincero por ele(a) torna isto possível. Quarto, termine uma discussão positivamente. Mesmo que não chegue a uma conclusão sobre determinado assunto, destaque o proveito da conversa e não deixe para trás um “clima” de constrangimento ou chateação. Nenhuma das partes ganha em argumentação, mas ambos ganham quando encontram a solução juntos.

            Em Tiago 1:19 as Escrituras recomendam: “Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar”. Que o Senhor abençoe a comunicação dentro do seu casamento!


Ericson Martins
contato@brmail.info


Siga-me nas Redes Sociais:
http://facebook.com/ericsonmartins
http://twitter.com/ericsonmartins



Compartilhe:

Estatísticas do Blog

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Receba por e-mail

Digite seu e-mail :

Tecnologia : FeedBurner

Sobre mim:

Minha foto
Goiânia, Goiás, Brazil
Sou casado com Andréa Liberato e tenho dois filhos : Joshua e Eric. Amo Jesus Cristo e confio plenamente nas Escrituras Sagradas como única Palavra inspirada por Deus, útil para o ensino, repreensão, correção e educação na justiça.

Arquivo do Blog

Comentários

Seguidores:

Projeto Peru

Vídeo-relatório:

http://www.youtube.com/watch?v=-DHyPWc6n_0

Assista e compatilhe com todos da sua lista de e-mails e com sua igreja.


Fotos Pessoais

Loading...