• As reflexões neste Blog se justificam por princípios bíblicos e são direcionadas para uma leitura cotidiana.
  • Se alguma publicação beneficiou você, compartilhe em suas Redes Sociais.
  • Somente a Palavra de Deus, em sua autoridade e suficiência, pode guiar todo homem no caminho do verdade.

A Páscoa Além da Tradição Judaica


A Páscoa foi um marco tão notável na história do povo de Deus que se tornou a primeira (Lv 23:5) e a mais relevante festa na cultura judaica antiga, sempre relembrando (Êx 12:14) o dia que o Senhor livrou a descendência de Israel da última e mais terrível praga no Egito: a morte dos primogênitos, mas, também, como naquele dia, o Senhor libertou o povo da escravidão e o guiou até a terra que havia prometido.

De acordo com a instrução Divina, os hebreus deveriam fazer um ritual, relacionado com a sua libertação e com a memória dela, mas também, com o significado da salvação eterna, através de Jesus Cristo, o qual viria, no tempo determinado, para ser sacrificado no lugar de pecadores que se arrependem.

Um cordeiro, sem defeito, deveria ser imolado no décimo dia (Êx 12:3), pois Jesus, o Primogênito e inocente, seria penalizado com morte (Rm 8:29; 1 Co 5:7; Cl 1:18), como os primogênitos no Egito, na décima praga (Êx 12:12 e 29-36). E isso deveria ser feito por cada família, porque a Páscoa deveria ser celebrada na unidade familiar (Êx 12:3-4, 21, 24-27), como os que confiam na morte de Cristo, devem, agora, participar dos benefícios dela, na Ceia, com unidade de fé e adoração (Êx 12:26-27).

Este cordeiro deveria ser sacrificado no crepúsculo da tarde (Êx 12:6), pois Jesus seria sacrificado, como pagamento do pecado (Jo 1:29; Rm 5:6; 1 Co 15:3), durante as trevas que cobriram a Terra, das 12h às 15h (Lc 23:44). O sangue deste cordeiro deveria ser usado para manchar a verga e ambas as colunas da porta (Êx 12:7) e, aqueles que confiaram (fé), atenderam e foram salvos. Notemos que o sangue na verga e nas colunas (sentidos vertical e horizontal), aponta para o madeiro, no qual Jesus derramou Seu sangue, satisfazendo a justiça de Deus para a redenção dos que creem (Rm 3:24-25, 5:9).

O cordeiro deveria ser assado no fogo (Êx 12:8-9), pois Jesus passaria pelo fogo do julgamento de Deus (Sl 22:1; Mt 27:46), para santificação do Seu povo (Hb 12:29). Juntamente com pães sem fermento e ervas amargas, deveria servir de alimento para cada família e nada deixado para o dia seguinte; se sobrasse, deveria ser queimado (Êx 12:10-11), pois na morte de Jesus, todos seriam plenamente supridos e nada relacionado a ela poderia ser dispensado. Eles deveriam comer a carne à pressa, preparados para viagem (Êx 12:12), assim como os que creem devem estar preparados, se alimentando da verdade salvadora e prontamente percorrendo a jornada da vida cristã, até o fim.

Na última noite com Seus discípulos, celebrando a Páscoa, Jesus tomou um pão e, abençoando-o, partiu e deu a eles, dizendo: “isto é o meu corpo”. Do mesmo modo, tomou um cálice e disse: “bebei dele todos, porque isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados” (Mt 26:26-28). A partir dali a Páscoa ganhou um significado ainda mais profundo e claro na história. 

Na providência de Deus, o sacrifício de Jesus ocorreu no dia da Páscoa, quando havia judeus oriundos de todas as partes na cidade de Jerusalém, bem como um número incomum de gentios, por causa desta e outras importantes festas judaicas (At 2:5-11). E, na crucificação, o governador ordenou que fixassem na cruz uma inscrição (Jo 19:19-20) em Hebraico (a língua dos judeus), Latim (a língua oficial do Império Romano) e Grego (a língua universal), afirmando: JESUS NAZARENO, O REI DOS JUDEUS, para que todo o mundo conhecesse a verdade sobre Ele, no dia da Páscoa.

A Páscoa, portanto, para os cristãos, é sempre celebrada na Ceia e anuncia a morte do Cordeiro de Deus, mas também o Seu glorioso retorno (1 Co 11:23-26), quando será revelado como o REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES (Ap 19:16).

Que Deus abençoe a sua vida e a sua família!


Pr. Ericson Martins

Valores Contraditórios


“Assentado diante do gazofilácio, observava Jesus como o povo lançava ali o dinheiro. Ora, muitos ricos depositavam grandes quantias. Vindo, porém, uma viúva pobre, depositou duas pequenas moedas correspondentes a um quadrante. E, chamando os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta viúva pobre depositou no gazofilácio mais do que o fizeram todos os ofertantes. Porque todos eles ofertaram do que lhes sobrava; ela, porém, da sua pobreza deu tudo quanto possuía, todo o seu sustento” (Marcos 12:41-44)

Este texto nos ensina sobre como devemos proceder com as nossas contribuições financeiras, dedicadas como “ofertas” de adoração e obediência a Deus.

Tal assunto, no atual contexto de tanta exploração indevida e de heresias no tocante ao que a Bíblia diz, dentro da Igreja evangélica brasileira, é tratado com máximo zelo, especialmente por parte de Igrejas históricas. Estas, às vezes, até deixam de dar ênfase sobre ele, para não correrem o risco de serem interpretadas, por associação, como aquelas que procedem mal, que não são transparentes na administração financeira e que provocam escândalos.

Se por um lado, por parte de alguns, testemunhamos abusos (legalismo, charlatanismo, chantagens emocionais, discriminação, etc.), por causa de perversões bíblicas e de protagonistas desonestos, por outro, testemunhamos um verdadeiro descaso com o princípio bíblico da doação regular dos dízimos e ofertas e negligência da responsabilidade dos membros da Igreja, para com as necessidades dela.

Além do significado espiritual que eles representam, como alegria, fé, generosidade, amor, adoração, espontaneidade, obediência, dependência de Deus... Igrejas são instituições visíveis, com compromissos regulares quanto ao sustento de pastores, missionários e evangelistas, de Congregações e expansão de novas igrejas, assistência diaconal aos pobres e enfermos, salários de funcionários, pagamentos de tributos, despesas de consumo, conservação de imóveis, eventos para edificação da fé, festividades sociais, dentre tantas outras. E qual é a fonte de manutenção de todas estas necessidades? É claro que é a fiel dedicação dos dízimos e ofertas dos membros, do compromisso, sensibilidade e generosidade de cada um deles!

Nosso objetivo aqui, com esta devocional baseada em Marcos 12:41-44, é o de encorajar a sua prática, mas observando, em primeiro lugar, o seu princípio bíblico (2 Co 9:7-15), a fim de que ela “tribute muitas graças a Deus”!

Tanto Marcos quanto Lucas relacionam a exploração dos escribas contra as viúvas nos versos anteriores. Uma facção dentre eles (a profissão não era unicamente religiosa) ia até as casas delas e as “devoravam” (Mc 12:40). Como? Cobrando para fazerem orações, com base em leis criadas por eles e falsamente derivadas da Lei mosaica, portanto, quanto mais longas, mais exigiam pagamento, submetendo aquelas viúvas a uma pobreza ainda maior. 

Essa opressão dos escribas, contra os pobres e viúvas, era antiga, já tinha sido denunciada e condenada, por Deus, desde os dias do profeta Isaías:

“Ai dos que decretam leis injustas, dos que escrevem leis de opressão, para negarem justiça aos pobres, para arrebatarem o direito aos aflitos do meu povo, a fim de despojarem as viúvas e roubarem os órfãos!” (Is 10:1-2).

Especificamente, os escribas que se dedicavam à religiosidade dos judeus, eram mantidos pelas contribuições financeiras entregues no Templo, para a manutenção das suas diversas necessidades.

Não há nada de errado em acumular riquezas, mas na sua corrupção, muitos escribas se tornaram ricos e quanto mais tinham, mais se omitiam no tocante a responsabilidade de doarem generosamente, em conformidade com as suas posses. Eles ofertavam do que sobrava, não de acordo com a equivalência das suas rendas.

Os escribas e fariseus valorizavam a estética, a aparência, amavam a popularidade das suas obras, eram arrogantes, hipócritas, competitivos e ostentavam a sua reputação religiosa. A viúva, pelo contrário, se encontrava no anonimato, era vulnerável por sua pobreza, considerada desprezível e de reputação social inferior por ser mulher.

Aqueles religiosos, corrompidos pelo engano sobre a Lei, pela ganância e vaidade, na condição social que ocupavam, estavam sempre à espreita, procurando uma oportunidade para denunciar a forma inadequada de rigor religioso. Eram incansáveis na investigação da vida alheia e não perdiam a oportunidade de discriminar os que não atendiam suas expectativas. A viúva, marginalizada por este [falso] rigor religioso, reconhecia a sua pequenez e não ousava qualquer gesto que chamasse a atenção.

Foi neste cenário que Jesus, o único que tem a legítima autoridade para julgar os segredos dos homens, se posicionou diante do gazofilácio e passou a observar, profundamente, como todos estavam entregando as suas contribuições regulares. E esta atitude foi determinante naquele momento para nos ensinar:

01. As aparências enganam.

Muitos estavam depositando “grandes quantias”, mas sem o valor daquelas pequenas quantias depositadas pela viúva. Ela depositou duas moedas correspondentes a um quadrante, o qual era a moeda de menor valor monetário no sistema romano. Aparentemente os ricos estavam contribuindo muito, mas na realidade, quem estava contribuindo muito mais era a pobre viúva, de acordo com as percepções atenciosas de Jesus, que discernia as motivações e a realidade daqueles atos, por trás de todo aparato religioso. 

Para Jesus, o valor não estava na quantidade, mas no genuíno impulso da obediência e da fidelidade.

02. A fidelidade na entrega das contribuições deve ser uma prioridade.

Os ricos entregavam grandes quantias, mas do que sobrava, e isso prova a sua omissão daquilo que realmente deviam entregar. 

O que sobrava, neste contexto, testificava aquilo que se acumulava a parte do que consideravam prioridade em seus orçamentos, por isso, certamente, não davam importância para as contribuições que dedicavam. Já a viúva, não hesitou entregar tudo o que tinha, quando o que tinha era muito importante. 

Quando nos encontramos em grandes dificuldades financeiras, a menor quantia que possuímos é tratada com extraordinária importância, entretanto, para a viúva, o valor não estava nas coisas materiais, mas na obediência e confiança nas instruções Divinas. Por essa razão, não usou de supostas justificativas ou de longas explicações para, no final, não entregar, ainda que as suas únicas duas moedas, pelo contrário, as entregou.

03. Deus é maior que as riquezas.

Jesus ensinou que não é possível servir a Deus e as riquezas, ao mesmo tempo (Mt 6:24). O motivo é que as riquezas oferecem oportunidade de conforto e segurança, inclusive o sentimento de poder sobre as necessidades. Ele reivindicou que busquemos essas garantias em Deus, em primeiro lugar (Mt 6:30-33), porque Ele é o único que pode suprir as nossas mais diferentes necessidades (Sl 121 e 127; Mt 6:9-15). 

Os ricos cuidavam dos seus interesses, só depois, do que sobrava, entregavam as suas contribuições e, ainda, desproporcionais ao que possuíam. Por esta razão, suas práticas, mesmo sendo de doações, demonstravam confiança em si mesmos e o nocivo senso de controle das suas necessidades, como se Deus fosse um pobre carente de esmolas e não o Senhor de tudo (Sl 24:1), digno, portanto, de maior consideração naquilo que, a Ele, era dedicado, através das contribuições financeiras.

04. Fidelidade modela mais a motivação que os atos.

A viúva, na sua extrema pobreza, poderia recorrer ao pensamento de que o que possuía era importante para as suas necessidades essenciais, apesar de insuficientes (duas pequenas moedas). Mesmo vulnerável a tentação de justificar a retenção da sua contribuição, preferiu proceder com a sua entrega. Certamente, estava ciente da sua importância na sua vida e de que ela seria insuficiente para atender, substancialmente, as demandas do Templo, bem como daqueles que se dedicavam nele. Contudo, isso não a impediu de exercitar a consciência da sua fidelidade a Deus. 

Apesar da quantidade da sua contribuição ter sido pequena, incapaz de impressionar qualquer pessoa, a fidelidade daquela pobre mulher, foi reconhecida e aceitável por Jesus, porque, o determinante na regularidade e na honesta proporcionalidade (At 5:1-11; 1 Co 16:1-2), é a prática generosa da justiça e do amor a Deus, em todos estes atos (Mt 23:23-24; Lc 11:42). 

Esta história nos ensina, portanto, que um simples e anônimo ato, mesmo quando desprovido de qualquer reconhecimento público, quando dirigido pela motivação correta, honra a Deus.

05. As pequenas coisas podem revelar grandes valores.

No reino de Deus os que a si mesmos se fazem grandes são apequenados e os que a si mesmos se fazem pequenos, são engrandecidos. A contribuição regular, proporcional às nossas rendas e generosa, nunca deve enaltecer nosso senso de superioridade e de merecimento para qualquer tratamento especial na Igreja, como cargos ou impunidade em nossos pecados. Os escribas e fariseus, se consideravam fiéis a Deus, inclusive, nas suas doações, assim, sustentados pela justiça própria, agiam como juízes dos que não lhes eram semelhantes, sem se dar conta de que a justiça de Deus não é como a dos homens. 

Cristo se fez pobre (2 Co 8:9), se humilhou (Fl 2:8), foi rejeitado no lugar de um rebelde e homicida (Lc 23:18-25), contado entre malfeitores (Lc 22:37), provou as dores e descobriu o que é padecer (Is 53:3), experimentou o sofrimento (1 Pd 2:21-25) e a própria morte (1 Pd 3:18) a favor de outros. A essa pequenez humana que se entregou, Deus o exaltou sobremaneira (Fl 2:9), porque Ele é o único capaz de abençoar o homem (Tg 4:10; 1 Pd 5:6) e de discipliná-lo, conforme afirmado por Lucas: “o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado” (Lc 18:14).

Mesmo que estejamos humilhados pela pobreza e a nossa contribuição seja pequena, não importa, desde que sejamos vistos por Cristo, obedecendo e tributando ações de graças, como fiéis e regulares contribuintes, dependentes das misericórdias do Senhor, pois é Ele quem nos guia com sabedoria e nos abençoa em tudo!

Pr. Ericson Martins

COVID-19 e o Salmo 91. Não é beeeem assim não!


No meio de tanta ansiedade e medo na sociedade, em razão da atual pandemia do COVID-19 (Coronavírus), temos percebido o uso de passagens bíblicas em algumas redes sociais, como:

“Meu refúgio e meu baluarte, Deus meu, em quem confio. Pois ele te livrará do laço do passarinheiro e da peste perniciosa... Não te assustarás do terror noturno, nem da seta que voa de dia, nem da peste que se propaga nas trevas, nem da mortandade que assola ao meio-dia... Nenhum mal te sucederá, praga nenhuma chegará à tua tenda” (Sl 91:2 e 3, 5 e 6, 10 e 11).

Certamente muitos têm o intuito de transmitir uma mensagem de confiança e paz neste momento, isso é legítimo e necessário!

No entanto, o uso de passagens bíblicas como a do Salmo 91, retirada do contexto bíblico e do autor, e aplicada isoladamente ao atual contexto, causa uma má interpretação do texto e promove uma heresia, a de que os crentes em Cristo estão imunes a epidemias e a sofrimentos causados pelo Coronavírus, inclusive da morte causada por ele.

Seria trágico para a boa consciência cristã tal pensamento, pois este subestima o poder das calamidades, nos torna insensíveis ao sofrimento alheio, a julgarmos levianamente aqueles que enfrentam enfermidades, cria falsas expectativas, furtam a racionalidade da prevenção e dos cuidados médicos, e o pior, produz excessiva confiança do homem em si à parte de Deus, por trás de uma roupagem de piedade.

Com uma linguagem poética, o Salmo 91 chama a atenção para a confiança em Deus, porque Ele é o único refúgio seguro em todas as adversidades e perigos (cf. Sl 27:1-6). O autor (desconhecido) nos lembra da peregrinação dos israelitas pelo deserto, até Canaã. Eles não sobreviveriam aos diversos perigos de deserto e não chegariam ao destino se não estivessem sob a proteção de Deus. Isso não significa que não sofreram diversos males, inclusive mortes (1 Co 10:1-13 cf. Nm 11, 14, 16, 21 e 25). Sendo assim, a referência da promessa não está naquele que sofre, mas no único Deus que possui todo o poder para preservar e livrar, se Ele quiser, aqueles que nEle confiam. Em certo sentido, este Salmo possui perspectivas cristológicas e escatológicas, pois Deus livrará da condenação eterna todos os que creem em Cristo (Rm 7:24-25; 2 Co 1:9-11; 2 Tm 4:18) e confiam na mediação da Sua morte e ressurreição.

As pragas são citadas nas Escrituras no contexto das punições contra os inimigos (Êx 7 a 10), mas também contra Israel, por causa dos seus pecados (Lv 26:23-25; 2 Cr 21:14; Ez 6:1-14). Elas são citadas, portanto, como resposta da justiça de Deus ao pecado, seja contra os ímpios, seja contra os piedosos, exigindo arrependimento (Ap 2:1-7). No caso dos crentes, têm caráter disciplinar (Hb 12:4-11), enquanto aos demais, de punições preliminares daquelas que lhes estão reservadas após a morte.

Pragas e pestes foram previstas (Jr 28:8), especialmente como sinais de que o final dos tempos está próximo (Lc 21:10), portanto, não deveríamos ficar surpresos ou entrarmos em pânico, em meio às tribulações do presente, como se estivéssemos desamparados do favor Divino e da promessa de retorno do Seu Filho. Como previsto (Is 42, 49, 50, 52 e 53), Jesus sofreu (At 26:22-23 cf. 3:18, 21, 24, 17:2–3; 1 Pd 1:10-11), antecipou que nenhum dos Seus seguidores estaria livre de sofrimentos (Mc 8:34) e, para além deles, o apóstolo Pedro fortaleceu a confiança nas promessas (1 Pd 5:10).

A Igreja, enquanto neste mundo, está sujeita a muitas tribulações, inclusive a epidemias, mas o seu consolo está na promessa que diz: “Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia,... Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” (Rm 8:35-37). Ele nunca deixará de amar o Seu povo, nada e ninguém poderá impedi-Lo nesse propósito e, mesmo em tribulações e angústias, podemos ser amparados por esta certeza e esperança!

Que pelas Escrituras percebamos os sinais do fim e, no meio de todos eles, confessemos: “Meu refúgio e meu baluarte, Deus meu, em quem confio”, esperando pelo livramento completo das nossas almas, no Dia do Senhor.

Pr. Ericson Martins

Serviço de todo coração

“Em toda a obra que começou no serviço da Casa de Deus, na lei e nos mandamentos, para buscar a seu Deus, de todo o coração o fez e prosperou” - 2 Crônicas 31:21

Davi foi um grande rei, em todos os aspectos. E a sua grandeza era evidente, mesmo antes de ser ungido para reinar, apascentando as ovelhas do seu pai. Foi ali, no campo, cercado por leões e ursos, que aprendeu a confiar em Deus e a enfrentá-los para proteger o rebanho.

Sua história, mesmo marcada por vitórias e fracassos, por causa da força do Senhor que o acompanhava, se tornou uma referência de integridade e valentia, combinadas como causa da sua prosperidade e de toda a nação de Israel.

Um dos seus filhos, Salomão, foi testemunha do seu temor (Pv 4) e dos atos guiados pela certeza de que Deus abençoa com felicidade, todos aqueles, cujos pecados são perdoados (Sl 32:1-2) e que são guiados por Seus preceitos.

Designado para edificar o Templo, Salomão, seguindo os passos do pai, dispôs todo o seu coração nas obras, na Lei e nos mandamentos do Senhor, para buscá-Lo. Assim, prosperou em cada um desses projetos.

Este não é um princípio particular ou provisório na história de Salomão, pelo contrário, é um princípio geral do universo moral que Deus estabeleceu a todos os homens! 

A ociosidade, preguiça ou omissão de responsabilidades nunca foram caminhos de prosperidade. Nos negócios ou nos estudos, prosperam aqueles que dedicam todo o seu coração, esses, mesmo quando não alcançam seus propósitos, se aproximam, e muito, de todos eles. No serviço cristão e no amadurecimento da fé não é diferente.

Deus abençoa aqueles, cujos corações estão em chamas, que estão tomados pelo prazer e interesse de serem instrumentos para a edificação da “Casa do Senhor”, tanto quanto na observância da Lei e dos mandamentos, em cada iniciativa desta grandiosa e nobre obra.

Assim, dediquemos a nossa vida ao Senhor, no serviço para o qual todos nós fomos chamados a realizar, “de todo o coração”.

Pr. Ericson Martins

Orientações contra o Coronavírus


Reconhecida como uma pandemia do COVID-19 (Coronavírus), de acordo com a OMS, países do mundo inteiro têm se mobilizado para tentar diminuir o avanço da sua contaminação e seus efeitos.

As preocupações chegaram timidamente no Brasil, mas rapidamente já estão causando certo nível de pânico, pois a contaminação está confirmada em quase todos os Estados do Brasil, dentre os quais 85 casos foram confirmados, até o dia 12/03/2020. Em contextos como este, especialmente diante do surgimento de um vírus ainda em estudo e sem vacina, informações surgem de todos os lados, de fontes conhecidas ou não, parciais, contraditórias, falsas e, até mesmo, sob suspeitas de interesses políticos e comerciais irresponsáveis.

Gostaria de deixar aqui algumas orientações, que podem ser úteis:

01. Parece ser óbvio, mas o problema é real e, todos nós, não podemos subestimá-lo, nem ignorar as razões e medidas radicais adotadas por alguns países;

02. Estejamos atentos aos comunicados oficiais do Governo Federal, através do Ministério da Saúde: https://www.saude.gov.br. A ênfase exagerada e o excesso de informações, por múltiplos canais, pode causar mais confusão que orientação segura. Destaque: 90% dos casos podem ser tratados em Postos de Saúde (SUS) tranquilamente, segundo o Ministério da Saúde;

03. Este vírus é semelhante ao da gripe e, por isso, os sintomas são praticamente os mesmos, bem como a sua transmissão (salivas e contato físico). Sem reduzir a responsabilidade da prevenção e tratamentos, não há motivo para pânico;

04. Alguns países estão cancelando, parcialmente, eventos públicos, mas isso não pode conter o avanço da contaminação, enquanto serviços de transporte públicos, comércio em geral, trânsitos em ruas e praças, cinemas, Shoppings e Supermercados, Órgãos públicos, Escolas e Universidades, reuniões em Igrejas, etc. continuarem. A menos que o isolamento seja total, determinado pelo Governo, como foi determinando na cidade de Wuhan (China), não nos precipitemos em cancelar, por conta própria, compromissos pessoais e religiosos. Os prejuízos poderiam ser sem precedentes e incalculáveis para toda a sociedade. Mantenhamos a calma!

05. Especialmente idosos, crianças e pessoas com problemas de saúde específicos, requerem maior atenção. Então, para o caso dos sintomas aparecem, procurem cuidados médicos imediatamente. Quanto mais cedo receberem tratamentos, menos riscos haverá para a saúde deles. Quanto aos idosos, mantenhamos contatos frequentes e os ajudemos a evitar exposição à ambientes fechados e à grandes aglomerados;

06. Atendamos as recomendações médicas e de prevenção. Esta é uma responsabilidade de todos; 

07. Sobre tudo isso, não deixemos de orar e de pedir que o favor Divino guarde a nossa vida de todo mal, incluindo a nossa família e familiares, amigos e vizinhos. Também, oremos por aqueles que estão enfermos e ansiosos, para que se recuperem eficaz e rapidamente.

Que Deus tenha misericórdia de todos!

Pr. Ericson Martins

A Igreja e as Manifestações Públicas


Está prevista uma manifestação em todo país no próximo domingo (15/03). O que deu início a esta mobilização foi a motivação de pressionar as autoridades do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, à favor das pautas do Poder Executivo.

Infelizmente testemunhamos um conflito entre os Poderes da República e uma crise institucional séria.

A Palavra de Deus nos ensina a obedecer com respeito (Rm 13:1-4; Tt 3:1; 1 Pd 2:13-15 e 18) e a orar (1 Tm 3:1-2) por nossas autoridades civis. 

Não desencorajo a participação nestas manifestações, pelo contrário, desde que sejam pacíficas, respeitem o patrimônio público e privado, as autoridades policiais e conservem o respeito aos que receberam o direito de governarem. A Igreja, em particular, deve alçar a sua voz na sociedade a favor da justiça e da paz e não se calar diante das corrupções no país.

Ressalto, sobretudo, que muito mais que a militância social, a Igreja foi chamada para testemunhar a Palavra de Deus, sendo uma referência dela e da moral, segundo os padrões Divinos. Acolher os aflitos de alma, independente das suas ideologias, e orar pelas autoridades.

A história demonstra que todos os Governos humanos foram e estão corrompidos pelo pecado, mas cedo e mais tarde caem em escândalos e se tornam causa de grandes frustrações. Todos eles nos ajudam a lembrar que só existe um Governo justo, o Governo de Cristo, e esperar por ele.

Como Igreja, apresentemos nossos manifestos a favor do bem comum, sem ceder à tentação de que os Governos humanos podem garantir a estabilidade, a justiça e a paz que só podem ser experimentadas, na sua plenitude, no reino vindouro de Cristo, cuja esperança deve guiar nossa consciência e condutas diante dos magistrados civis.

Que Deus abençoe o Brasil de todos os brasileiros e estrangeiros!

Pr. Ericson Martins

Promessas de Fim de Ano


Como sabemos, é uma tradição nesse período de final de ano, as pessoas tomarem algumas medidas, na maioria das vezes místicas, para tentarem influenciar o futuro das suas experiências no novo ano que se aproxima. Rituais, companhias selecionadas, consagração de oferendas, uso de roupas com cores especiais, orações à meia noite, além das famosas promessas de final de ano, são as práticas mais comuns.

Sabemos também que não existe mágica na transição do dia 31 de dezembro para o dia 01 de janeiro, como não existiu na transição dos demais dias do ano. Mas, ainda assim, interessados em produzir motivação pessoal, muitos insistem tratar esse período como a “chave” para abrir novos cenários amorosos, familiares, educacionais, profissionais, etc..

Em consideração a esse momento inevitável de significados para a maioria, deixo aqui alguns conselhos para que, quem tiver interesse, os considere, antes de fazer qualquer promessa:

1. No muito falar há vaidade, portanto, pense bem antes de fazer qualquer promessa, para não tentar enganar a si mesmo;

2. Antes de assumir quaisquer compromissos novos, cumpra os anteriores;
3. O próximo ano só mudará se você mudar;

4. Não torne o anseio pelas novidades em ingratidão pelos favores recebidos;

5. Se sua comunhão com Deus e com a Igreja, que é o Seu povo, não for prioridade em sua agenda, nenhum sucesso pessoal será satisfatório;

6. As melhores metas não são mensuráveis por valores numéricos, mas por valores morais;

7. Encare a realidade da sua vida para não criar expectativas que, no fundo, nem você acredita;

8. Avançar muitas vezes significa recuar. Avalie em qual ou quais áreas da sua vida precisa retroceder em determinados comportamentos, a fim de restaurar relacionamentos importantes;

9. Ore e vigie para não cair no “conto do vigário”. Você sempre estará cercado de grandes oportunidades, as quais escondem resultados desastrosos para a sua vida e família;

10. Tudo quanto fizer faça para promover a permanente glória de Deus, mais que para satisfazer provisórios interesses pessoais.

Ericson Martins

O Senhor não sonega o bem aos retos


“Porque o Senhor Deus é sol e escudo; o Senhor dá graça e glória; nenhum bem sonega aos que andam retamente” (Salmo 84:11)

Deus, em Sua natureza, é fonte inesgotável de todo o bem, nEle se encontram sobejamente os deleites e infinitas consolações. Suas dádivas vão além dos limites da imaginação humana e o Seu prazer é doá-las livremente.

Nenhum homem seria capaz de comprar com bom comportamento qualquer um dos Seus benefícios, por menores que fossem!

Ele é o nosso Sol e escudo, assim como o Sol produz vida e o escudo protege aquele que está em meio a batalhas, assim, Ele dispensa aos redimidos vida e proteção dela!

Cristo quando veio ao mundo foi testemunhado cheio de graça, pois foi aviltado pela pecaminosidade dos homens e ainda rogou a favor deles: “Pai, perdoa-lhes” (Lc 23:34). Sua graça foi manifesta entregando a Sua vida no lugar de pecadores, antes de ser recebido no céu em glória. A glória da ascensão veio após a graça e os gemidos da cruz e, portanto, Deus nos dá graciosamente o que não merecemos para sermos recebidos na glória e esta seja plenamente revelada no retorno de Cristo.

Pela graça, em tempos de enfermidades Ele nos dá soluções e conforto, em tempos de escassez a solidariedade de pessoas próximas, em tempos de insultos a paciência e o perdão, em tempos de luto o consolo para lágrimas insistentes, em tempos de perdas oportunidades de recomeços... após o tempo em que as folhas caem da árvore sua copa se torna gloriosamente frondosa e produz abundantes frutos.

O Senhor nunca nega glória a quem já experimentou a graça da cruz de Cristo! A esse nenhum bem omite (“sonega”), está sempre pronto para ouvir seu clamor e acudir ao que nEle confia (v. 12).

Ericson Martins
Facebook: www.facebook.com/ericsonmartins
Instagram: www.instagram.com/ericson.martins

O valor da vida e o pensamento suicida


“Para aquele que está entre os vivos há esperança; porque mais vale um cão vivo do que um leão morto” (Eclesiastes 9:4)

Anualmente tem sido divulgado o valor da vida nos meses de setembro, em caráter publicitário chamado de mês amarelo. O objetivo dessa campanha é de desencorajar pensamentos suicidas e orientar a sociedade a lidar com esse drama crescente próximo a todos nós, independente do mês!

Nunca foi tão divulgado e explorado tal tema e vale a pena ler, ouvir e interagir com a desesperança daqueles que perderam a alegria de viver ou simplesmente chegaram a um profundo esgotamento emocional, devido às pressões persistentes de expectativas alheias a realidade e limites pessoais.

É lamentável todo esse cenário de incompreensão bilateral nos relacionamentos!

Em Eclesiastes 9:4 encontramos uma profunda reflexão de Salomão sobre a vida que serve, evidentemente, para direcionar toda a nossa avaliação sobre ela. Ela é tão valiosa que, ainda que seja desprovida dos apetrechos materiais e da aprovação dos homens, na sua condição mais humilde, é superior à morte.

Um cão vivo vigia melhor que um leão morto e presta mais serviço ao seu senhor!

Essa verdade é eminentemente provada nas coisas espirituais, quando lemos a instrução de Jesus, em Marcos 10, que o maior no reino dos céus não é aquele que está assentado na mesa esperando para ser servido, mas aquele que serve; esse, portanto, apesar da sua condição social inferiorizada para esse mundo de valores superficiais, os quais se sustentam pela vaidade, ambição pelo poder, ganância financeira e provisória popularidade, é superior, cuja vida é mais preciosa aos olhos de Deus.

Nesse sentido, o ladrão arrependido ao lado de Jesus na cruz superou o imperador assentado no seu trono, assim como o cristão sincero, ainda que iletrado supera os maiores pensadores e articulados intelectuais dessa época, quando esses desprezam a vida, ignorando a verdadeira Sabedoria.

A vida é superior a morte e os que creem em Cristo tem a vida eterna, a morte não tem domínio sobre esses, não pode detê-los e impedi-los de continuar vivendo. Ela é o emblema do domínio sobre a desesperança.

Vale a pena viver, pois a vida é melhor que a morte, assim como o cão vivo vale mais do que um leão morto, ainda que o medo e as frustrações demarquem a nossa trajetória e desafiem a nossa capacidade de lidarmos com elas.

Não pense que a vida não vale mais pena, não dê ouvidos aos rugidos de leões mortos, não se permita viver como os que vivem sem vida, sem os deleites da felicidade que Jesus nos ofertou através da Sua morte e peça ajuda.

Ericson Martins

Meu WhatsApp de cada dia!


A ascensão da tecnologia trouxe diversos benefícios que facilitaram a vida de muita gente. Dentre eles o aplicativo para smartphones WhatsApp chegou promovendo economia de tempo e custos com mensagens e ligações. Por ele a comunicação nunca foi tão fácil, barata e eficaz.

Apesar de tantos benefícios, problemas surgiram e crescem. Por isso, alguns cuidados em grupos podem ajudar a reduzi-los e preservar o bem que eles oferecem:

01. Se integramos um grupo, publiquemos somente o que for de interesse do grupo e não apenas de um ou outro que queiramos nos comunicar. Se desejamos nos comunicar com um ou outro escrevamos privativamente para eles e evitemos o diálogo com poucos entre tantos;

02. Nos informemos do propósito do grupo ter sido criado e termos sido adicionados, e só publiquemos aquilo que tem direta e clara relação com ele. Usemos o bom senso!

03. Antes de fazermos qualquer publicação, perguntemos: Isso é do interesse de todos? É realmente necessário e inevitável? Se sim, ok, se não, resistamos a tentação. É melhor a prudência do silêncio que a vaidade das palavras;

04. Definitivamente a maioria não suporta mais a poluição de futilidades viralizadas pelo WhatsApp que não somente irritam, mas também tomam tempo e ocupam memória desnecessariamente no celular. Imagens com mensagens de bom dia, boa tarde, boa tarde, que fofo... já ultrapassaram os princípios e limites da razoabilidade;

05. Não custa lembrarmos que tudo o que escrevemos no WhatsApp (por exemplo) se torna "documento" a favor ou contra nós mesmos. Então, antes de publicarmos, pensemos bem na necessidade e nos efeitos que serão gerados.

Ericson Martins

À Lei e ao Testemunho


Isaías 8:20: “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva”

Isaías advertindo Israel contra o caminho da apostasia, pelo qual estava subestimando a autoridade da Lei e dos Profetas, para buscar conselhos de médiuns (Is 8:19).

Se não falam unicamente de acordo com a Lei e os Profetas, se a fonte da revelação não for essa, “jamais verão a alva”, ou seja, o que os hereges e apóstatas falam são pura tolice e jamais poderão indicar o destino que Deus escolheu aos que Lhe temem.

A Lei e Profetas resumem a totalidade das Escrituras do Antigo Testamento (cf. Mt 5:7), a sua autoridade final para determinar a verdade e orientar o povo de Deus nas suas mais variadas necessidades. O Novo Testamento adiciona a autoridade da revelação Jesus, de acordo com o testemunho apostólico (Ef 2:20; Hb 1:1-2).

Para satisfazer a curiosidade sobre mistérios espirituais e até entenderem o que ocorrerá no futuro, muitos se esforçam para além das Escrituras, a tratando como insuficientes diante de tais anseios e buscam respostas com falsos mestres, adivinhadores, “profetas”, mandingas, barganhas financeiras, meditações transcendentais, literaturas de autoajuda, no poder de determinadas pedras e toda forma de misticismo. Todas essas experiências são orientadas pelo engano e nesse caminho jamais verão a alva, jamais chegarão à verdade, se não for pela luz das Escrituras!

Elas são a única fonte da revelação Divina, nelas a vontade de Deus é declarada, inclusive a de nos calarmos sobre assuntos que estão reservados para a Sua exclusiva autoridade (At 1:6-7). Não há necessidade de buscar resposta em outra fonte ou de ultrapassarmos seus limites, pois elas são suficientes e contra elas o caminho será de apostasia e escravidão no engano.

Pregue a Palavra, aconselhe por ela somente, estude e busque nela respostas às suas dúvidas, julgue todas as experiências e o que ouve por ela, tome decisões considerando o que ela ensina, rejeite o que ela rejeita, volte atrás naquilo que ela exige arrependimento, avance e persevere no que ela te encoraja... ande apenas pelo caminho que ela indica e, seguramente, verá a alva no final dessa jornada!!!

Ericson Martins

Casamento e Divórcio


"Casamento é para os fortes, disse e reafirmo, mas nem sempre se é, se está ou se consegue ser forte. Eu não consegui... resolvemos separar as 'vontades'"; essas foram as palavras de Luana Piovani, nesse último domingo, ao declarar o divórcio com o surfista Pedro Scooby (UOL Esporte - 10/03/2019, e em sua conta no Instagram).

Notícias como essas, infelizmente, são comuns, longe e próximas de todos nós, sempre trazendo tristeza. Não era para ser assim!

A dor do divórcio sempre é maior que a alegria do casamento. Ele expõe o fracasso das expectativas e do compromisso de o casal viver unido por toda a vida. Deixa um rastro de memórias alegres sufocadas por frustrações persistentes, por feridas, lágrimas, inseguranças, amarguras,... e ainda desestrutura toda uma família.

O divórcio deve ser sempre evitado, pois não corresponde com princípio que Deus estabeleceu na criação e, portanto, é, por natureza, uma violação do propósito do casamento. Aliás, ninguém se casa para se divorciar, mas para celebrar a felicidade da união conjugal, por toda a vida.

Esse pensamento de que o casamento é para os fortes, em parte faz sentido, porque ele envolve uma imensa responsabilidade que, infelizmente, nem sempre ocupa apropriadamente a consciência daqueles que decidem se casar. Não demora muito até perceberem que os afetos unem, mas somente o compromisso poderá mantê-lo unido. E manter a fidelidade do casamento, por toda a vida, não é possível ao frágil entendimento daquilo que ele exige.

Mas em parte essa afirmação não faz sentido, porque ninguém é forte, está fortalecido e consegue ser forte o tempo todo, na jornada da vida conjugal. É por isso que desentendimentos e confusões se tornam inevitáveis, até mesmo entre casamentos saudáveis. Conflitos existem e sempre existirão, porque todos nós somos diferentes, possuímos intenções diferentes na vida e, mais relevante ainda, estamos corrompidos pelo pecado.

Vez por outra revelamos os efeitos desta condição com egoísmo, orgulho, desrespeito, adultério, mentira, insensibilidade, agressões físicas e emocionais, desinteresse pelo bem do outro, silêncio punitivo, chantagens, “separação de vontades”, etc.. A lista parece ser interminável. Como carecemos da comunhão com Deus!

O que fazer?

Admitir a falta de forças é a primeira medida. Esse reconhecimento não deve ser causa imediata para o divórcio, mas para procurar ajuda. A primeira medida nunca deve ser o divórcio! Lute pela restauração do seu casamento, isso engrandece a sua dignidade e é louvável para Deus que o criou. Não deixe de procurar a assistência de um bom conselheiro bíblico, emocionalmente habilitado para lidar com seus dilemas, te ajudar a tratar cada dificuldade pessoal e do casamento, com maturidade e confiança na Palavra de Deus.

Não espere tornar pior o que está ruim! Peça ajuda de conselhos, de terapias, mas não permita seu casamento experimentar o divórcio.

É na fraqueza que mais conhecemos a força que vem de Deus. Portanto, ore e peça sabedoria em tempos de tribulações, peça com fé, sem duvidar que o Senhor poderá restaurar a sua vida e seu casamento, devolvendo a paz e a harmonia. Só Ele pode mudar corações, convertendo suas decisões. Só Ele pode perdoar pecados e te dar uma nova chance. Só Ele pode resgatar o amor que se perdeu. Acredite! Busque isso em oração!

Ericson Martins

Vigiai e orai


“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca” - Mateus 26:41

Estava Jesus com Seus discípulos num jardim chamado Getsêmani, ao pé do Monte das Oliveiras (em torno da Cidade de Jerusalém), prestes a ser entregue, pelo traidor, às mãos dos pecadores (v. 45). Os soldados do Sinédrio estavam prontos para prendê-lo e submetê-lo a muitos sofrimentos até a Sua crucificação.

Nesse contexto de tensões Ele advertiu os discípulos a vigiar e orar e Ele mesmo vigiou e orou ao Pai três vezes. A advertência foi no sentido de que o que devemos evitar com as orações, devemos evitar com as ações, vigiando, nos prevenindo e preparando! 

A rigor, vigiar e orar formam as únicas e mais eficazes medidas contra a tentação, de modo que somente vigiar ou somente orar não é suficiente, pois somente ambas, combinadas, podem prevenir o seguidor de Cristo contras as perversidades sutis dos homens e dos demônios!

Naquele momento crucial Jesus ensinou os discípulos sobre como evitar a tentação. A crença nEle como Filho de Deus estava firmada na verdade, mas a natureza humana, corrompida pelo pecado, sempre foi atraída para o falsidade e para o mal, portanto, era preciso vigiar para que não caíssem em tentação. A negligência dessa vigilância torna o homem imprudente, inconsequente e arrogante, como aquele que entra na mata para buscar frutas sozinho, sabendo que ali se encontram leões. 

Deus teve um Filho sem pecado, mas não um Filho que não tenha sido tentado (Hb 4:15). Ele conhecia o potencial da tentação e, por isso, advertiu: VIGIAI!

Devemos estar sempre vigilantes contra as artimanhas de Satanás, através das relações humanas, porque, como um ladrão, ele não insinua sua aproximação. Tais perigos precisam ser enfrentados com constante atenção preventiva e oração. Como diz aquele adágio: “melhor prevenir do que remediar”, sim, é melhor estar tão bem preparado que Satanás, por trás de pessoas distraídas das suas intenções, não encontre vantagem contra nós! 

Portanto, vigiemos e oremos!

Ericson Martins
Facebook: ericsonmartins
Instagram: @ericson.martins

Humildade


A Bíblia requer dos cristãos uma avaliação honesta de si mesmos: "digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um" (Rm 12:3). 

O orgulho é uma das maiores tentações que cerca aqueles que alcançam prestígio público, por causa dos seus dons. Fascinados pelo delírio do reconhecimento e aceitação dos homens, cedem, gradativamente, à frágil crença de que possuem superioridade nas relações. Não é a toa que acabam perdendo a noção do quanto se encontram muito mais vulneráveis por pensarem de si além do que convém. Mais cedo ou mais tarde são surpreendidos por sua própria realidade, por trás das superficiais aparências.

Paulo instruiu que Deus usa indivíduos como membros no contexto de um corpo, porque nenhum é superior ao outro, nem mesmo mais importante pela distinção dos seus dons (Rm 12:4-5). O "ponto" é que somos "membros uns dos outros" e qualquer conceito hierárquico de poder ou glória se desfaz por Aquele que unicamente é digno da nossa irrestrita e voluntária admiração, pois todos são, por Ele, igualmente, sustentados, preservados e usados, como Corpo.

Num mundo competitivo como o nosso, por causa do pecado, humildade é quase sempre interpretada como fraqueza, pobreza material ou passividade, mas é justamente o sentimento de incapacidade e dependência, que faz dessa pessoa útil aos propósitos de Deus, que é unicamente poderoso para fazer, por mim e por você, o que requer a Sua vontade. Ele não compartilha a Sua glória!

Humildade pode ser uma fraqueza para a altivez dos que pensam de si mesmos além do que convém, no entanto, essa é a grandeza daqueles que confiam mais em Deus que em si mesmos!

Ericson Martins

A oração em meio aos sofrimentos


Acompanhe esta mensagem, lendo a passagem de Daniel 9:1-19 abaixo.



INTRODUÇÃO
1 No primeiro ano de Dario, filho de Assuero, da linhagem dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus,
2 no primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, entendi, pelos livros, que o número de anos, de que falara o SENHOR ao profeta Jeremias, que haviam de durar as assolações de Jerusalém, era de setenta anos.
3 Voltei o rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, pano de saco e cinza.

QUATRO FUNDAMENTOS DA ORAÇÃO
4 Orei ao SENHOR, meu Deus, confessei e disse: ah! Senhor! Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos;

QUATRO CONFISSÕES
5 temos pecado e cometido iniquidades, procedemos perversamente e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos;
6 e não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que em teu nome falaram aos nossos reis, nossos príncipes e nossos pais, como também a todo o povo da terra.

HUMILHAÇÃO
7 A ti, ó Senhor, pertence a justiça, mas a nós, o corar de vergonha, como hoje se vê; aos homens de Judá, os moradores de Jerusalém, todo o Israel, quer os de perto, quer os de longe, em todas as terras por onde os tens lançado, por causa das suas transgressões que cometeram contra ti.
8 Ó SENHOR, a nós pertence o corar de vergonha, aos nossos reis, aos nossos príncipes e aos nossos pais, porque temos pecado contra ti.
9 Ao Senhor, nosso Deus, pertence a misericórdia e o perdão, pois nos temos rebelado contra ele
10 e não obedecemos à voz do SENHOR, nosso Deus, para andarmos nas suas leis, que nos deu por intermédio de seus servos, os profetas.
11 Sim, todo o Israel transgrediu a tua lei, desviando-se, para não obedecer à tua voz; por isso, a maldição e as imprecações que estão escritas na Lei de Moisés, servo de Deus, se derramaram sobre nós, porque temos pecado contra ti.
12 Ele confirmou a sua palavra, que falou contra nós e contra os nossos juízes que nos julgavam, e fez vir sobre nós grande mal, porquanto nunca, debaixo de todo o céu, aconteceu o que se deu em Jerusalém.

FALTA DE ARREPENDIMENTO
13 Como está escrito na Lei de Moisés, todo este mal nos sobreveio; apesar disso, não temos implorado o favor do SENHOR, nosso Deus, para nos convertermos das nossas iniquidades e nos aplicarmos à tua verdade.
14 Por isso, o SENHOR cuidou em trazer sobre nós o mal e o fez vir sobre nós; pois justo é o SENHOR, nosso Deus, em todas as suas obras que faz, pois não obedecemos à sua voz.
15 Na verdade, ó Senhor, nosso Deus, que tiraste o teu povo da terra do Egito com mão poderosa, e a ti mesmo adquiriste renome, como hoje se vê, temos pecado e procedido perversamente.

QUATRO PEDIDOS
16 Ó Senhor, segundo todas as tuas justiças, aparte-se a tua ira e o teu furor da tua cidade de Jerusalém, do teu santo monte, porquanto, por causa dos nossos pecados e por causa das iniquidades de nossos pais, se tornaram Jerusalém e o teu povo opróbrio para todos os que estão em redor de nós.
17 Agora, pois, ó Deus nosso, ouve a oração do teu servo e as suas súplicas e sobre o teu santuário assolado faze resplandecer o rosto, por amor do Senhor.
18 Inclina, ó Deus meu, os ouvidos e ouve; abre os olhos e olha para a nossa desolação e para a cidade que é chamada pelo teu nome, porque não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias.
19 Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age; não te retardes, por amor de ti mesmo, ó Deus meu; porque a tua cidade e o teu povo são chamados pelo teu nome.

Ericson Martins
www.facebook.com/ericsonmartins
www.instagram.com/ericson.martins

Pastor presbiteriano com Fernando Haddad


Sobre a presença de pastor presbiteriano em reunião com o presidenciável Fernando Haddad, oferecendo apoio à sua campanha política, nessa última quarta-feira (17/10), em São Paulo, considere o seguinte:

1. No Brasil existem diversas Denominações protestantes com o nome “Presbiteriana”. Entre elas existem diferenças doutrinárias, constitucionais e éticas, portanto, não generalize;

2. Todo brasileiro tem o direito de votar em quem sua consciência permitir e de apoiar quem quer que seja, bem como ter sua liberdade para escolher respeitada. Pastores como cidadãos devem exercer esse direito, mas não significa que estão representando suas Denominações ou a consciência dos membros dela. Na Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), por exemplo, o único que se pronuncia oficialmente por ela é o presidente do Supremo Concílio e, na ausência ou impedimento deste, o vice-presidente. A IPB não apóia oficialmente nenhum candidato na política e os pastores não podem usar os púlpitos das igrejas locais para promover qualquer nome;

3. O voto é um direito civil, sua escolha é pessoal e resultado de foro íntimo. O pastor presbiteriano citado nas reportagens estava ali representando suas próprias convicções, tentando despertar o interesse de outros eleitores que o admiram, de modo algum esteve representando ou convencendo todas as Denominações Presbiterianas que existem no Brasil a repercutirem seus interesses políticos pessoais;

4. A fé cristã é uma convicção fundamentada na Verdade e na verdade, racional e interessada no bem social. Mas não está ancorada por ideologias político-partidárias, pelo contrário, contempla a vida para além desta vida terrena deteriorada pelo pecado e em cuja condição não pode haver esperança (1 Co 15:19);

5. Penso que não necessitamos de polarizações ou hostilidades por causa de temas políticos, mas de real compromisso com a Palavra de Deus no debate com a nossa consciência, a fim de tomarmos a decisão sobre em quem votar, sempre tratando com serenidade os que já decidiram diferente, apoiando candidatos que jamais gostaríamos que presidisse o Poder Executivo do país.

Que Deus abençoe a nossa nação!

Ericson Martins