• As reflexões neste Blog se justificam por princípios bíblicos e são direcionadas para uma leitura cotidiana.
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  • Somente a Palavra de Deus, em sua autoridade e suficiência, pode guiar todo homem no caminho do verdade.

Meu WhatsApp de cada dia!


A ascensão da tecnologia trouxe diversos benefícios que facilitaram a vida de muita gente. Dentre eles o aplicativo para smartphones WhatsApp chegou promovendo economia de tempo e custos com mensagens e ligações. Por ele a comunicação nunca foi tão fácil, barata e eficaz.

Apesar de tantos benefícios, problemas surgiram e crescem. Por isso, alguns cuidados em grupos podem ajudar a reduzi-los e preservar o bem que eles oferecem:

01. Se integramos um grupo, publiquemos somente o que for de interesse do grupo e não apenas de um ou outro que queiramos nos comunicar. Se desejamos nos comunicar com um ou outro escrevamos privativamente para eles e evitemos o diálogo com poucos entre tantos;

02. Nos informemos do propósito do grupo ter sido criado e termos sido adicionados, e só publiquemos aquilo que tem direta e clara relação com ele. Usemos o bom senso!

03. Antes de fazermos qualquer publicação, perguntemos: Isso é do interesse de todos? É realmente necessário e inevitável? Se sim, ok, se não, resistamos a tentação. É melhor a prudência do silêncio que a vaidade das palavras;

04. Definitivamente a maioria não suporta mais a poluição de futilidades viralizadas pelo WhatsApp que não somente irritam, mas também tomam tempo e ocupam memória desnecessariamente no celular. Imagens com mensagens de bom dia, boa tarde, boa tarde, que fofo... já ultrapassaram os princípios e limites da razoabilidade;

05. Não custa lembrarmos que tudo o que escrevemos no WhatsApp (por exemplo) se torna "documento" a favor ou contra nós mesmos. Então, antes de publicarmos, pensemos bem na necessidade e nos efeitos que serão gerados.

Ericson Martins

À Lei e ao Testemunho


Isaías 8:20: “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva”

Isaías advertindo Israel contra o caminho da apostasia, pelo qual estava subestimando a autoridade da Lei e dos Profetas, para buscar conselhos de médiuns (Is 8:19).

Se não falam unicamente de acordo com a Lei e os Profetas, se a fonte da revelação não for essa, “jamais verão a alva”, ou seja, o que os hereges e apóstatas falam são pura tolice e jamais poderão indicar o destino que Deus escolheu aos que Lhe temem.

A Lei e Profetas resumem a totalidade das Escrituras do Antigo Testamento (cf. Mt 5:7), a sua autoridade final para determinar a verdade e orientar o povo de Deus nas suas mais variadas necessidades. O Novo Testamento adiciona a autoridade da revelação Jesus, de acordo com o testemunho apostólico (Ef 2:20; Hb 1:1-2).

Para satisfazer a curiosidade sobre mistérios espirituais e até entenderem o que ocorrerá no futuro, muitos se esforçam para além das Escrituras, a tratando como insuficientes diante de tais anseios e buscam respostas com falsos mestres, adivinhadores, “profetas”, mandingas, barganhas financeiras, meditações transcendentais, literaturas de autoajuda, no poder de determinadas pedras e toda forma de misticismo. Todas essas experiências são orientadas pelo engano e nesse caminho jamais verão a alva, jamais chegarão à verdade, se não for pela luz das Escrituras!

Elas são a única fonte da revelação Divina, nelas a vontade de Deus é declarada, inclusive a de nos calarmos sobre assuntos que estão reservados para a Sua exclusiva autoridade (At 1:6-7). Não há necessidade de buscar resposta em outra fonte ou de ultrapassarmos seus limites, pois elas são suficientes e contra elas o caminho será de apostasia e escravidão no engano.

Pregue a Palavra, aconselhe por ela somente, estude e busque nela respostas às suas dúvidas, julgue todas as experiências e o que ouve por ela, tome decisões considerando o que ela ensina, rejeite o que ela rejeita, volte atrás naquilo que ela exige arrependimento, avance e persevere no que ela te encoraja... ande apenas pelo caminho que ela indica e, seguramente, verá a alva no final dessa jornada!!!

Ericson Martins

Casamento e Divórcio


"Casamento é para os fortes, disse e reafirmo, mas nem sempre se é, se está ou se consegue ser forte. Eu não consegui... resolvemos separar as 'vontades'"; essas foram as palavras de Luana Piovani, nesse último domingo, ao declarar o divórcio com o surfista Pedro Scooby (UOL Esporte - 10/03/2019, e em sua conta no Instagram).

Notícias como essas, infelizmente, são comuns, longe e próximas de todos nós, sempre trazendo tristeza. Não era para ser assim!

A dor do divórcio sempre é maior que a alegria do casamento. Ele expõe o fracasso das expectativas e do compromisso de o casal viver unido por toda a vida. Deixa um rastro de memórias alegres sufocadas por frustrações persistentes, por feridas, lágrimas, inseguranças, amarguras,... e ainda desestrutura toda uma família.

O divórcio deve ser sempre evitado, pois não corresponde com princípio que Deus estabeleceu na criação e, portanto, é, por natureza, uma violação do propósito do casamento. Aliás, ninguém se casa para se divorciar, mas para celebrar a felicidade da união conjugal, por toda a vida.

Esse pensamento de que o casamento é para os fortes, em parte faz sentido, porque ele envolve uma imensa responsabilidade que, infelizmente, nem sempre ocupa apropriadamente a consciência daqueles que decidem se casar. Não demora muito até perceberem que os afetos unem, mas somente o compromisso poderá mantê-lo unido. E manter a fidelidade do casamento, por toda a vida, não é possível ao frágil entendimento daquilo que ele exige.

Mas em parte essa afirmação não faz sentido, porque ninguém é forte, está fortalecido e consegue ser forte o tempo todo, na jornada da vida conjugal. É por isso que desentendimentos e confusões se tornam inevitáveis, até mesmo entre casamentos saudáveis. Conflitos existem e sempre existirão, porque todos nós somos diferentes, possuímos intenções diferentes na vida e, mais relevante ainda, estamos corrompidos pelo pecado.

Vez por outra revelamos os efeitos desta condição com egoísmo, orgulho, desrespeito, adultério, mentira, insensibilidade, agressões físicas e emocionais, desinteresse pelo bem do outro, silêncio punitivo, chantagens, “separação de vontades”, etc.. A lista parece ser interminável. Como carecemos da comunhão com Deus!

O que fazer?

Admitir a falta de forças é a primeira medida. Esse reconhecimento não deve ser causa imediata para o divórcio, mas para procurar ajuda. A primeira medida nunca deve ser o divórcio! Lute pela restauração do seu casamento, isso engrandece a sua dignidade e é louvável para Deus que o criou. Não deixe de procurar a assistência de um bom conselheiro bíblico, emocionalmente habilitado para lidar com seus dilemas, te ajudar a tratar cada dificuldade pessoal e do casamento, com maturidade e confiança na Palavra de Deus.

Não espere tornar pior o que está ruim! Peça ajuda de conselhos, de terapias, mas não permita seu casamento experimentar o divórcio.

É na fraqueza que mais conhecemos a força que vem de Deus. Portanto, ore e peça sabedoria em tempos de tribulações, peça com fé, sem duvidar que o Senhor poderá restaurar a sua vida e seu casamento, devolvendo a paz e a harmonia. Só Ele pode mudar corações, convertendo suas decisões. Só Ele pode perdoar pecados e te dar uma nova chance. Só Ele pode resgatar o amor que se perdeu. Acredite! Busque isso em oração!

Ericson Martins

Vigiai e orai


“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca” - Mateus 26:41

Estava Jesus com Seus discípulos num jardim chamado Getsêmani, ao pé do Monte das Oliveiras (em torno da Cidade de Jerusalém), prestes a ser entregue, pelo traidor, às mãos dos pecadores (v. 45). Os soldados do Sinédrio estavam prontos para prendê-lo e submetê-lo a muitos sofrimentos até a Sua crucificação.

Nesse contexto de tensões Ele advertiu os discípulos a vigiar e orar e Ele mesmo vigiou e orou ao Pai três vezes. A advertência foi no sentido de que o que devemos evitar com as orações, devemos evitar com as ações, vigiando, nos prevenindo e preparando! 

A rigor, vigiar e orar formam as únicas e mais eficazes medidas contra a tentação, de modo que somente vigiar ou somente orar não é suficiente, pois somente ambas, combinadas, podem prevenir o seguidor de Cristo contras as perversidades sutis dos homens e dos demônios!

Naquele momento crucial Jesus ensinou os discípulos sobre como evitar a tentação. A crença nEle como Filho de Deus estava firmada na verdade, mas a natureza humana, corrompida pelo pecado, sempre foi atraída para o falsidade e para o mal, portanto, era preciso vigiar para que não caíssem em tentação. A negligência dessa vigilância torna o homem imprudente, inconsequente e arrogante, como aquele que entra na mata para buscar frutas sozinho, sabendo que ali se encontram leões. 

Deus teve um Filho sem pecado, mas não um Filho que não tenha sido tentado (Hb 4:15). Ele conhecia o potencial da tentação e, por isso, advertiu: VIGIAI!

Devemos estar sempre vigilantes contra as artimanhas de Satanás, através das relações humanas, porque, como um ladrão, ele não insinua sua aproximação. Tais perigos precisam ser enfrentados com constante atenção preventiva e oração. Como diz aquele adágio: “melhor prevenir do que remediar”, sim, é melhor estar tão bem preparado que Satanás, por trás de pessoas distraídas das suas intenções, não encontre vantagem contra nós! 

Portanto, vigiemos e oremos!

Ericson Martins
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Humildade


A Bíblia requer dos cristãos uma avaliação honesta de si mesmos: "digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um" (Rm 12:3). 

O orgulho é uma das maiores tentações que cerca aqueles que alcançam prestígio público, por causa dos seus dons. Fascinados pelo delírio do reconhecimento e aceitação dos homens, cedem, gradativamente, à frágil crença de que possuem superioridade nas relações. Não é a toa que acabam perdendo a noção do quanto se encontram muito mais vulneráveis por pensarem de si além do que convém. Mais cedo ou mais tarde são surpreendidos por sua própria realidade, por trás das superficiais aparências.

Paulo instruiu que Deus usa indivíduos como membros no contexto de um corpo, porque nenhum é superior ao outro, nem mesmo mais importante pela distinção dos seus dons (Rm 12:4-5). O "ponto" é que somos "membros uns dos outros" e qualquer conceito hierárquico de poder ou glória se desfaz por Aquele que unicamente é digno da nossa irrestrita e voluntária admiração, pois todos são, por Ele, igualmente, sustentados, preservados e usados, como Corpo.

Num mundo competitivo como o nosso, por causa do pecado, humildade é quase sempre interpretada como fraqueza, pobreza material ou passividade, mas é justamente o sentimento de incapacidade e dependência, que faz dessa pessoa útil aos propósitos de Deus, que é unicamente poderoso para fazer, por mim e por você, o que requer a Sua vontade. Ele não compartilha a Sua glória!

Humildade pode ser uma fraqueza para a altivez dos que pensam de si mesmos além do que convém, no entanto, essa é a grandeza daqueles que confiam mais em Deus que em si mesmos!

Ericson Martins

A oração em meio aos sofrimentos


Acompanhe esta mensagem, lendo a passagem de Daniel 9:1-19 abaixo.



INTRODUÇÃO
1 No primeiro ano de Dario, filho de Assuero, da linhagem dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus,
2 no primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, entendi, pelos livros, que o número de anos, de que falara o SENHOR ao profeta Jeremias, que haviam de durar as assolações de Jerusalém, era de setenta anos.
3 Voltei o rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, pano de saco e cinza.

QUATRO FUNDAMENTOS DA ORAÇÃO
4 Orei ao SENHOR, meu Deus, confessei e disse: ah! Senhor! Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos;

QUATRO CONFISSÕES
5 temos pecado e cometido iniquidades, procedemos perversamente e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos;
6 e não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que em teu nome falaram aos nossos reis, nossos príncipes e nossos pais, como também a todo o povo da terra.

HUMILHAÇÃO
7 A ti, ó Senhor, pertence a justiça, mas a nós, o corar de vergonha, como hoje se vê; aos homens de Judá, os moradores de Jerusalém, todo o Israel, quer os de perto, quer os de longe, em todas as terras por onde os tens lançado, por causa das suas transgressões que cometeram contra ti.
8 Ó SENHOR, a nós pertence o corar de vergonha, aos nossos reis, aos nossos príncipes e aos nossos pais, porque temos pecado contra ti.
9 Ao Senhor, nosso Deus, pertence a misericórdia e o perdão, pois nos temos rebelado contra ele
10 e não obedecemos à voz do SENHOR, nosso Deus, para andarmos nas suas leis, que nos deu por intermédio de seus servos, os profetas.
11 Sim, todo o Israel transgrediu a tua lei, desviando-se, para não obedecer à tua voz; por isso, a maldição e as imprecações que estão escritas na Lei de Moisés, servo de Deus, se derramaram sobre nós, porque temos pecado contra ti.
12 Ele confirmou a sua palavra, que falou contra nós e contra os nossos juízes que nos julgavam, e fez vir sobre nós grande mal, porquanto nunca, debaixo de todo o céu, aconteceu o que se deu em Jerusalém.

FALTA DE ARREPENDIMENTO
13 Como está escrito na Lei de Moisés, todo este mal nos sobreveio; apesar disso, não temos implorado o favor do SENHOR, nosso Deus, para nos convertermos das nossas iniquidades e nos aplicarmos à tua verdade.
14 Por isso, o SENHOR cuidou em trazer sobre nós o mal e o fez vir sobre nós; pois justo é o SENHOR, nosso Deus, em todas as suas obras que faz, pois não obedecemos à sua voz.
15 Na verdade, ó Senhor, nosso Deus, que tiraste o teu povo da terra do Egito com mão poderosa, e a ti mesmo adquiriste renome, como hoje se vê, temos pecado e procedido perversamente.

QUATRO PEDIDOS
16 Ó Senhor, segundo todas as tuas justiças, aparte-se a tua ira e o teu furor da tua cidade de Jerusalém, do teu santo monte, porquanto, por causa dos nossos pecados e por causa das iniquidades de nossos pais, se tornaram Jerusalém e o teu povo opróbrio para todos os que estão em redor de nós.
17 Agora, pois, ó Deus nosso, ouve a oração do teu servo e as suas súplicas e sobre o teu santuário assolado faze resplandecer o rosto, por amor do Senhor.
18 Inclina, ó Deus meu, os ouvidos e ouve; abre os olhos e olha para a nossa desolação e para a cidade que é chamada pelo teu nome, porque não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias.
19 Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age; não te retardes, por amor de ti mesmo, ó Deus meu; porque a tua cidade e o teu povo são chamados pelo teu nome.

Ericson Martins
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Pastor presbiteriano com Fernando Haddad


Sobre a presença de pastor presbiteriano em reunião com o presidenciável Fernando Haddad, oferecendo apoio à sua campanha política, nessa última quarta-feira (17/10), em São Paulo, considere o seguinte:

1. No Brasil existem diversas Denominações protestantes com o nome “Presbiteriana”. Entre elas existem diferenças doutrinárias, constitucionais e éticas, portanto, não generalize;

2. Todo brasileiro tem o direito de votar em quem sua consciência permitir e de apoiar quem quer que seja, bem como ter sua liberdade para escolher respeitada. Pastores como cidadãos devem exercer esse direito, mas não significa que estão representando suas Denominações ou a consciência dos membros dela. Na Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), por exemplo, o único que se pronuncia oficialmente por ela é o presidente do Supremo Concílio e, na ausência ou impedimento deste, o vice-presidente. A IPB não apóia oficialmente nenhum candidato na política e os pastores não podem usar os púlpitos das igrejas locais para promover qualquer nome;

3. O voto é um direito civil, sua escolha é pessoal e resultado de foro íntimo. O pastor presbiteriano citado nas reportagens estava ali representando suas próprias convicções, tentando despertar o interesse de outros eleitores que o admiram, de modo algum esteve representando ou convencendo todas as Denominações Presbiterianas que existem no Brasil a repercutirem seus interesses políticos pessoais;

4. A fé cristã é uma convicção fundamentada na Verdade e na verdade, racional e interessada no bem social. Mas não está ancorada por ideologias político-partidárias, pelo contrário, contempla a vida para além desta vida terrena deteriorada pelo pecado e em cuja condição não pode haver esperança (1 Co 15:19);

5. Penso que não necessitamos de polarizações ou hostilidades por causa de temas políticos, mas de real compromisso com a Palavra de Deus no debate com a nossa consciência, a fim de tomarmos a decisão sobre em quem votar, sempre tratando com serenidade os que já decidiram diferente, apoiando candidatos que jamais gostaríamos que presidisse o Poder Executivo do país.

Que Deus abençoe a nossa nação!

Ericson Martins

Apostasia


Não deveríamos ser surpreendidos, nesse final de tempos, considerando no mundo o avanço do pecado e as convulsões espirituais que antecedem a segunda vinda de Cristo, se testemunhássemos nas Igrejas cristãs brasileiras, o que ocorreu no Hemisfério Norte durante alguns séculos passados, ou seja, a dispersão de seus membros quando as Igrejas negaram o culto às personalidades, resistiram os maus pastores e obreiros, combateram firmemente as heresias, centralizaram Cristo na pregação das Escrituras e não o entretenimento e distrações dela, protegeram o significado dos sacramentos da ceia e batismo nas liturgias, não permitiram o uso dos seus templos além do culto exclusivo a Deus, valorizaram mais a mutualidade cristã intencional e pessoal do que eventos que visam lucros e privilégios de alguns, deram muito mais crédito ao vigor nas orações, ensino bíblico e evangelização que à vaidade de um intelectualismo arrogante e incoerente com a vida, a disciplina eclesiástica bíblica e destemida a favor da pureza e correção dos seus membros, etc., mas que sucumbiram às pressões e se entregaram ao liberalismo teológico e às corrupções morais, perdendo a vitalidade de uma Igreja militante nas missões, centralizada nas Escrituras e guiadas por líderes mais cheios do Espírito Santo que de si mesmos.

De fato, "alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência" (1 Tm 4:1-2).

Mas o apóstolo Paulo deixou claro a esperança de nos prevenirmos e nos preservarmos dessas e outras experiências tão nocivas à verdadeira religião, quando advertiu o jovem pastor Timóteo: "Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas caducas. Exercita-te, pessoalmente, na piedade. Pois o exercício físico para pouco é proveitoso, mas a piedade para tudo é proveitosa, porque tem a promessa da vida que agora é e da que há de ser. Fiel é esta palavra e digna de inteira aceitação. Ora, é para esse fim que labutamos e nos esforçamos sobremodo, porquanto temos posto a nossa esperança no Deus vivo, Salvador de todos os homens, especialmente dos fiéis. Ordena e ensina estas coisas" (1 Tm 4:7-11).

Ericson Martins

Em quem votarei


1. Em quem não tenha seu nome envolvido em crimes de corrupção;

2. Em quem tenha claro compromisso de defender os fundamentos cristãos da família;

3. Em quem não tenha feito alianças políticas em troca de loteamento de cargos nas instituições públicas;

4. Em quem tenha um plano ousado a favor do crescimento da economia e da redução dos índices de desemprego;

5. Em quem promoverá a educação e seu crescimento nas Escolas e Universidades, não ideologias partidárias, nem doutrinação sexual imoral e retrógrada;

6. Em quem tenha sensibilidade para lutar contra as injustiças e desigualdades sociais, com especial atenção aos desabrigados, trabalho infantil, imigrantes, etc.;

7. Em quem tenha previsto no seu plano de governo medidas sérias e frias contra a insegurança da vida e dos bens privados;

8. Em quem tenha posições indubitáveis contra a legalização da maconha, do aborto e da precoce exposição da juventude à ideologias promíscuas e existencialmente confusas;

9. Em quem verdadeiramente valorizará e fortalecerá as Instituições fiscalizadores do Governo, como Tribunais de Contas, Ministérios Públicos e a Polícia Federal;

10. Em quem creia em Deus e tenha público respeito pelo ensino da Bíblia.

Dentre outras observações, essas têm sido, para mim, as mais relevantes.

O voto é um direito pessoal e um importante instrumento democrático para se fazer mudanças significativas, a favor do bem comum. Use-o com boa consciência, sem se esquecer da responsabilidade que ele envolve, diante da sociedade civil, mais ainda diante de Deus!

Minha maior preocupação não está nos candidatos que se propõem servir a nação ou o poder, a Deus ou o diabo, mas no povo, porque ele é quem elege um ou o outro para governar o Brasil nos trilhos da “ordem e progresso” ou nos da desordem e retrocesso da sociedade, segundo ditames de pautas anticristãs e absurdamente vergonhosas.

Já escolhi o candidato à presidência da República, para o qual dedicarei meu voto. Tenho consciência que não é o ideal, mas o melhor no atual cenário e para minha consciência cristã. Oro pelo querido povo brasileiro, neste momento melindroso e faccioso em que atravessa, para que seja unido pelos propósitos que enaltecem a vontade de Deus, bem acima dos interesses perversos do pecado que o seduz!

Ericson Martins

Voto consciente

Estamos vivendo num momento muito, mas muito privilegiado! Já passou a época em que determinados veículos de comunicação manipulavam a opinião pública, porque as pessoas não tinham tanto acesso às informações e ao contraditório como hoje. 

São totalmente acessíveis as acusações e defesas que personalidades públicas fazem em suas nas redes sociais, vídeos amadores que demonstram a realidade de manifestações civis, o contexto e respostas completas de entrevistas, o resultado de pesquisas expontâneas, o conhecimento de planos de Governo completos (não apenas frases isoladas), dados citados em entrevistas e debates, contradições e opiniões diferentes do mesmo assunto, declarações com suspeita de mentiras, etc.. 

Tudo pode ser verificado pela internet, sem a antiga dependência de Órgãos da Impressa que selecionam informações, ênfases e comunicam, obedecendo suas próprias ideologias e preferências políticas e morais.

Hoje, só é manipulado quem ainda não descobriu a riqueza de informações que podem ser pesquisadas livremente, para formar a sua própria consciência quanto ao atual cenário político e seus candidatos a cargos públicos.

Não vote ou deixe de votar apenas porque um amigo(a) indicou; não vote ou deixe de votar influenciado(a) pela intenção de voto de um artista; não vote ou deixe de votar naquele que a impressa está enfatizando ou omitindo; não vote ou deixe de votar pela indução de duas Instituições de pesquisas; não vote sem conhecer seu candidato e o seu plano de Governo (na íntegra); não vote ou deixe de votar sob a pressão de ilações ou de rotulações incoerentes; não vote ou deixe de votar pelo medo do que virá a seguir, pois não existe candidato perfeito e nenhum deles poderá solucionar todos os problemas e atender todas as necessidades do país.

Vote consciente, vote com confiança de fazer o que é melhor para a sua cidade, Estado e nosso país. Vote por ter esse direito de influenciar mudanças e, por elas, o crescimento da sociedade brasileira, através de autoridades competentes e comprometidas com as exigências morais de cargos públicos. O histórico deles, nesse sentido, é determinante para a escolha.

Chega de desordem de retrocessos pela improbidade administrativa e pela imoralidade! Esse é o momento de participarmos do processo eleitoral e levantarmos nossa voz aos céus, pedindo a Deus, em oração constante, livramento dos perversos que anseiam o poder pelo poder, dando aos eleitores discernimento, responsabilidade e coragem para enfrentarem, pelo voto, maus candidatos.

No dia 07 de outubro, vote certo! Até lá, se informe e ore diariamente, com confiança em Deus, acima de tudo!

Concluo com uma frase que ouvi do meu colega, Rev. Douglas Bastos Boaventura, no sermão que pregou nesse último domingo, na Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia: "Independente de quem for eleito, em última instância, não estaremos nas mãos dos homens, mas nas mãos de Deus."

Ericson Martins

O cristão e as eleições


Neste ano teremos a oportunidade de escolher, democraticamente, aqueles que ocuparão altos cargos nos Poderes da República Brasileira. Entretanto, muitos cristãos são ambivalentes em matéria de política, pensam que fé e política não se misturam, por isso, evitam qualquer discussão nesse sentido e até de participarem do processo eleitoral. Obviamente, tal pensamento não considera que o pecado corrompeu o homem e, por isso, toda a estrutura de sociedade, razão porque há planos para a sua redenção (Mt 6:10), bem como da natureza (Rm 8:19-22). Jesus não orou para que os crentes fossem retirados do mundo (Jo 17:15), pelo contrário, esperou que agissem como “sal” e “luz” em meio a corrupção espiritual e moral dele (Mt 5:13-16). 

A cosmovisão reformada nos fornece uma compreensão abrangente dessa realidade, atribuindo à vida cristã o compromisso de glorificar a Deus em todas as áreas do viver humano, inclusive em face do sistema político, como, por exemplo, notamos na experiência de José (Gn 41:37-44), Ester (Et 2:17) e Daniel (Dn 6:1-4). Esses, exercendo influência política, promoveram o florescimento da sua fé em Deus. O próprio Jesus desenvolveu um ministério holístico, atendendo necessidades espirituais e físicas das pessoas, resultado dos Seus propósitos reconciliadores. O apóstolo Paulo, também, defendeu essa abordagem, dizendo: “enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos” (Gl 6:10). Esse bem deveria considerar a participação do crente nas eleições, visto ser uma causa e dever legítimos da Igreja influenciar a composição do Governo civil, impedindo que perversos assumam cargos públicos. As decisões tomadas pelo Governo têm impacto direto na sociedade e não é razoável ignorar a oportunidade e necessidade de eleger, por critérios bíblicos, aqueles que mais atenderão os interesses da justiça e do amor à misericórdia (Mq 6:8).

A Confissão de Fé de Westminster destaca que resistimos à ordenança de Deus quando nos opomos “a qualquer poder legítimo, civil ou religioso, ou ao exercício dele” (CFW, cap. XX-4). Paulo ensinou que o Governo deriva sua autoridade de Deus, para promover o bem e restringir o mal (Rm 13:1-7) e orientou que a Igreja ore “em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito” (1 Tm 2:1-2). Paulo compreendia que os crentes possuem instrumentos eficazes para influenciar o Governo, nos ensinando que a religião cristã não sugere alienação dos deveres civis.

O processo eleitoral é democrático e ocupa um importante interesse do reino de Deus na Terra. Um bom Governo promove condições justas e piedosas para a sociedade, a fim de que as pessoas tenham suas dignidades protegidas e vivam em paz, enquanto o mau Governo, dirigido por pessoas perversas, promove opressão econômica, imoralidades por todos os modos e a insegurança da vida e bens privados. Portanto, como Igreja comprometida com a verdade de Deus, é preciso exercer os diretos conferidos no processo eleitoral (Sl 34:14; Jr 29:5-6), conhecer os planos de cada candidato e impedir, pelo voto, que assumam o poder qualquer que não possua clara competência para a gestão pública ou legislativa e tenha a intenção de se opor aos princípios básicos da moral cristã.

O filósofo e político Edmund Burke (1729-1797), certa vez disse: “Para o triunfo do mal, basta que os bons não façam nada.”

Com amor, 

Ericson Martins

Confiamos no Concílio!


O Livro de Atos registra que a Igreja cristã primitiva experimentava vertiginoso crescimento espiritual e numérico, tinha paz e o conforto do Espírito Santo, “edificando-se e caminhando no temor do Senhor” (At 9:31). Não podemos deixar de observar que ela, nessa condição, possuía um sistema de governo e, assim, se prevenia das corrupções, julgava temas teológicos polêmicos, maus obreiros e falsos mestres, disciplinava os faltosos e atendia necessidades dos menos favorecidos.

Reconhecemos que estamos, talvez, como nunca antes, vivendo uma terrível crise de autoridade moral por parte dos nossos representantes, não apenas na esfera política, mas também na eclesiástica. Essa fria realidade tem, gradativamente, drenado nossas melhores expectativas, causando, em nós, apatia e a fragilidade institucional da Igreja. Contudo, não é razoável a manutenção dos danos do pecado e assumirmos uma condição de conflito com a necessidade de confiança em nossos líderes espirituais, quando as Escrituras exigem exatamente o contrário dessas condutas.

Pensando nisso, pretendemos destacar aqui quatro razões pelas quais necessitamos confiar em nossos Concílios, formados por pastores e presbíteros, considerando, especialmente, o contexto da Igreja Presbiteriana do Brasil: 

1. Razão bíblica.

A história revela que o crescimento da Igreja exigiu a organização de um sistema de governo eclesiástico (At 6:1-7), formado por um Concílio de apóstolos e presbíteros, os quais julgavam a favor da sã doutrina (At 15:1-29), confirmavam Igrejas (At 15:41) e as condutas cristãs (At 18:23). Disciplinavam dos faltosos (At 5:1-11 cf. Mt 18:17-20), designavam e orientavam seus obreiros (At 11:22, 13:1-3, 14:26; Gl 2:9-10; 1 Tm 5:22) e garantiam a assistência aos necessitados, através de servos eleitos especialmente para esse fim (At 6:3-6). Assim, a Igreja era governada, por líderes, cuja autoridade espiritual era reconhecida e respeitada (At 9:26-30, 15:2), e confirmada pelo voto (At 6:3, 14:23). Percebemos que, no princípio, as Igrejas estavam assim organizadas. Elas tinham seus Concílios locais e estavam sujeitas a autoridade de um Concílio superior em Jerusalém (At 16:4-5). 

2. Razão confessional.

As mais notáveis confissões reformadas, reconhecem o sistema de governo conciliar como sendo o mais bíblico. É o caso, por exemplo, da Confissão Belga (Arts. 30-31) e da Segunda Confissão Helvética (XVIII-10), além das quais, a Confissão de Fé de Westminster (CFW), a última das Confissões formuladas, durante o período da Reforma Protestante (1649) e considerada a mais significativa delas, registra, no capítulo XXX-1: “O Senhor Jesus, como Rei e Cabeça da sua Igreja, nela instituiu um governo nas mãos dos oficiais dela; governo distinto da magistratura civil (Is 9:6-7; 1 Tm 5:17; 1 Ts 5:12; At 20:17, 28; 1 Co 12:28).” O entendimento da CFW é que o Senhor Jesus instituiu e exerce governo na Igreja, através dos seus oficiais, enquanto estes “permanecerem fiéis às Sagradas Escrituras” (CI/IPB, Art. 14-D), cabendo, portanto, aos membros dela obediência e santo temor (Pv 8:15; Rm 13:1-2; Tt 3:1; 1 Pd 2:13-17).

3. Razão conciliar.

O sistema de governo representativo ou conciliar deve existir e ser preservado com confiança, porque se mostra o mais seguro para o bom funcionamento da Igreja, a fim de preservá-la de lideranças abusivas, autoritárias e perversas, e de confusões, tanto doutrinárias quanto morais dos seus membros. Nele, o governo se concentra e é exercido pelos Concílios e não por um ou outro oficial. Todas as necessidades (doutrinárias, funcionais e disciplinares) são avaliadas e debatidas democraticamente no Concílio, por várias perspectivas, e decididas privativamente, quando não por todos, pela maioria dos seus membros. As Escrituras afirmam: “Não havendo sábia direção, cai o povo, mas na multidão de conselheiros há segurança” (Pv 11:14) e insistem: “Onde não há conselho fracassam os projetos, mas com muitos conselheiros há bom êxito” (Pv 15:22). A sabedoria Divina indica que entre conselheiros a segurança e o bom êxito são melhor discernidos, porque, sozinhos não sabemos tudo, não somos totalmente capazes, não prevemos o resultado de todas as decisões e porque somos perturbados por dúvidas imprevisíveis. Mas quando nos submetemos aos conselhos de um Concílio, somos amparados pela confiança das melhores decisões, mesmo quando eles não sejam os que mais gostaríamos.

4. Razão ética.

As Escrituras exigem que, para assumir qualquer ofício eclesiástico, os homens precisam atender rigorosas qualificações quanto a Deus, aos outros, a si mesmos e a família (At 6:3; 1 Tm 3:1-13; Tt 1:5-9) e, somente esses, podem ser indicados e com confiança serem eleitos pela Igreja como seus representantes, no Concílio local. Em tese, a Igreja elege aqueles que comporão o seu próprio Concílio, segundo as suas melhores avaliações, ou seja, os que ela mesma julga serem os mais qualificados para a liderança espiritual e administrativa. 

O Concílio é falível, por ser composto de homens falíveis, mas está sob a autoridade do supremo juiz, o Espírito Santo, quem julga as suas controvérsias na e pelas Escrituras (CFW, XXV, Seção VI), tendo que prestar contas aos Concílios que lhes são superiores. Apesar disso, ele ainda representa – com suas imperfeições - o governo de Deus na Igreja. É coerente, portanto, o reconhecimento da autoridade de Cristo nele revelada. Também, os que para tal foram eleitos criteriosamente pela Igreja e devidamente ordenados, são, por coerência ética, carentes das nossas orações, compreensão e cordialidade, dignos do nosso incentivo e sincera confiança. 

Por essas e outras razões, confiamos no Concílio e recomendamos que, também, confie, tributando assim, honra ao Senhor Jesus Cristo, Cabeça da Igreja!


Com amor, 

Ericson Martins

O Brasil é um país maravilhoso


O Brasil é um país maravilhoso, de gente alegre, solidária e hospitaleira. Repleto de riquezas naturais, climas variados e de larga biodiversidade, em tão vasto território que, certamente, faz dele o país mais rico de toda a América Latina. Sua culinária é simplesmente incrível.

Contudo, possui problemas que acompanham suas grandezas, como, por exemplo, a improbidade no uso do dinheiro e das Instituições legisladas e administradas pelo Governo.

Precisamos de mudanças extensas e profundas, que resultem em iniciativas, ainda que tímidas, mas bem direcionadas à reforma política. Não podemos temer mudanças nesse sentido, quando já nos acostumamos com discursos ensaiados, de personagens escravizados por barganhas negociadas às sombras das promessas de campanha, os quais encaminham nossa história rapidamente para dívidas públicas imprudentes, desordem social e relativismo moral.

As eleições se aproximam e necessitamos, como nunca antes, de critérios rigorosos na escolha e no voto de confiança, daqueles que nos representarão nos fóruns do poder.

Acima de tudo, necessitamos considerar nesses critérios, os ensinos da Palavra de Deus no exercício da nossa cidadania, pois o Brasil pode ser um país maravilhoso, mas sua felicidade só pode ser garantida se o povo temer o Senhor: 


"Feliz a nação cujo Deus é o Senhor, e o povo que ele escolheu para sua herança" (Salmo 33:12).

Seguem algumas sugestões, que podem auxiliar na escolha do seu candidato:

01. Seja cristão declarado;

02. Seja bem casado, publicamente comprometido a proteger a família e os bons costumes morais; 

03. Tenha ficha criminal limpa;

04. Seja contra o aborto e legalização da maconha;

05. Seja a favor da democracia e que respeita decisões do Poder Judiciário;

06. Entenda a gestão pública e a dinâmica do Congresso Nacional;

07. Não esteja comprometido com loteamento político das Instituições públicas;

08. Tenha projetos de governo ousados a favor da estabilidade econômica e fortalecimento do mercado interno;

09. Esteja disposto a combater frontalmente a corrupção, fortalecendo a Polícia Federal e Ministério Público nesse sentido;

10. Que tenha amor pelo povo brasileiro, além do interesse por seu voto em campanha eleitoral.

Com amor, 

Ericson Martins

Jesus sobre as águas


"viram Jesus andando por sobre o mar" (Jo 6:19). 

Enquanto os discípulos lutavam contra as ondas do Mar e a força dos ventos, testemunharam algo extraordinário: Jesus vindo ao seu encontro, "andando por sobre o mar". 

João comunica pelo menos cinco mensagens nessa pequena frase:

1. Jesus, de fato, andou sobre o mar. Trata-se de um relato histórico real, não ideal. Seus olhos "viram";
2. Jesus "andou" ao encontro dos discípulos, quando esses foram atormentados pelas águas revoltas; 
3. Jesus possui autoridade "sobre" toda a criação e poder sobre as forças da natureza, nada Lhe pode resistir;
4. Jesus domina o "mar" e tudo o que ele representa, estabelecendo ordem onde existe o caos;
5. "Jesus" é a segurança e conforto de todos para os quais vai ao encontro, pois o homem não pode salvar a si mesmo!

Se por uma pequena frase como essa podemos aprender, lembrar e experimentar tantas riquezas espirituais, imaginemos quão profunda é a sabedoria de Deus e o quanto perdemos por não lermos a Bíblia toda, com a atenção e o cuidado necessários!

Leia a Bíblia, foque em Jesus Cristo e experimente a esperança que Ele conquistou na cruz aos que nEle creem!

Com amor, 

Ericson Martins

A boa notícia


O pecado corrompeu e ainda corrompe o homem em três dimensões:

1. Na sua espiritualidade ("onde estás?"). Diante da retidão de Deus ele tentou se esconder entre as árvores do Jardim, se afastando da maravilhosa comunhão (Gn 3:9-10);

2. Na sua intelectualidade ("quem te fez saber que estavas nu?"). Diante da retidão de Deus a sedução do engano na qual se envolveu foi denunciada (Gn 3:11);

3. Na sua moralidade ("Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses?", "Que é isso que fizeste?"). Diante da retidão de Deus sua deslealdade e desobediência foram expostas para a sua própria e permanente vergonha (Gn 3:11-13).

Assim, o homem foi condenado em todo o seu ser, a viver eterna e profundamente no sofrimento que o pecado resultou, sabendo que o pior ainda está por vir.

A boa notícia, entretanto, é que Deus, por amor, enviou o Seu único Filho para assumir tudo isso no lugar do homem, a fim de libertá-lo e lhe dar a garantia de, novamente, desfrutar da mais íntima e segura comunhão com Ele.

Para isso, é necessário reconhecer em si a corrupção do pecado e se arrepender do pecado, confiando que a expiação de Jesus na cruz foi suficiente para a justificação de todo o que nEle crê. Ele é o único meio pelo qual o homem pode ser redimido da condenação eterna.

Jesus disse: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (Jo 14:6).

O apóstolo Paulo disse: "Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo" (Rm 10:9).

Agora mesmo, fale com Deus, peça perdão dos seus pecados e confesse Jesus como Senhor da sua vida, pois Ele venceu a morte para que nEle você tenha a vida eterna!

Com amor, 

Ericson Martins

Lembremos deles!

“Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos pregaram a palavra de Deus; e, considerando atentamente o fim da sua vida, imitai a fé que tiveram” - Hebreus 13:7

Nesta passagem o autor de Hebreus deu pelo menos dois conselhos aos verdadeiros seguidores de Jesus Cristo.

Ele introduz a necessidade de se lembrarem dos guias. Notemos que a ênfase foi dada à “pessoa” (guias), distinguindo-a por sua função (pregaram a palavra de Deus). A palavra “guia” neste texto é a tradução da palavra grega hegeomai, que simplesmente significa “aquele que vai à frente” (Strong’s Greek), se referindo aos que ensinaram a Palavra de Deus ao povo. Não é possível afirmar sobre quais guias ele se referiu, se aos patriarcas, antigos profetas ou apóstolos, mas sim, que foram pregadores fiéis, cujo estilo de vida foi reconhecidamente digno.

Por causa do nobre serviço que esses “guias” desempenharam, os membros da Igreja deveriam: 

1. Imitar a fé que tiveram.

A palavra “fé” nesta passagem se refere não somente à “confiança” em Cristo que tiveram, mas sua perseverança nela. O autor recomenda que nos assemelhemos aos fiéis pregadores da Palavra, imitando sua fé e seguindo firmes contra as ciladas e perseguições que a desafiam constantemente, nos esforçando para crescer com seus ensinamentos e testemunhos piedosos, apesar de serem falíveis e tão vulneráveis aos pecados quanto qualquer um.

2. Considerar atentamente o fim da sua vida.

Essa atenção dos verdadeiros crentes deveria considerar o fim das suas vidas. Me lembro, neste momento, de uma definição antiga ouvida quando mais novo na fé, sobre “tradicionalismo e tradição” na Igreja. Aprendi que a “tradição é a fé viva dos que já morreram enquanto o tradicionalismo é a fé morta dos que estão vivos”. Os guias mencionados em Hebreus 13:7 estavam mortos, contudo, suas vidas legaram uma fé viva para Deus, acompanhada por obras que a testificaram, mesmo diante da morte! Não titubearam frente às pressões, chantagens ou prejuízos humanos por causa da certeza da fé que possuíram e anunciaram. O “fim” ou resultado do modo de vida deles deveria ser considerado “atentamente.” Já tive amigos, líderes na Igreja, que professavam a fé em Cristo e hoje escarnecem dela, ou simplesmente vivem como se nunca houvessem ouvido sobre ela, sem temor e afastados da comunhão cristã. Que grande tragédia, que grande tristeza! Olhando para eles só conseguimos absolver desinteresse pelo Evangelho e por seu fiel testemunho público, desânimo nas boas obras, dentre outros fracassos espirituais. Entretanto, observando o bom exemplo de homens consagrados a Deus e verdadeiramente comprometidos com a sã doutrina, tanto dos que já foram quanto dos que entre nós labutam, mesmo quando divergem sobre questões secundárias à salvação, resulta numa vida abençoada e frutífera para Deus. Esses “guias” jamais deveriam ser esquecidos, mas carregados em nossas memórias e palavras com sincero cuidado, profundo respeito e submissão voluntária, como já foi dito, por causa da Palavra de Deus.

Tanto o pastor “velho” quanto o jovem que diante dele demonstra maior persuasão bíblica, jamais deveriam ser difamados, desrespeitados ou tratados acintosamente, por causa da Palavra de Deus que os chamou à Cristo e que agora testemunham, tendo suas vidas consagradas para o bem da Igreja.

Sem zelo pelo os que ensinam, apesar de não conseguirem unanimidade dos que os ouvem, a unidade não se sustenta e os prejuízos passam a ser revelados em todos, conforme lemos em Hebreus 13:17:

“Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros”

Que Deus abençoe, assim, todos os membros da Igreja Presbiteriana do Brasil!

Ericson Martins