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6. Reflexões Bíblicas, Volume 1

7. Reflexões Bíblicas, Volume 2

Espero que sejam úteis para a edificação da Igreja, para a glória de Deus!!!


Ericson Martins

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Mudanças são inevitáveis e necessárias


Todos nós precisamos de mudanças. Geralmente elas estimulam o progresso pessoal e revigoram a espiritualidade, quando orientadas e realizadas de modo bíblico. Se não todos, quase todos anseiam por elas. Boas ou ruins, são sempre resultado de escolhas pessoais ou de outros. Portanto, é claro, são inevitáveis. Cedo ou tarde teremos que lidar com mudanças, quer na vida pessoal ou na vida dos que estão a nossa volta, fortalecendo áreas enfraquecidas, corrigindo faltas ou apenas nos prevenindo delas.

Por exemplo, no âmbito profissional, quem não muda, se atualizando, corre grande risco de perder inesperadamente o emprego, por falta desse interesse e por falta de percepção do quanto as pessoas são negativamente afetadas por seu desânimo, medo e acomodação. O mesmo ocorre quanto aos estudos, negócios financeiros e outras legítimas ambições pessoais. Também, quanto a igrejas que se inclinam a um tradicionalismo exagerado, rotinas viciadas, falta de propósitos missionários claros e o pior, quando insistem em manter tudo como sempre foi, apenas evitando a dor e o trabalho que as mudanças necessárias exigem. Igualmente, famílias são submetidas a fortes crises quando um cônjuge, irmão ou irmã, evita mudar, insistindo a permanecer como está, ignorando faltas no relacionamento e preservando decisões erradas, agindo como sempre agiu.

Mudanças são necessárias, sobretudo, quando o pecado é a causa da perda de comunhão com Deus e com a Igreja. Quando, seduzidos por ele, negligenciamos a vida de oração, leitura bíblica, serviço cristão e o amor pelos membros da família. Quando por causa dele já não percebemos quanta alegria e progresso perdemos enquanto evitamos mudanças.

Em Deuteronômio 1:6 a 8 lemos: “O Senhor, nosso Deus, nos falou em Horebe, dizendo: Tempo bastante haveis estado neste monte. Voltai-vos e parti [...]; entrai e possuí a terra que o Senhor, com juramento, deu a vossos pais, Abraão, Isaque e Jacó, a eles e à sua descendência depois deles.” Essas foram as primeiras palavras de Deus, através de Moisés, ao povo que se encontrava acampado ao pé do Monte Sinai, na região de Horebe (Êx 17:6, 19:1-2), logo após a saída do Egito. Foi necessário que aguardasse ali, enquanto Deus falava com Moisés. Quando esse propósito foi cumprido, Moisés se dirigiu ao povo e transmitiu a ordem para seguir em frente e possuir a terra prometida (Dt 1:7). 

A sintaxe hebraica enfatiza “o Senhor, nosso Deus”, lembrando a relação pactual de Deus com Israel e a garantia dos privilégios que ela favorecia. Mas, também, as responsabilidades requeridas do povo (“Voltai-vos e parti [...]; entrai e possuí”). Deus prometeu livrar o povo da escravidão do Egito, sustentá-lo durante a peregrinação e fazê-lo possuir uma terra boa para se viver, onde só havia deserto. O povo não poderia parar e se manter acampado pelo caminho, mas avançar na direção que havia recebido. As mudanças de um lugar a outro, entre desmontar e estender acampamentos, entre noites e dias, entre o frio e calor, eram parte de um quadro maior, de um plano excelente que só poderia ser contemplado pela confiança no Senhor, nosso Deus. Se manter ao pé do monte seria o princípio de uma vida no deserto, quando Deus havia planejado uma vida em terra fértil.

Por isso, mudanças são inevitáveis e necessárias!

Ericson Martins

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Quem é teu servo?


“Então, lhe disse Davi: Não temas, porque usarei de bondade para contigo, por amor de Jônatas, teu pai, e te restituirei todas as terras de Saul, teu pai, e tu comerás pão sempre à minha mesa. Então, se inclinou e disse: Quem é teu servo, para teres olhado para um cão morto tal como eu?” - 2 Samuel 9:7–8

Se Mefibosete se sentiu tão humilhado pela bondade de Davi, como nos sentimos diante da bondade de Deus? Quanto mais bondade reconhecemos estar recebendo da parte do Senhor, menos orgulhosos e egocêntricos nos tornamos, pois ela, como a luz, revela nossa própria miséria e demérito.

Portanto, sejamos sempre agradecidos a Deus, em razão de toda sorte de bênçãos espirituais dispensada por meio de Cristo, pelo Espírito. Por tantos benefícios doados, mesmo quando não os percebemos em meio às rotinas diárias. 

Nunca reclamemos ou murmuremos, como se tivéssemos algum direito, como se Deus fosse inadimplente; pelo contrário, nos humilhemos diante de quem Ele é e tem feito a favor do nosso bem. Confiemos que Ele restaurará por completo, no tempo devido, a nossa dignidade, pois a perdemos para o pecado, e sejamos sempre agradecidos!

Ericson Martins

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Clamas a Mim? Marchem!


"Moisés, porém, respondeu ao povo: Não temais; aquietai-vos e vede o livramento do Senhor que, hoje, vos fará; porque os egípcios, que hoje vedes, nunca mais os tornareis a ver. O Senhor pelejará por vós, e vós vos calareis. Disse o Senhor a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem" (Êx 14:13-15)

Nesse texto aprendemos a discernir momentos de pararmos, mas também de avançarmos, quando Deus nos mostra o caminho a seguir, mesmo contra todos os indícios aparentes de que devemos nos acomodar, nos omitir e esperar que as coisas piorem.

Assista a mensagem abaixo (36 minutos):


Ericson Martins

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Eles não são deuses!


“Acaso, fará o homem para si deuses que, de fato, 
não são deuses?” - Jeremias 16:20

Um dos pecados que mais assediou Israel foi o da idolatria. O mundo inteiro festejava seus ídolos e Israel foi o único povo chamado a adorar a um Deus que o olho não via, a mão não tocava e ninguém poderia carregar sobre seus ombros. Não foram poucas as vezes que Deus teve que adverti-lo a abandonar os ídolos e a não confiar neles.

Ídolos nada são além da representação visível de tormentos espirituais e da loucura humana. 

O pecado afastou o homem da plena comunhão com Deus. Agora, incapaz de ir até Ele, tenta fazer que Ele venha, como se pudesse reproduzir com as mãos o Deus Criador e único digno de adoração, reduzindo-o a imagens para serem adoradas (veneradas), confiando que são capazes de ouvir, ver e socorrer suas ansiedades e desesperos da alma.

Eles não são deuses, são objetos da nossa tolice, fornecem esperanças temporais, respostas duvidosas, consolos superficiais, confundem a realidade, cercam-se de perigos espirituais, distraem o tempo e jamais oferecem soluções seguras para problemas reais!

A idolatria é uma ofensa ao Deus verdadeiro e uma loucura ao homem que se curva para imagens de escultura, pessoas e fazem da busca pelo prazer e do dinheiro um fim em si mesma, como se por essas coisas tivesse sido criado, deles recebesse bênçãos e para eles, portanto, fosse digna a oferta da honra. A idolatria configura a mais profunda pobreza espiritual e rebeldia dos que recusam crer, buscar e adorar ao único que é verdadeiro Deus e Criador, o qual não se assemelha a nenhuma criatura.

Que o Senhor nos purifique e nos livre desta grave iniquidade!

Ericson Martins

Devemos seguir nossa consciência?


Certamente, em algum momento da nossa vida, diante de fatos que nos pressionam, perguntamos se devemos seguir ou não nossa consciência. Isso ocorre porque nem sempre nos sentimos seguros para cuidar, sozinhos, da nossa própria vida e dos outros. Antes de tentar responder essa questão, precisamos fazer algumas considerações importantes:

- A consciência é uma intuição moral que o próprio Deus atribuiu ao homem, na sua criação. Como função da mente, ela nos oferece a capacidade mínima de discernimento quanto a melhor decisão e caminho que devemos escolher (Jo 8:9). Essa percepção inata faz, de cada um de nós, responsável e indesculpável diante de Deus (Rm 2:14-16; 1 Jo 3:20);

- O pecado corrompeu todo homem, mas também o homem todo. Isso significa que a nossa consciência não pode corresponder perfeitamente com a lei moral de Deus, por isso, é tendenciosa ao mal e ao engano (Jr 17:9; Tt 1:15). Não são poucas as vezes que acreditamos ter decidido e escolhido o caminho certo, mas depois descobrimos que estávamos enganados por nós mesmos.

- Sabedores que Deus nos deu a consciência, para nos guiar na vida moral, e que estamos corrompidos pelo pecado, sendo incapazes de discernir perfeitamente a Sua vontade, temos que admitir que, apesar das impurezas e enganos, ela é alvo da redenção em Cristo, o qual a resgata para servir os propósitos dAquele que a criou (2 Co 10:4-6; Hb 10:16; 1 Pd 3:15-16). 

Sim, devemos seguir a nossa consciência, certificando-nos antes que ela esteja instruída pelos pensamentos de Deus e não meramente pelos nossos. Como nos certificar disso?

1. Ela deve ser disciplinada, educada, pela verdade de Deus, através do testemunho seguro e suficiente das Escrituras (1 Jo 3:21-24). Por causa dos danos que a mentira causou à consciência, sua restauração agora depende da verdade. Sem apego sério às Escrituras não será capaz de conceber claramente a vontade de Deus em decisões e escolhas coerentes com o bem e a pureza na vida. Nesse sentido, Pedro e demais apóstolos, quando acuados por seus acusadores, não se intimidaram e afirmaram: Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens (At 5:29). Quando apreendidos pela verdade de Deus, temos ousadia para decidir e agir, pois aprendemos a confiar mais em Deus e nos resultados da obediência que Ele requer, que nas chantagens emocionais ou prejuízos com os quais os homens nos ameaçam.

2. Ela deve estar sujeita a Cristo, tal temor oprime a má e liberta a boa consciência (2 Co 1:12). Antes da sua conversão a Cristo, Paulo seguiu sua consciência ao perseguir a Igreja. Contudo, depois da sua conversão, diante do governador romano, ao se defender, bem como os demais cristãos e a doutrina da ressurreição, disse: Por isso, também me esforço por ter sempre consciência pura diante de Deus e dos homens (At 24:16 cf Tt 1:5 e 19). Paulo aprendeu a viver de consciência pura por pregar e proceder de acordo com sua nova consciência, despertada pelo Espírito Santo que o convenceu a abandonar uma vida de más ações por boas intenções, a favor de uma vida de boas ações por boas intenções. Ora, o pecado, os enganos, as percepções frustradas não são desculpas justas, quando somos chamados ao arrependimento, à conformidade com justiça de Deus (Hb 9:14)!

Em Tiago 4:17 lemos que a partir do momento que temos conhecimento do bem, nos tornamos responsáveis por ele: “Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando.” De acordo com o contexto, o “bem” não é resultado de uma livre percepção, mas da certeza quanto a vontade e governo de Deus, e do nosso dever de obedecê-Lo. Quando temos essa consciência, sim, devemos segui-la!

Ericson Martins

Eu sei!


“Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra” - 19:25


Em tempos de adversidades dúvidas quase sempre expressam o anseio pelas razões que nos levaram a experimentar a tristeza ou o desespero. No caso de Jó, a dúvida não foi uma imersão profunda às angústias em busca de respostas, mas o caminho para subir e sair daquele estado. Não pôde evitar que o sofrimento lhe alcançasse, mas não permitiu ser escravizado pela dor, ao confessar sua fé e declarar sua esperança no Senhor. Ali, embora a escuridão tenha tomado suas circunstâncias não dominou sua alma, a noite se tornou passageira e a certeza da sua redenção em uma forte resistência contra a perda de pessoas amadas, enfermidades e falsas acusações.

Jó surgiu das profundezas do desespero e subitamente expressou grande esperança no seu Redentor. Ao invés de alimentar a amargura ou profanar o nome do Senhor, preferiu nutrir a esperança que de alguma forma, o Senhor converteria seu choro em riso, e estaria livre, para sempre, das suas mazelas.

Jó exclama saber, com uma incrível explosão de confiança, que seu Redentor vive e que o verá com seus próprios olhos! Que esperança maravilhosa! Jó expressou nesse verso uma fé como Paulo descreveu em 2 Coríntios 4:18, uma fé fixa não “nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas” (cf. Hb 11:1 e 3).

Jó afirmou claramente Eu sei! Se, como muitos de nós, em tempos de grandes dificuldades, usasse as condicionais “se” ou “talvez”, apenas preservaria as dúvidas e não haveria esperança. Mas, para alcançar a essência do consolo, disse: “Eu sei”. Ele teve certeza no advento do seu Redentor, por isso sua esperança não foi uma presunção positivista, não a construiu sem fundamento, mas nas evidências da sua fé naquilo que os olhos inclinados para a vida terrena não podem contemplar, por isso foi encontrado pela paz e satisfação quando nem mesmo pessoas a sua volta puderam entender. Jó se apropriou de uma fé verdadeira, sólida e suficientemente racional no Redentor vivo que lhe proporcionou uma alegria indescritível!

Saibamos que Jesus Cristo está vivo e logo retornará, nesse dia nossos corpos corrompidos pelo pecado serão restaurados e nunca mais experimentarão o sofrimento, teremos pleno gozo e harmonia com nosso Criador, a vida vencerá a morte e nossos inimigos envergonhados para sempre!

Portanto, perseveremos na batalha pela fé, certos que o nosso Redentor vive!!!

Com amor,

Ericson Martins
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Ser ou não ser? Eis a questão!


Sobre a plataforma do relativismo moderno fica evidente a perda da identidade e a procura do significado, dentro de nós, sobre o que e quem somos. O que se encontra? Bem, isso dependerá do queremos achar, já que "ser", nesse caso, é apenas uma questão de perspectiva. No fundo tudo parece sombrio à alma, enquanto nossas angústias existenciais cedem à proposta de sermos o que não somos, apenas para provarmos que o que sempre foi está errado. No final desse esforço, nada faz qualquer sentido!

Contrariando princípios universais, porque não dizer da verdade, só criamos visão distorcida daquilo que enxergamos no espelho, tendo que camuflar a infelicidade pessoal pelos apetrechos da estética, bens materiais, manipulação hormonal, grupos sociais, rotinas viciadas e até mesmo com a popularidade em redes sociais, já que dá mais “ibope” o teatro de ser o que não é e de ensinar que não acredita e pratica.

A Bíblia diz que fomos criados para sermos imagem de Deus entre toda a Criação (Gn 1:27-28), portanto, a qualidade de quem somos dependerá da nossa identificação com Ele, nada e com ninguém mais! Se Ele não for nosso guia nessa busca, muitas vezes sigilosa e discreta, certamente amigos ou pessoas populares, limitados, imperfeitos, passageiros e completamente corrompidos pelo pecado, pegarão em nossa mão e continuarão nos conduzindo pelo vale árido de frustrações e incertezas pessoais.

Deus enviou Seu único Filho, Jesus Cristo, para nos reconciliar consigo e, assim, resgatar nossa verdadeira identidade e satisfação na vida (Rm 13:14; Ef 4:24; Cl 3:10), perdidas pela nossa própria perda de foco nAquele que nos criou. Cabe-nos confiar nEle, a fim de sermos restaurados, nos despojando de reconhecimentos vãos, respostas que criam dúvidas e interesses alheios à verdade de Deus.


Ser ou não ser, não se trata apenas de uma questão filosófica, mas de uma questão de fé e obediência Àquele que nos criou, então, nossa felicidade será completa.

Ericson Martins

Coragem, pois, e sê homem!


[parte do estudo para grupo de discipulado de casais]

"Aproximando-se os dias da morte de Davi, deu ele ordens a Salomão, seu filho, dizendo: Eu vou pelo caminho de todos os mortais. Coragem, pois, e sê homem! Guarda os preceitos do Senhor, teu Deus, para andares nos seus caminhos, para guardares os seus estatutos, e os seus mandamentos, e os seus juízos, e os seus testemunhos, como está escrito na Lei de Moisés, para que prosperes em tudo quanto fizeres e por onde quer que fores; para que o Senhor confirme a palavra que falou de mim, dizendo: Se teus filhos guardarem o seu caminho, para andarem perante a minha face fielmente, de todo o seu coração e de toda a sua alma, e nunca te faltará sucessor ao trono de Israel" - 1 Reis 2:2

Esse tempo de relativismo filosófico criou uma cultura propícia para que cada indivíduo explore sua individualidade, liberdade para interpretar o mundo em sua volta e viver de acordo com seus próprios critérios. Nela, princípios universais e padrões normativos para uma sociedade organizada, se tornam cada vez mais enfraquecidos. Justamente por essa razão, a definição de quem somos se distancia de valores que sempre ofereceram segurança e direção ao homem. 

As atuais referências, egoístas e relativas, contra tradições e conservadorismo religioso, criam alternativas de reinterpretação a respeito de si mesmo, pelas quais a identidade de gênero pode ser alternada; a violência sexual cresce; as relações conjugais são perturbadas pela injustiça e divórcios, quando as responsabilidades pessoais se tornam confusas e até abandonadas. 

Num ambiente como esse afirmar a verdade bíblica, muitas vezes, é visto como uma afirmação arrogante, discriminatória e de invasão à privacidade alheia. Entretanto, para a Igreja, existe um fundamento bíblico, e ele tem autoridade final para normatizar, tanto as crenças quanto a conduta de cada cristão verdadeiro. A Palavra de Deus, portanto, é a resposta que tanto necessita para restaurar seus conceitos e família, já prejudicadas pela influência do pecado que se encontra e o pressiona, inclusive, pela sociedade e meios de comunicação. 

Ericson Martins

Como a ressurreição de Cristo nos afeta


"sabedores de que, havendo Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte já não tem domínio sobre ele. Pois, quanto a ter morrido, de uma vez para sempre morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus. Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus" - Romanos 6:9-11

Em Romanos 5 Paulo explorou o tema do pecado (origem e resultados), demonstrando uma aparente injustiça e conflito óbvio, ninguém aceitaria sofrer a pena do pecado de outros, mas Deus prova Seu amor "pelo fato de Cristo ter morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" (Rm 5:6-8). Esse foi o único meio pelo qual fomos perdoados e reconciliados a Deus (Rm 5:12-21). 

Conhecendo as consequências devastadoras do pecado e o triunfo da graça de Deus sobre elas, poderíamos pensar que não temos mais problema com o pecado. Mas temos, não porque o sacrifício de Cristo foi ineficaz, pelo contrário, ele é a garantia de que Deus completará a boa obra iniciada em nós, até o seu término, ainda sofremos a influência do pecado em nossa natureza rebelde, arrogante, intolerante e ingrata. Por ela, aceitamos ser atraídos pela [falsa] justiça que excede aquela que Deus exerceu em Cristo a nosso favor (1 Co 5:6-7)!

Aprendemos que a vida venceu a morte, que a graça venceu o pecado (Rm 5:20-21), mas nossa natureza pecaminosa e o desejo que deriva dela podem nos levar a racionalizar, atenuar ou mesmo justificar comportamentos reprováveis. Contra esse problema real Paulo diz: "Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, a nós os que para ele morremos?" (Rm 6:1-2). Ele destaca uma diferença fundamental que há entre a vida e a morte. Quando algo está vivo, tem o poder e a capacidade de agir e interagir, mas morto, não! Ele usa essa ilustração para explicar o significado e as implicações cristãs que recebemos no batismo com Cristo (Rm 6:3), o qual figura a morte para o pecado. Nele, nosso corpo que costumava ser dedicado ao pecado morre, ou seja, é separado dos interesses e prazeres pecaminosos para "andar em novidade de vida", justamente porque Cristo ressuscitou de dentre os mortos (Rm 6:4), assim como os que nEle creem.

O verdadeiro crente não insiste na prática do pecado, pois para ele está morto (Rm 6:11). Sua justificação agora opera em santidade (Rm 6:19). Ele não zomba da graça ou abusa da paciência de Deus, achando que tal insistência ficará impune, pois aprendeu a odiar o pecado e sabe que está sujeito à disciplina para correção (Hb 12:4-11).

Quando Cristo morreu, venceu o poder tentador do pecado. Ao ressuscitar, venceu o poder da morte e recebeu uma condição totalmente nova, uma humanidade plena de perfeição e glória. Ele é o primogênito dessa nova vida, a qual nos foi garantida e prometida, por isso devemos deixar para trás cargas herdadas de uma vida pecaminosa e sob culpas, para a liberdade e paz que advêm da fé na Sua ressurreição (Ef 2:5-6; Cl 3:1).

É evidente que a ressurreição de Cristo afeta diretamente aqueles que creem, pois esses são ressuscitados da morte espiritual, pelo batismo, a fim andarem justa e piedosamente, vida santa e santificante, resistindo ao assédio do pecado do coração e no mundo!

Ericson Martins

Sou eu!!!


“Então, lhes disse Jesus: Já vos declarei que sou eu; se é a mim, pois, que buscais, deixai ir estes” - João 18:8

No primeiro verso (Jo 18:1) lemos que Jesus atravessou o ribeiro de Cedrom, onde eram dispensados objetos impuros, como ídolos (2 Rs 23:4-6), e chegou a um local específico, no monte das Oliveiras, que os Seus discípulos conheciam muito bem (Lc 22:39), inclusive Judas (Jo 18:2).

Jesus sabia disso e resolutamente facilitou Sua prisão, e esse plano deu certo! Pois, em seguida, os soldados romanos, percorrendo o mesmo caminho, foram diretamente para lá, guiados por Judas (Jo 18:3), a fim de prendê-Lo. Nessa ocasião humilhante, hostil e tensa (tais soldados eram temidos por seu prazer na crueldade), percebemos detalhes que enriquecem nossas percepções quanto ao sentimento e ação do nosso Redentor. 

Antes de ser interpelado, Jesus adiantou e lhes perguntou quem procuravam, ao que responderam: “A Jesus, o Nazareno”. Então, corajosamente, Ele afirmou duas vezes: “sou eu” (Jo 18:5 e 8). 

Ele não fugiu para os arbustos, pelo contrário, lá estava e lá permaneceu, solitário, de pé, frente a frente com eles, proclamando “sou eu”. Ele conhecia a vontade de Deus e estava determinado a cumpri-la!

Quando os soldados investiram contra os discípulos (exceto Judas), Ele apelou: “se é a mim, pois, que buscais, deixai ir estes” (Jo 18:8). Em oração, pouco antes disso acontecer, Jesus disse: “Quando eu estava com eles, guardava-os no teu nome, que me deste, e protegi-os,…” (Jo 17:12).

Ali, no meio da provação, Jesus protegeu Suas “ovelhas” e ousou confrontar os opositores. Seu amor por elas foi mais forte! Sua proposta, antes da cruz, estava clara: Sua morte pela libertação delas. A favor disso, Ele estava disposto a sofrer nas mãos dos inimigos!

Jesus, como ovelha, foi conduzido ao matadouro sem abrir a boca (At 8:32 cf. Is 53:7), mas para proteger Seu rebanho, rugiu como um leão indomável (Ap 5:5)!

O Bom Pastor, Jesus Cristo, deu a Sua vida por nós (Jo 10:11), pecadores, para que fôssemos salvos da ignorância espiritual sobre essa verdade libertadora. Não hesitou momento algum, pelo contrário, foi e é fiel Redentor. Seus cuidados por Seu povo são sempre presentes, precisos e intocáveis. Por isso, não precisamos temer!

Se nos arrependermos dos nossos pecados e confiarmos nEle, seremos salvos, para sempre!

Ericson Martins

Fé e obras


"Porque, assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta" (Tg 2:26)

Uma das maiores tragédias da Igreja sempre foi resultado de pessoas que professam Cristo como seu Salvador, mas não vivem de acordo com Seus ensinos. O professam e são batizadas, confirmadas e recebidas como membros da Igreja, mas insistem num estilo de vida semelhante aos que não temem a Deus. Não vivem vidas puras e justas. Têm uma fé genuína? Esta é a discussão nesta passagem (v. 26).

Ela está relacionada com o exemplo de Raabe (v. 25), a prostituta que creu na promessa de Deus e acolheu os espias enviados por Josué à Jericó e os livrou dos seus inimigos (Js 2). Mas por que mencionar Raabe e não terminar o assunto com Abraão (v. 21-24), quando ele foi claramente demonstrado no exemplo de Abraão: uma fé viva prova-se nas obras. Porque ela era uma prostituta, considerada a mais baixa categoria da sociedade. O "ponto" é que até mesmo as mais "pequenas" e desprezadas pessoas que afirmam acreditar em Deus devem demonstrar sua fé em Cristo através das boas obras (obediência). De um extremo ao outro não há distinção, não importa se é hebreu (Abraão) ou gentia (Raabe), todos os que creem têm o mesmo dever viver em conformidade com a Palavra de Deus.

A razão desse argumento é ilustrada pela relação entre o corpo e o espírito. Sem o espírito, ou a "respiração" (gr. pneumatos), o corpo morre, ou seja, sem o exercício das obras, a fé é considerada morta, estéril, inútil. A verdadeira exige ações que a expõe incontestavelmente, contribui continuamente para o crescimento pessoal e, especialmente, daqueles que são membros da família de Deus.

Ela não se baseia apenas na confiança na Palavra de Deus, no meio de provações e tentações (capítulo 1), mas, também, no serviço aos seus irmãos e irmãs em Cristo (capítulo 2).

Ericson Martins

Oração na solidão


“Adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres” - Mateus 26:39

Há momentos que precisamos estar a sós na presença de Deus, orando, prostrados, revelando estritamente para Ele segredos do coração. Como Pai, Seus ouvidos estão cuidadosamente atentos às profundas aflições da alma, essa humanidade frágil, vulnerável e atormentada pelas incertezas de um futuro iminente. 

Esses momentos de resignação nos revela e reafirma o quão dependentes somos dAquele que sabe todas as coisas, então, oramos, mesmo rodeados pela solidão, fervorosamente e importunamente, entregues completamente aos planos que vão além da compreensão imediata, fixados por propósitos bem mais seguros que os nossos. 

Ali, somos envolvidos pelo consolo e fortalecidos para enfrentar a dor, fitos na ardente alegria que nos foi proposta depois dela!

Ericson Martins

Tema a Deus e guarde seus mandamentos


“De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más” - Eclesiastes 12:13-14 

Essas foram as últimas palavras de Salomão no Livro de Eclesiastes.

A tradução mais literal do verso 13 diz: “Teme a Deus e guarda seus mandamentos; porque é o todo do homem.... Salomão afirmou que o temor do Senhor e a obediência tornam as pessoas existencialmente completas, preenchem seus vazios e produzem satisfação e significado para a vida. Como alguém pode recusar a garantia de tão grandes benefícios?!

No princípio o homem via e se relacionava com Deus plenamente, tinha paz e refletia Sua glória, mas ao deixar de temer e obedecê-Lo, perdeu esse privilégio que o fazia satisfeito e completo na vida.

Depois que o pecado corrompeu a condição humana, sobre todas as experiências que o homem vive e busca nesta vida, Salomão declara que a mais importante e urgente é temer a Deus e obedecê-Lo, além desta, tudo é vaidade, desperdício de tempo, esforço sem resultados, esperança inconstante, distrações provisórias de angústias e inseguranças diante da iminente vida após a morte!

A palavra “dever”, adicionada em algumas traduções, expressa a ideia de que toda a responsabilidade e propósito do homem diante de Deus é temê-Lo e andar em conformidade com a Sua vontade. Salomão apresenta uma razão muito clara, o juízo Divino (v. 14). Esse último pensamento adverte seus leitores quanto a certeza do dia em que Deus julgará a todos, dia esse que se aproxima e estaremos diante do Supremo Juiz, com todos os resultados produzidos na história da nossa vida, quando tínhamos a instrução dos Seus “mandamentos”. Nesse dia cada ação será julgada, inclusive as que são mantidas em segredo. Será impossível esconder algo do Seu juízo.

Ericson Martins

A Forma da Água


'A Forma da Água' e a subversão do criacionismo bíblico, na ótica de Guillermo Del Toro: homem semelhante ao animal, a união sexual entre os dois (bestialidade) e a divinização da criatura (com poderes até para ressuscitar). Nada poderia representar tão bem a profundidade do paganismo, o qual detém, cada vez mais, a verdade pela mentira, na arte, entretenimento, moral e espiritualidade, para seduzir e cativar os que se encontram distraídos do testemunho ou resistentes às Escrituras, as quais são fiéis e dignas de toda aceitação (1 Timóteo 1:15)

Ericson Martins 

Progresso Para o Alvo


O apóstolo Paulo destinou a Epístola aos Filipenses quando esteve preso em Roma, com idade avançada e profundamente marcado pelas duras jornadas missionárias (2 Co 11). Quanto tudo parecia ser o fim, falou em progresso e desejou permanecer vivo pelo máximo tempo possível, para continuar investindo na edificação dos filipenses (Fl 1:25).

Seu testemunho nos encoraja a cooperar com o avanço do Evangelho no mundo, até às últimas consequências e instâncias, contemplando "o prêmio da soberana vocação em Cristo Jesus", pois não se entregava às dores, ameaças, cadeias e acomodação por um passado exitoso!



Com amor,

Ericson Martins

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