• As reflexões neste Blog se justificam por princípios bíblicos e são direcionadas para uma leitura cotidiana.
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  • Somente a Palavra de Deus, em sua autoridade e suficiência, pode guiar todo homem no caminho do verdade.

A boa notícia


O pecado corrompeu e ainda corrompe o homem em três dimensões:

1. Na sua espiritualidade ("onde estás?"). Diante da retidão de Deus ele tentou se esconder entre as árvores do Jardim, se afastando da maravilhosa comunhão (Gn 3:9-10);

2. Na sua intelectualidade ("quem te fez saber que estavas nu?"). Diante da retidão de Deus a sedução do engano na qual se envolveu foi denunciada (Gn 3:11);

3. Na sua moralidade ("Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses?", "Que é isso que fizeste?"). Diante da retidão de Deus sua deslealdade e desobediência foram expostas para a sua própria e permanente vergonha (Gn 3:11-13).

Assim, o homem foi condenado em todo o seu ser, a viver eterna e profundamente no sofrimento que o pecado resultou, sabendo que o pior ainda está por vir.

A boa notícia, entretanto, é que Deus, por amor, enviou o Seu único Filho para assumir tudo isso no lugar do homem, a fim de libertá-lo e lhe dar a garantia de, novamente, desfrutar da mais íntima e segura comunhão com Ele.

Para isso, é necessário reconhecer em si a corrupção do pecado e se arrepender do pecado, confiando que a expiação de Jesus na cruz foi suficiente para a justificação de todo o que nEle crê. Ele é o único meio pelo qual o homem pode ser redimido da condenação eterna.

Jesus disse: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (Jo 14:6).

O apóstolo Paulo disse: "Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo" (Rm 10:9).

Agora mesmo, fale com Deus, peça perdão dos seus pecados e confesse Jesus como Senhor da sua vida, pois Ele venceu a morte para que nEle você tenha a vida eterna!

Com amor, 

Ericson Martins

Lembremos deles!

“Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos pregaram a palavra de Deus; e, considerando atentamente o fim da sua vida, imitai a fé que tiveram” - Hebreus 13:7

Nesta passagem o autor de Hebreus deu pelo menos dois conselhos aos verdadeiros seguidores de Jesus Cristo.

Ele introduz a necessidade de se lembrarem dos guias. Notemos que a ênfase foi dada à “pessoa” (guias), distinguindo-a por sua função (pregaram a palavra de Deus). A palavra “guia” neste texto é a tradução da palavra grega hegeomai, que simplesmente significa “aquele que vai à frente” (Strong’s Greek), se referindo aos que ensinaram a Palavra de Deus ao povo. Não é possível afirmar sobre quais guias ele se referiu, se aos patriarcas, antigos profetas ou apóstolos, mas sim, que foram pregadores fiéis, cujo estilo de vida foi reconhecidamente digno.

Por causa do nobre serviço que esses “guias” desempenharam, os membros da Igreja deveriam: 

1. Imitar a fé que tiveram.

A palavra “fé” nesta passagem se refere não somente à “confiança” em Cristo que tiveram, mas sua perseverança nela. O autor recomenda que nos assemelhemos aos fiéis pregadores da Palavra, imitando sua fé e seguindo firmes contra as ciladas e perseguições que a desafiam constantemente, nos esforçando para crescer com seus ensinamentos e testemunhos piedosos, apesar de serem falíveis e tão vulneráveis aos pecados quanto qualquer um.

2. Considerar atentamente o fim da sua vida.

Essa atenção dos verdadeiros crentes deveria considerar o fim das suas vidas. Me lembro, neste momento, de uma definição antiga ouvida quando mais novo na fé, sobre “tradicionalismo e tradição” na Igreja. Aprendi que a “tradição é a fé viva dos que já morreram enquanto o tradicionalismo é a fé morta dos que estão vivos”. Os guias mencionados em Hebreus 13:7 estavam mortos, contudo, suas vidas legaram uma fé viva para Deus, acompanhada por obras que a testificaram, mesmo diante da morte! Não titubearam frente às pressões, chantagens ou prejuízos humanos por causa da certeza da fé que possuíram e anunciaram. O “fim” ou resultado do modo de vida deles deveria ser considerado “atentamente.” Já tive amigos, líderes na Igreja, que professavam a fé em Cristo e hoje escarnecem dela, ou simplesmente vivem como se nunca houvessem ouvido sobre ela, sem temor e afastados da comunhão cristã. Que grande tragédia, que grande tristeza! Olhando para eles só conseguimos absolver desinteresse pelo Evangelho e por seu fiel testemunho público, desânimo nas boas obras, dentre outros fracassos espirituais. Entretanto, observando o bom exemplo de homens consagrados a Deus e verdadeiramente comprometidos com a sã doutrina, tanto dos que já foram quanto dos que entre nós labutam, mesmo quando divergem sobre questões secundárias à salvação, resulta numa vida abençoada e frutífera para Deus. Esses “guias” jamais deveriam ser esquecidos, mas carregados em nossas memórias e palavras com sincero cuidado, profundo respeito e submissão voluntária, como já foi dito, por causa da Palavra de Deus.

Tanto o pastor “velho” quanto o jovem que diante dele demonstra maior persuasão bíblica, jamais deveriam ser difamados, desrespeitados ou tratados acintosamente, por causa da Palavra de Deus que os chamou à Cristo e que agora testemunham, tendo suas vidas consagradas para o bem da Igreja.

Sem zelo pelo os que ensinam, apesar de não conseguirem unanimidade dos que os ouvem, a unidade não se sustenta e os prejuízos passam a ser revelados em todos, conforme lemos em Hebreus 13:17:

“Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros”

Que Deus abençoe, assim, todos os membros da Igreja Presbiteriana do Brasil!

Ericson Martins

Lançamento de livro


INTRODUÇÃO ÀS EPÍSTOLAS PAULINAS 
[ CONTEXTO E TEOLOGIA ]


Ericson Martins


As treze Epístolas de Paulo, presentes no Novo Testamento, foram registradas para alertar, corrigir e confortar os cristãos, promovendo o fortalecimento da fé na Pessoa e obra de Jesus Cristo.

Nesta obra, o leitor tem a oportunidade de conhecer as circunstâncias históricas de cada uma, além dos temas teológicos principais, como Lei e Graça, Justificação e Santificação, Corpo de Cristo, Oração, Últimas Coisas e Missões.

Para cada capítulo há um questionário que poderá ser respondido, para revisão dos assuntos e fixação do aprendizado.

Tudo foi preparado com muito cuidado e qualidade, a fim de servir eficazmente a premente necessidade de maturidade cristã, fundamentada na Palavra de Deus!

Material muito indicado para professores de Escola Bíblica Dominical.

Você encontra este material na Livraria APAB, na Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia, fone (62) 3921-1179, em horário comercial, entre segunda e sexta-feira.

Sou indigno


“Então, Jó respondeu ao Senhor e disse: Sou indigno; que te responderia eu? Ponho a mão na minha boca. Uma vez falei e não replicarei, aliás, duas vezes, porém não prosseguirei” - 40:3-5

1. “Sou indigno; que te responderia eu? Ponho a mão na minha boca”
Reconheceu a sua indignidade diante de Deus. Apesar do testemunho de ser um homem íntegro e reto, ele não tinha qualquer direito de questionar os Seus caminhos. Por isso, decidiu se calar, parar de questionar a sabedoria de Deus.

2. “Uma vez falei e não replicarei, aliás, duas vezes, porém não prosseguirei”
Jó prometeu não dizer mais nada. Ele havia sido silenciado e humilhado e sabia que qualquer outra coisa que dissesse só mostraria mais ignorância e mais irreverência para com Deus. Portanto, percebeu que era momento de parar, se quebrantar, se render aos pensamentos mais elevados e a sabedoria mais profunda que não poderia alcançar.

Assista esta mensagem e acompanhe o esboço acima:



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Honra teu pai e tua mãe


“Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá” - Êxodo 20:12

1. Quais são as razões para honrar os pais?
- Este é um claro mandamento do Senhor para o Seu povo.
- Se os pais não forem honrados, se tornam pares adultos dos seus filhos.
- São autoridade moral acima de nós
- Nos protege do totalitarismo
- Os pais são únicos e, por isso, devem ser tratados de forma única

2. Quem deve obedecer este mandamento? 
Todos nós! Cada um teve ou tem um pai, uma mãe ou responsável! Deus nos ordenou honrá-los

3. Quais promessas estão associadas a este mandamento?
Paz com Deus, prosperidade e longevidade

4. Qual decisão exigida por este mandamento? 
Obediência!

5. Quais implicações este mandamento possui?
- Honrar implica obedecer e respeitar nossos pais: 
- Honrar implica ouvir e atender os conselhos dos pais: 
- Honrar implica tratar com muito cuidado quando são idosos: 
- Honrar implica gratificá-los com bom testemunho: 
- Honrar implica aceitar a verdadeira fé dos pais e perseverar nela: 
- Honrar implica em falar com idosos e pais com grande cuidado: 

Assista esta mensagem e acompanhe o esboço acima:




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Peçamos


Orar é uma das práticas que aprendemos desde cedo na vida cristã. Aprendemos que Deus é o centro quando o adoramos, agradecemos ou louvamos (elogiamos). Aprendemos, também, a expor nossas necessidades pedindo soluções emergentes e confessando pecados, bem como a favor dos outros. Nesse sentido, todos devem orar "sem cessar" (1 Ts 5:17) porque a Bíblia ordena (Cl 4:2); porque dependemos de Deus (Tg 4:2); porque a resposta das nossas orações irrefutavelmente desmente os argumentos céticos dos ímpios (Êx 32:9-14), como foi o caso de Elias no Monte Carmelo (1 Rs 18); e, dentre outras razões, porque Jesus nos deu exemplo a seguir (Mt 6:9-13, 14:23).

Assuero, o rei da Pérsia, perguntou três vezes a sua esposa judia (Ester): "...qual é a tua petição?" (Et 5:3, 7:2, 9:12). Trinta anos depois, Artaxerxes I, outro rei da Pérsia, declarou ao seu copeiro judeu (Neemias): "Que me pedes agora?" (Ne 2:4). Quase cinco séculos depois, lá pelo ano 30 d.C., Herodes Antipas prometeu a Salomé, filha de Herodias: "Pede-me o que quiseres, e eu to darei" (Mc 6:22). Tanto Assuero como Herodes chegaram a declarar que dariam, se necessário, até a metade de seus reinos (Et 5:3; Mc 6:23). Todos os três: Ester, Neemias e Salomé, fizeram pedidos precisos. Ester obteve o livramento dos judeus, Neemias licença para reconstruir os muros de Jerusalém e Salomé a cabeça de João Batista. 

Essa prontidão para atender pedidos não se limita aos reis deste mundo. Deus, muito mais que eles, ouve a oração (1 Rs 9:3) daqueles que se dirigem a Ele (2 Cr 7:14). Lembremos de Salomão, quando o Senhor lhe apareceu, em Gibeão, por meio de um sonho, dizendo: "Pede-me o que queres que eu te dê" (1 Rs 3:5). Salomão pediu sabedoria e obteve sabedoria para governar o povo com justiça. Na declaração das bem-aventuranças, Jesus se dirigiu aos discípulos: "Pedi, e dar-se-vos-á... Pois todo o que pede recebe" (Mt 7:7-8). E insistiu: "Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei" (Jo 14:14). Tiago foi franco e direto: "Nada tendes, porque não pedis; pedis e não recebeis, porque pedis mal" (Tg 4:1-4).

Há milhares de pessoas sofrendo a perda de entes queridos pela brutalidade dos maus ou pelas tragédias e desastres naturais. Muitas, marginalizadas, já perderam o senso de justiça pelas injustiças praticadas contra elas. Além da escravidão pelo pecado, todas essas são realidades bem próximas a nós. Temos muitos motivos para clamarmos a Deus por salvação, perdão, misericórdia e consolo. Só Ele pode nos socorrer e graciosamente nos dar paz.

Ao orarmos, peçamos com fé. Peçamos pelos motivos que a vontade de Deus garante. Peçamos sabedoria nas tribulações, por necessidades urgentes, pais, cônjuges e filhos, nossa igreja, missionários, enfermos, desabrigados, desempregados, políticos, professores, patrões e empregados, vizinhos... Peçamos!

Ericson Martins

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Introdução às Epístolas Paulinas - Contexto e Teologia


INTRODUÇÃO ÀS EPÍSTOLAS PAULINAS
[ CONTEXTO E TEOLOGIA ]

Ericson Martins


ESTA OBRA ATENDE O ANSEIO DE EDUCADORES CRISTÃOS, INTERESSADOS POR UM FIRME CONTEÚDO TEOLÓGICO, DIDÁTICO E PRÁTICO.

As treze Epístolas de Paulo, presentes no Novo Testamento, foram registradas para alertar, corrigir e confortar os cristãos, promovendo o fortalecimento da fé na Pessoa e obra de Jesus Cristo.

Nesse mesmo sentido, oferecemos ao leitor oportunidade de conhecer as circunstâncias históricas que envolveram as Epístolas Paulinas, além dos temas teológicos principais, como Lei e Graça, Justificação e Santificação, Corpo de Cristo, Oração, Últimas Coisas e Missões.

Para cada capítulo há um questionário que poderá ser respondido, para revisão dos assuntos e fixação do aprendizado.

Tudo foi preparado com muito cuidado e qualidade, a fim de servir eficazmente a premente necessidade de maturidade cristã, fundamentada na Palavra de Deus!


Material muito indicado para professores de Escola Bíblica Dominical.


Para fazer seu pedido, entre em contato com a Editora e Livraria APAB, (62) 3921-1179, em horário comercial, entre segunda e terça-feira.



SUMÁRIO:


Introdução
Quem Foi o Apóstolo Paulo
Aspectos Gerais das Epístolas Paulinas

Primeira Parte: Contexto Geral

3. Romanos
4. 1 e 2 Coríntios
5. Gálatas
6. Efésios
7. Filipenses
8. Colossenses
9. 1 e 2 Tessalonicenses
10. 1 Timóteo
11. 2 Timóteo
12. Tito
13. Filemom

Segunda Parte: Teologia

14. Temas Centrais na Teologia Paulina
15. Teologia da Lei e Graça
16. Teologia da Justificação e Santificação
17. Teologia do Corpo de Cristo
18. Teologia da Oração
19. Teologia das Últimas Coisas
20. Teologia das Missões

Considerações Finais
Referências
Lista de Abreviações
Mapas

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Revisão da Língua Portuguesa
Renatha Rodrigues Salomão

Design gráfico
César França de Oliveira

Impressão e acabamento
Gráfica Kelps


ISBN: 978-85-916464-6-3
CDU: 27-248.4

Para o nosso bem e dos nossos filhos


“Nada acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do Senhor, vosso Deus, que eu vos mando” - Deuteronômio 4:2

As Escrituras são suficientes para a nossa salvação e santificação, portanto, irretocáveis. Nada deve ser acrescentado ou diminuído nelas, se quisermos entendê-las com fidelidade, a fim de andarmos em conformidade com as instruções, por elas reveladas, e termos participação nas bênçãos de Deus, nesses tempos de tamanha exaltação da promiscuidade sexual e idolatria.

Nessa passagem (Dt 4:2) o povo de Deus foi advertido contra os pecados cometidos anteriormente com Baal-Peor (deus moabita da fertilidade) e as consequências da desobediência que sofreram (Dt 4:3). 

Durante a peregrinação, enquanto acampados às margens do Rio Jordão, em Sitim (frente à Cidade de Jericó), muitos homens se prostituíram com as mulheres moabitas e acabaram seduzidos por elas a se envolverem com a idolatria que praticavam à Baal-Peor (Nm 25:1–9). Aquela imoralidade sexual e depravada idolatria, em flagrante rebeldia e desonra aos mandamentos de Deus, resultou num terrível castigo pela justa ira do próprio Deus (Dt 4:3-5). Por causa da desobediência, mais de vinte e quatro mil israelitas morreram (Dt 4:6-9). Foi nessa rebelião em particular que os últimos da primeira geração morreram, por causa dos seus pecados e do inevitável julgamento de Deus contra eles.

Contudo, aqueles que se apegaram aos mandamentos do Senhor (Dt 7:1-6) viveram e escaparam de tão rigoroso juízo. Eles estavam todos lá, ouvindo este sermão pregado por Moisés: “Agora, pois, ó Israel, ouve os estatutos e os juízos que eu vos ensino, para os cumprirdes, para que vivais, e entreis, e possuais a terra que o Senhor, Deus de vossos pais, vos dá” (Dt 4:1). O ponto central dessa advertência se relaciona ao dever (Dt 4:2) que todo cristão verdadeiro tem de preservar a Palavra de Deus, a fim de entendê-la e aplicá-la corretamente, obedecendo exatamente o que Ele ordenou. Ele deve fugir da imoralidade sexual e de qualquer prática religiosa que não considera unicamente Deus e o Seu Filho nas orações e na adoração. Ele nunca deve seguir os passos daqueles que desprezam tão claros mandamentos, que praticam e subestimam imoralidades sexuais, corrompendo a sagrada instituição do matrimônio, em desonra dos propósitos Divinos que os criou. Ele conhece e teme os resultados da desobediência, pois sabe que Deus é justo e santíssimo.

Assim, Moisés concluiu seu sermão: “Por isso, hoje, saberás e refletirás no teu coração que só o Senhor é Deus em cima no céu e embaixo na terra; nenhum outro há. Guarda, pois, os seus estatutos e os seus mandamentos que te ordeno hoje, para que te vá bem a ti e a teus filhos depois de ti e para que prolongues os dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá para todo o sempre” (Dt 4:29-30).


Ericson Martins

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Sacerdócio universal dos crentes



Mateus 16:13-20:

13 Indo Jesus para os lados de Cesaréia de Filipe, perguntou a seus discípulos: Quem diz o povo ser o Filho do Homem?

14 E eles responderam: Uns dizem: João Batista; outros: Elias; e outros: Jeremias ou algum dos profetas.

15 Mas vós, continuou ele, quem dizeis que eu sou?

16 Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.

17 Então, Jesus lhe afirmou: Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus.

18 Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra n edificarei a minha igreja, o e as portas do inferno p não prevalecerão contra ela.

19 Dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares na terra terá sido ligado nos céus; e o que desligares na terra terá sido desligado nos céus.

20 Então, advertiu os discípulos de que a ninguém dissessem ser ele o Cristo.

Ericson Martins

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Sabedoria entre conselhos


“O caminho do insensato aos seus próprios olhos parece reto, mas o sábio dá ouvidos aos conselhos” - Provérbios 12:15

Salomão, considerado um dos homens mais sábios do Antigo Testamento, considerava temer a Deus como princípio da sabedoria, ouvindo conselhos, jamais desprezando o ensino (Pv 1:7). Ele insistiu que aquele que abandona a repreensão “anda errado” (Pv 10:17).

Muitas razões justificam a necessidade de se ouvir conselhos, dentre os mais importantes destacamos pelos menos três:

a) Ninguém tem conhecimento sobre tudo, muito menos das intenções dos outros;

b) Ninguém pode se prevenir totalmente dos resultados que palavras e condutas provocam no futuro;

c) Ninguém é capaz de cuidar de si só.

Em Provérbios 12:15 Salomão revela o contraste entre o insensato e o sábio. O insensato é presunçoso, pensa que está sempre certo em seus caminhos, por isso despreza conselhos e os outros, seguindo a obstinação dos seus impulsos. Assim, ele engana a si mesmo. Já o sábio, pelo contrário, é humilde, não ousa pensar que pode cuidar de si e de outros só, muito menos que é suficientemente capaz para discernir todas as necessidades. Ele reconhece a necessidade de ser corrigido e está sempre aberto para ouvir conselhos que podem aperfeiçoar suas percepções e condições. Não perde seu foco, se aborrecendo por qualquer insulto. Em vez de liberar rapidamente sua ira sobre os que o ofende, sua resposta afronta a malícia com perdão e paz. Ele controla as emoções e sela seus lábios nos momentos certos (Pv 12:16).

Ai do arrogante que pensa saber tudo, mas feliz o que procura conselhos de uma, duas, três... pessoas. Esse percebe que sua própria perspectiva pode ser tendenciosa e que grandes riscos se escondem ao ver as coisas de uma única maneira. Por esta razão, valoriza a percepção dos outros, especialmente de pessoas piedosas, comprometidas com a Palavra de Deus.

Enquanto o insensato exalta sua retórica e egocentrismo, percorrendo, enganado, caminhos que lhe parece reto, o sábio anda firmemente naqueles que, seguramente, lhe garantem satisfações reais, pois conta com bons conselhos e explora as melhores oportunidades para exaltar o testemunho do Senhor em sua vida!

Ericson Martins

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Livros na Amazon!!!


Agora você poderá adquirir meus livros no site da Amazon (www.amazon.com.br), em formato digital. Acesse e pesquise pelos títulos desejados:

1. Casamento - Princípios da Vida a Dois

2. Discipulado Bíblico, Volume 1

3. Discipulado Bíblico, Volume 2

4. Discipulado Bíblico, Volume 3

5. Sabedoria no Lar

6. Reflexões Bíblicas, Volume 1

7. Reflexões Bíblicas, Volume 2

Espero que sejam úteis para a edificação da Igreja, para a glória de Deus!!!


Ericson Martins

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Mudanças são inevitáveis e necessárias


Todos nós precisamos de mudanças. Geralmente elas estimulam o progresso pessoal e revigoram a espiritualidade, quando orientadas e realizadas de modo bíblico. Se não todos, quase todos anseiam por elas. Boas ou ruins, são sempre resultado de escolhas pessoais ou de outros. Portanto, é claro, são inevitáveis. Cedo ou tarde teremos que lidar com mudanças, quer na vida pessoal ou na vida dos que estão a nossa volta, fortalecendo áreas enfraquecidas, corrigindo faltas ou apenas nos prevenindo delas.

Por exemplo, no âmbito profissional, quem não muda, se atualizando, corre grande risco de perder inesperadamente o emprego, por falta desse interesse e por falta de percepção do quanto as pessoas são negativamente afetadas por seu desânimo, medo e acomodação. O mesmo ocorre quanto aos estudos, negócios financeiros e outras legítimas ambições pessoais. Também, quanto a igrejas que se inclinam a um tradicionalismo exagerado, rotinas viciadas, falta de propósitos missionários claros e o pior, quando insistem em manter tudo como sempre foi, apenas evitando a dor e o trabalho que as mudanças necessárias exigem. Igualmente, famílias são submetidas a fortes crises quando um cônjuge, irmão ou irmã, evita mudar, insistindo a permanecer como está, ignorando faltas no relacionamento e preservando decisões erradas, agindo como sempre agiu.

Mudanças são necessárias, sobretudo, quando o pecado é a causa da perda de comunhão com Deus e com a Igreja. Quando, seduzidos por ele, negligenciamos a vida de oração, leitura bíblica, serviço cristão e o amor pelos membros da família. Quando por causa dele já não percebemos quanta alegria e progresso perdemos enquanto evitamos mudanças.

Em Deuteronômio 1:6 a 8 lemos: “O Senhor, nosso Deus, nos falou em Horebe, dizendo: Tempo bastante haveis estado neste monte. Voltai-vos e parti [...]; entrai e possuí a terra que o Senhor, com juramento, deu a vossos pais, Abraão, Isaque e Jacó, a eles e à sua descendência depois deles.” Essas foram as primeiras palavras de Deus, através de Moisés, ao povo que se encontrava acampado ao pé do Monte Sinai, na região de Horebe (Êx 17:6, 19:1-2), logo após a saída do Egito. Foi necessário que aguardasse ali, enquanto Deus falava com Moisés. Quando esse propósito foi cumprido, Moisés se dirigiu ao povo e transmitiu a ordem para seguir em frente e possuir a terra prometida (Dt 1:7). 

A sintaxe hebraica enfatiza “o Senhor, nosso Deus”, lembrando a relação pactual de Deus com Israel e a garantia dos privilégios que ela favorecia. Mas, também, as responsabilidades requeridas do povo (“Voltai-vos e parti [...]; entrai e possuí”). Deus prometeu livrar o povo da escravidão do Egito, sustentá-lo durante a peregrinação e fazê-lo possuir uma terra boa para se viver, onde só havia deserto. O povo não poderia parar e se manter acampado pelo caminho, mas avançar na direção que havia recebido. As mudanças de um lugar a outro, entre desmontar e estender acampamentos, entre noites e dias, entre o frio e calor, eram parte de um quadro maior, de um plano excelente que só poderia ser contemplado pela confiança no Senhor, nosso Deus. Se manter ao pé do monte seria o princípio de uma vida no deserto, quando Deus havia planejado uma vida em terra fértil.

Por isso, mudanças são inevitáveis e necessárias!

Ericson Martins

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Quem é teu servo?


“Então, lhe disse Davi: Não temas, porque usarei de bondade para contigo, por amor de Jônatas, teu pai, e te restituirei todas as terras de Saul, teu pai, e tu comerás pão sempre à minha mesa. Então, se inclinou e disse: Quem é teu servo, para teres olhado para um cão morto tal como eu?” - 2 Samuel 9:7–8

Se Mefibosete se sentiu tão humilhado pela bondade de Davi, como nos sentimos diante da bondade de Deus? Quanto mais bondade reconhecemos estar recebendo da parte do Senhor, menos orgulhosos e egocêntricos nos tornamos, pois ela, como a luz, revela nossa própria miséria e demérito.

Portanto, sejamos sempre agradecidos a Deus, em razão de toda sorte de bênçãos espirituais dispensada por meio de Cristo, pelo Espírito. Por tantos benefícios doados, mesmo quando não os percebemos em meio às rotinas diárias. 

Nunca reclamemos ou murmuremos, como se tivéssemos algum direito, como se Deus fosse inadimplente; pelo contrário, nos humilhemos diante de quem Ele é e tem feito a favor do nosso bem. Confiemos que Ele restaurará por completo, no tempo devido, a nossa dignidade, pois a perdemos para o pecado, e sejamos sempre agradecidos!

Ericson Martins

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Clamas a Mim? Marchem!


"Moisés, porém, respondeu ao povo: Não temais; aquietai-vos e vede o livramento do Senhor que, hoje, vos fará; porque os egípcios, que hoje vedes, nunca mais os tornareis a ver. O Senhor pelejará por vós, e vós vos calareis. Disse o Senhor a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem" (Êx 14:13-15)

Nesse texto aprendemos a discernir momentos de pararmos, mas também de avançarmos, quando Deus nos mostra o caminho a seguir, mesmo contra todos os indícios aparentes de que devemos nos acomodar, nos omitir e esperar que as coisas piorem.

Assista a mensagem abaixo (36 minutos):


Ericson Martins

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Eles não são deuses!


“Acaso, fará o homem para si deuses que, de fato, 
não são deuses?” - Jeremias 16:20

Um dos pecados que mais assediou Israel foi o da idolatria. O mundo inteiro festejava seus ídolos e Israel foi o único povo chamado a adorar a um Deus que o olho não via, a mão não tocava e ninguém poderia carregar sobre seus ombros. Não foram poucas as vezes que Deus teve que adverti-lo a abandonar os ídolos e a não confiar neles.

Ídolos nada são além da representação visível de tormentos espirituais e da loucura humana. 

O pecado afastou o homem da plena comunhão com Deus. Agora, incapaz de ir até Ele, tenta fazer que Ele venha, como se pudesse reproduzir com as mãos o Deus Criador e único digno de adoração, reduzindo-o a imagens para serem adoradas (veneradas), confiando que são capazes de ouvir, ver e socorrer suas ansiedades e desesperos da alma.

Eles não são deuses, são objetos da nossa tolice, fornecem esperanças temporais, respostas duvidosas, consolos superficiais, confundem a realidade, cercam-se de perigos espirituais, distraem o tempo e jamais oferecem soluções seguras para problemas reais!

A idolatria é uma ofensa ao Deus verdadeiro e uma loucura ao homem que se curva para imagens de escultura, pessoas e fazem da busca pelo prazer e do dinheiro um fim em si mesma, como se por essas coisas tivesse sido criado, deles recebesse bênçãos e para eles, portanto, fosse digna a oferta da honra. A idolatria configura a mais profunda pobreza espiritual e rebeldia dos que recusam crer, buscar e adorar ao único que é verdadeiro Deus e Criador, o qual não se assemelha a nenhuma criatura.

Que o Senhor nos purifique e nos livre desta grave iniquidade!

Ericson Martins

Devemos seguir nossa consciência?


Certamente, em algum momento da nossa vida, diante de fatos que nos pressionam, perguntamos se devemos seguir ou não nossa consciência. Isso ocorre porque nem sempre nos sentimos seguros para cuidar, sozinhos, da nossa própria vida e dos outros. Antes de tentar responder essa questão, precisamos fazer algumas considerações importantes:

- A consciência é uma intuição moral que o próprio Deus atribuiu ao homem, na sua criação. Como função da mente, ela nos oferece a capacidade mínima de discernimento quanto a melhor decisão e caminho que devemos escolher (Jo 8:9). Essa percepção inata faz, de cada um de nós, responsável e indesculpável diante de Deus (Rm 2:14-16; 1 Jo 3:20);

- O pecado corrompeu todo homem, mas também o homem todo. Isso significa que a nossa consciência não pode corresponder perfeitamente com a lei moral de Deus, por isso, é tendenciosa ao mal e ao engano (Jr 17:9; Tt 1:15). Não são poucas as vezes que acreditamos ter decidido e escolhido o caminho certo, mas depois descobrimos que estávamos enganados por nós mesmos.

- Sabedores que Deus nos deu a consciência, para nos guiar na vida moral, e que estamos corrompidos pelo pecado, sendo incapazes de discernir perfeitamente a Sua vontade, temos que admitir que, apesar das impurezas e enganos, ela é alvo da redenção em Cristo, o qual a resgata para servir os propósitos dAquele que a criou (2 Co 10:4-6; Hb 10:16; 1 Pd 3:15-16). 

Sim, devemos seguir a nossa consciência, certificando-nos antes que ela esteja instruída pelos pensamentos de Deus e não meramente pelos nossos. Como nos certificar disso?

1. Ela deve ser disciplinada, educada, pela verdade de Deus, através do testemunho seguro e suficiente das Escrituras (1 Jo 3:21-24). Por causa dos danos que a mentira causou à consciência, sua restauração agora depende da verdade. Sem apego sério às Escrituras não será capaz de conceber claramente a vontade de Deus em decisões e escolhas coerentes com o bem e a pureza na vida. Nesse sentido, Pedro e demais apóstolos, quando acuados por seus acusadores, não se intimidaram e afirmaram: Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens (At 5:29). Quando apreendidos pela verdade de Deus, temos ousadia para decidir e agir, pois aprendemos a confiar mais em Deus e nos resultados da obediência que Ele requer, que nas chantagens emocionais ou prejuízos com os quais os homens nos ameaçam.

2. Ela deve estar sujeita a Cristo, tal temor oprime a má e liberta a boa consciência (2 Co 1:12). Antes da sua conversão a Cristo, Paulo seguiu sua consciência ao perseguir a Igreja. Contudo, depois da sua conversão, diante do governador romano, ao se defender, bem como os demais cristãos e a doutrina da ressurreição, disse: Por isso, também me esforço por ter sempre consciência pura diante de Deus e dos homens (At 24:16 cf Tt 1:5 e 19). Paulo aprendeu a viver de consciência pura por pregar e proceder de acordo com sua nova consciência, despertada pelo Espírito Santo que o convenceu a abandonar uma vida de más ações por boas intenções, a favor de uma vida de boas ações por boas intenções. Ora, o pecado, os enganos, as percepções frustradas não são desculpas justas, quando somos chamados ao arrependimento, à conformidade com justiça de Deus (Hb 9:14)!

Em Tiago 4:17 lemos que a partir do momento que temos conhecimento do bem, nos tornamos responsáveis por ele: “Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando.” De acordo com o contexto, o “bem” não é resultado de uma livre percepção, mas da certeza quanto a vontade e governo de Deus, e do nosso dever de obedecê-Lo. Quando temos essa consciência, sim, devemos segui-la!

Ericson Martins