Nesta última semana (06/05/2026), uma missionária da Igreja Assembleia de Deus, Helena Raquel, aproveitou a oportunidade de sua palestra em um congresso, em Santa Catarina, para denunciar a postura de omissão de muitas igrejas diante da violência doméstica.
O que, a princípio, parecia uma denúncia justa acabou ganhando grande repercussão na imprensa e provocando debates nas redes sociais, com manifestações de apoio às suas declarações e outras criticando supostas influências feministas em seu discurso.
Contudo, é sabido que a violência doméstica, tanto física quanto emocional, infelizmente é uma realidade em nossa sociedade, tão antiga quanto atual. Denunciá-la é sempre necessário. O ensino bíblico sobre amor e perdão jamais serviu de fundamento para tolerar violência, muito menos para transformar a igreja em refúgio de perversidades escondidas atrás de falsas reputações ilibadas.
Se abusos sexuais ou outras agressões ocorrerem, inclusive por parte de líderes religiosos, a vítima deve, sim, denunciar sem temor, protegendo-se do agravamento da violência, preservando sua dignidade humana e combatendo a impunidade.
Como cristãos, é nosso dever orar, perdoar e exercer paciência com aqueles que nos ofendem. Ao mesmo tempo, porém, também devemos tomar medidas para que pecadores contumazes não encontrem nisso ocasião para escarnecer de Cristo em nós.
Rev. Ericson Martins
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