Em Provérbios 16:18, lemos: “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda.”
Essa verdade é tão absoluta que se manifestou na história de diversos personagens bíblicos, como o rei Saul (1 Sm 15:23) e o filisteu Golias. Este último, ao ver Davi, “o desprezou, porquanto era moço, ruivo e de boa aparência” e porque não possuía armas adequadas para enfrentá-lo (1 Sm 17:42-43).
Golias, tomado por um falso senso de superioridade e controle, não apenas subestimou Davi, mas, de forma ainda mais grave, subestimou o próprio Deus de Israel, a quem Davi representava na batalha. Por isso, Davi declarou:
“Tu vens contra mim com espada, com lança e com escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado” (1 Sm 17:45).
A soberba de Golias se revelou em sua confiança na própria força e no desprezo por Deus e por seu povo. Assim, sua derrota começou antes mesmo de sua queda física.
O gigante foi vencido antes de cair no campo de batalha, pois sua arrogância já havia decretado sua ruína. Sua morte, seguida pela decapitação com a própria espada (1 Sm 17:50-51), apenas confirmou a verdade anunciada em Provérbios: “a soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda.”
Davi, por outro lado, embora jovem e militarmente inferior diante de um guerreiro experiente e bem armado, não confiou apenas em sua coragem ou indignação. Ele se entregou a Deus e enfrentou o desafio com fé, reconhecendo que a vitória não dependia de sua própria força, mas do Senhor. Por essa razão, uma simples pedra foi suficiente para fazer ecoar, por gerações, a verdade de que:
“Melhor é ser humilde de espírito com os humildes do que repartir o despojo com os soberbos. O que atenta para o ensino acha o bem, e o que confia no Senhor, esse é feliz” (Pv 16:19-20).
Rev. Ericson Martins
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