Propaganda política na Igreja


As eleições se aproximam e das igrejas candidatos em busca de votos.

Este é um tempo de examinarmos cada um, em vários aspectos, inclusive quanto a competência para funções nos fóruns legislativo e executivo. Também, de estabelecermos limites entre os interesses da santa religião e da política. Eles são legítimos e necessários, mas confundir cultos de adoração a Deus com o processo eleitoral seria um grave equívoco se permitido em nossas igrejas. Vale lembrar que o Artigo 37 do Código Eleitoral proíbe que os candidatos façam propagandas políticas em "templos", sob pena de multa que varia entre R$ 2.000 a R$ 8.000 (§ 1º).

Os candidatos merecem a nossa criteriosa atenção e consideração, se preenchem as exigências mínimas para o serviço público, com integridade. Creio que existem excelentes candidatos qualificados, mas isto não significa que devemos trazê-los para os cultos com a intenção de apresentá-los com destaque de outros visitantes, dar oportunidade para que se apresentem publicamente e indicados como candidatos da igreja local em questão, constranger os membros a votarem nesse ou naquele candidato, fixar cartazes nos murais ou distribuir propagandas dentro dos boletins semanais.

Que cada um exerça o seu dever de cidadão, escolhendo, de acordo com a melhor pesquisa e consciência, o candidato que pretende apoiar, mas preservando o propósito principal da Igreja, que é se reunir para prestar culto somente a Deus, crescer no conhecimento das Escrituras e manter comunhão de fé, uns com os outros.

O púlpito jamais deve ser usado para outros fins que não seja a exposição das Escrituras.

Ericson Martins

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