A condenação eterna


Aqui está um assunto que muitos evitam. Falar sobre a vida eterna com Deus e dos seus benefícios parece ser mais encorajador do que sobre a condenação eterna, reservada para os que recusam crer no testemunho bíblico de Cristo. No entanto, esperamos ser encorajados a permanecermos firmes nesta fé, sabendo que somente Ele nos livra da terrível, plena e permanente condenação que se aproxima.

Ressaltamos que Deus é absolutamente santo e, por não tolerar o pecado pune os que vivem na sua prática. Seria imprudente obscurecermos esta verdade nas Escrituras por nosso frágil e contaminado senso de justiça. Há três questões que precisamos entender sobre a condenação eterna:

1. A realidade. É certo que alguns tentam negar a realidade dessa futura condenação, argumentando a favor da virtude de que Deus, sendo amoroso, nunca condenaria pessoas para um eterno tormento. Mas tal tentativa revela má compreensão teológica, pois Ele não deixa impunes aqueles que lhe desafiam com o pecado da desobediência. O amor e a justiça estão unidos na mesma Pessoa, salvando os crentes e condenando os incrédulos (Mt 3:11-12, 25:46; 2 Pd 2:9). Deus é amor (1 Jo 4:8), mas o amor não é Deus. Ele pune os pecadores e assim revela sua retidão (2 Ts 1:6-10). Ao negar a realidade dessa condenação nega-se que Ele seja santo e justo.

2. O estado. As Escrituras, indubitavelmente, não apenas admitem a realidade dessa condenação, como também a descreve como um estado da existência humana, sob profundas e intermináveis angústias (“ranger de dentes”, Mt 25:30). Também, como banimento da presença de Deus (Mt 25:41), onde há densas trevas (Mt 25:30). A ideia transmitida por esta fria realidade tenebrosa, não é meramente de um lugar sem luz, mas de tristeza, de melancolia, de horrível opressão (2 Pd 2:17; Jd 13), semelhante a um confinamento. Não há qualquer sinal de bondade, de amor, de prazer ou de alegria, pois não existe qualquer relação com a fonte Divina.

3. O lugar. Também, elas indicam o lugar para onde os incrédulos serão destinados a sofrer os eternos flagelos da ira de Deus. A descrição mais conhecida é do inferno (tartaroó, 2 Pd 2:4), tendo referência a “morte” (seol, Sl 16:10; hades, At 2:27), como indicação de uma sepultura espiritual e profunda (Pv 5:5, 9:18, 15:26). O inferno é claramente um lugar para castigo (Sl 9:17), abismos de trevas (2 Pd 2:4), onde há tormentos eternos (Lc 16:23) e aflições sem fim da alma e do corpo (Mt 10:28). Lugar de penalidade irrevogável (2 Ts 1:9), onde o choro é interminável (Mt 13:42 e 50), o fogo é inextinguível (Mc 9:43) e o verme não morre (Mc 9:44). Os crentes estão sujeitos ao sofrimento desta vida terrena, e este é o motivo do seu choro, mas Deus lhes enxugará toda lágrima na vinda de Jesus (Sl 30:5; Jr 31:16; Ap 7:17); porém, os incrédulos lamentarão por toda a eternidade. Mais terrível lugar que este é o que as Escrituras chamam de “lago de fogo” (Ap 20:14), onde o próprio inferno e o diabo serão lançados (Ap 20:15). Nossas palavras são incapazes para descrever quão profundo sofrimento está reservado nesse lugar, onde o clamor não será ouvido!

Como devemos lidar com estas verdades das Escrituras? Primeiramente, crendo em Jesus como o nosso único e suficiente Salvador (Sl 102:18-22; Lc 12:8-9; At 4:12) dessa terrível condenação, a qual justamente recebemos por nossos pecados (Rm 3:21-26). Em segundo lugar, advertindo esta geração, pregando a Cristo como Salvador, para que creia Nele e se arrependa dos seus pecados, a fim de que todos os que crerem, sejam salvos.

2 comentários:

  1. Pastor Ericson tentei copiar e colar o texto no meu word, mas não consegui. tem como o senhor enviar para meu email? easousa@terra.com.br
    Texto maravilhoso e oportuno para quem trabalha com missões e evangelismo. Obrigado Eunice

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  2. Muito bom estudo. Os pregadores estão precisando pregar mais sobre este tema.
    Pregam sobre salvação mas esquecem de pregar sobre condenação.

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