Chamado ao testemunho de Cristo

 

Durante a Páscoa, Pedro negou conhecer Jesus três vezes (Lc 22:54-62), enquanto Pôncio Pilatos, governador da Judeia, declarou a sua inocência três vezes (Lc 23:4, 14-15, 22).

Um governante gentio reconheceu publicamente que Jesus era inocente, enquanto um discípulo próximo agiu de modo contrário.

Isso não foi uma casualidade, mas parte da revelação da profunda humilhação de Cristo. Ele foi exposto à vergonha pública, rejeitado não apenas pelas autoridades religiosas, mas também abandonado por seus próprios seguidores (Mc 14:50), com destaque para um dos mais próximos, cumprindo o que ele mesmo disse em Lucas 22:31-34.

Nessa cena, vemos não apenas a fraqueza de Pedro, mas também o reflexo da nossa própria vida. Quantas vezes, por conveniência ou pressão, evitamos reconhecer a Cristo diante dos homens! Nem sempre o negamos com palavras explícitas, mas o fazemos ao nos silenciarmos quando deveríamos testemunhar.

Esse registro bíblico nos adverte e nos chama a um compromisso. Jesus não se envergonhou de nós na cruz, e nós jamais deveríamos nos envergonhar nem nos permitir ser intimidados, por qualquer circunstância, ao falarmos a respeito dele. Confessar a Cristo não é apenas um ato de coragem momentânea, mas uma postura constante de vida entre familiares, amigos, colegas e nas redes sociais.

Que, pela graça, compreendamos isso por meio de um arrependimento sincero, como posteriormente Pedro experimentou, para que, como ele, nos tornemos ousadas testemunhas públicas de Cristo neste mundo, mesmo quando isso nos custar um preço alto.

Rev. Ericson Martins

0 comentários: