Superando o desânimo


Certamente a maioria já viveu experiências em que tudo parece dar errado. É nesse momento que o desânimo invade o coração e furta a motivação para um esforço adicional capaz de tornar a vida mais útil e significativa. Em geral, o desânimo é resultado de uma contínua expectativa frustrada, como se candidatar a um emprego em várias empresas e não ser contratado; estudar, fazer provas e não passar; orientar os filhos e não ser atendido; pagar mais impostos e ser mais privado em necessidades básicas; escolher gestores públicos que traem a confiança pela corrupção; combater doenças enquanto a solução se distancia, etc. Essas e outras experiências podem nos tornar tão desanimados quanto pessimistas. Como poderíamos lidar com o desânimo?

Corrigindo expectativas. O mundo é estruturado por interesses e expectativas muito frágeis quando avaliadas pela Bíblia. Noé pregou por muitos anos e, além da sua família, ninguém aceitou a sua mensagem (2 Pd 2:5). Jó, “sentado em cinza”, raspando-se com um caco (Jó 2:8), certamente não representou um “homem de sucesso”. Se o valor da vida fosse obtido fora do alcance das frustrações e problemas, o apóstolo Paulo seria um fracassado (2 Co 11:23-29), mas foi uma das pessoas mais importantes na história da Igreja. O próprio Jesus foi desprezado e rejeitado pelos homens (Is 53:3-4; Jo 1:11), submetido ao sofrimento e crucificação por aqueles que veio salvar (Mt 16:21). Paulo diz que se “a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens” (1 Co 15:19). Necessitamos de expectativas para além das experiências terrenas, se queremos superar desânimos presentes (Mt 6:32-33; Jo 16:33; Fl 3:13-14).

Pedindo ajuda. O desânimo é tão terrível que consome as nossas forças, tornando-nos apáticos e pessimistas. Sem forças, somos impossibilitados de nos levantar sozinhos. É nesse momento que necessitamos humildade para pedir ajuda em face da nossa fraqueza. Pessoas maduras na fé e sensíveis ao sofrimento alheio, são valiosos instrumentos usados por Deus para tratar-nos e encorajar-nos a enfrentar as mais profundas lutas do nosso coração.

Mantendo o foco certo. Pessoas são especialmente úteis para nos ajudar, mas não substituem a fonte do nosso vigor: Deus. Facilmente experimentamos o desânimo quando concentramos a nossa expectativa ou confiança em nós, nos outros, ou mesmo nos problemas que se levantam. O Salmo 23:1 diz: “O Senhor é meu pastor; nada me faltará”. Davi manteve o seu foco em Deus e não em si, pessoas em sua volta ou nas dificuldades, porque somente Ele poderia satisfazer suas reais necessidades. Assim, quando desanimados, coloquemos a nossa confiança e esperança no Senhor, pela oração e leitura da Bíblia, esperando d’Ele as respostas que tanto necessitamos.

Identificando e tratando a causa. O desânimo em si não é pecado, mas pode ser resultado dele. Por exemplo: uma pessoa pode nos desanimar por causa de críticas contínuas ou condutas ímpias, mesmo sendo próxima a nós. Também, por causa da nossa imaturidade emocional de reagir a tudo aquilo que ameaça o nosso senso de valor. Para ambas situações, a causa precisa ser tratada com firmeza. Decisões precisam ser tomadas sem morosidade, e ações precisam ser perseverantes.

Deus nos chamou para uma importante missão neste mundo e não podemos desperdiçar nosso valioso tempo por causa do desânimo. Oremos, pedindo a Deus que fortaleça a nossa fé e não nos deixe faltar ânimo para servimos uns aos outros e este mundo, com o testemunho do Senhor Jesus!


2 comentários:

  1. Palavras sábias pastor, me ajudou muito principalmente nas aflições diante de doenças e problemas familiares.

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    1. Fico feliz por saber que fui útil à sua vida. Um grande abraço!

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