Neste domingo, 15 de fevereiro de 2026, antes mesmo do desfile, a escola de samba Acadêmicos de Niterói já estava no centro de contestação pública por suposta propaganda eleitoral antecipada em favor do então presidente do Poder Executivo.
Contudo, a polêmica não se limitou a isso. Durante o desfile na Marquês de Sapucaí, uma ala apresentou o tema “neoconservadores em conserva”. As fantasias, em forma de lata, incluíam também a imagem de uma família tradicional (pai, mãe e filhos), destacando a principal crítica transmitida pela ala (Poder360, 16/02/2026).
Episódios como esse ultrapassam os limites da crítica política com desrespeito cultural e religioso. A família estruturada segundo princípios bíblicos é uma instituição anterior ao próprio Estado. Tratá-la como objeto de escárnio revela confusão conceitual e ofende a identidade de milhões de brasileiros, aprofundando divisões no país.
É preciso apontar outra incoerência. Os mesmos que defendem pluralidade e respeito à diversidade demonstram pouca disposição para aplicar o mesmo princípio quando se trata de cristãos conservadores. Se toda identidade merece proteção simbólica, por que os evangélicos e a família conservadora podem ser ridicularizados, ainda com o consentimento de autoridades e financiamento com verbas públicas?
Incentivar o casamento e a família nos moldes ensinados pela Bíblia não significa impor um projeto de poder, mas afirmar convicções históricas que sustentam civilizações e preservam a lucidez. O casamento entre um homem e uma mulher, bem como o zelo racional na criação dos filhos, continuam sendo pilares de estabilidade social. O debate público é livre em uma democracia, mas deve ser vedada qualquer forma de hostilidade ou vulgarização contra os cristãos. A família bíblica não é caricatura. É resultado de uma convicção de fé e bom senso, e de um compromisso com a vida, a qual merece ser tratada com seriedade e responsabilidade.
Rev. Ericson Martins

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