Ceia - Mais Que Uma Lembrança



          Marcar a história por atos audaciosos para muitas personalidades na política, esporte, religião, filosofia e ciência foi inevitável pelo nível de suas convicções quanto ao futuro. Ser lembrado, entretanto, para muitos deles era a motivação de serem tratados pela história como referência de si mesmos, e após suas mortes seus admiradores eregiram monumentos em praças públicas para não deixar se perder no tempo a memória de seus atos. 

          Antes de partir o pão e dar aos seus discípulos, Jesus disse : “...; fazei isto em memória de mim” (Lc. 22:19). Jesus não queria ser simplesmente lembrado ou citado num ambiente similar pela a igreja que se reuniria em seu nome após sua morte. Ele desejava que ao se lembrar de sua morte na cruz e seu sangue derramado a favor de muitos, fosse obedecido por seu ensino quanto ao que havia ensinado sobre o amor. Paulo ensina sobre a ceia em um cenário de disputas e desordem, em um ambiente quando as pessoas estavam reunidas para apenas “matar a fome” e assim faziam ignorando os famintos que não alcançavam a mesa naquela disputa horrível pela comida. Se não formos capazes de fazer prevalecer o perdão, de fazer conhecida a justiça pelo modo de vida, de cumprir a Palavra de Deus mais que discursá-la diante dos necessitados e de comunicar misericórdia aos que dela se tornaram indignos, não adianta lembrar de Jesus, pois não passará de uma citação na religião dos homens. A memória a cerca de Jesus traz vida, consola os que choram, transforma os perdidos e farta os que têm fome e sede de justiça. Jesus não foi e não é ritual, não é apenas razão cúltica ou uma memória disputada pela perversidade de tratá-lo como pivô de cerimônias que não se fundamentam na verdade e propósito da sua morte e ressurreição (v26).

          Paulo recomenda examinar-nos antes de comer do pão e beber do cálice porque a lembrança de Jesus deve encorajar-nos pelo exemplo de Cristo a viver a vida com a alegria de obedecê-lo. Este é o “espírito correto” na Ceia do Senhor.

          Com meu carinho,


Ericson Martins
contato@projetoperu.com

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