Lembrem-se...


Queridos irmãos na fé, é em dias como estes que grande parte das pessoas fazem questão de assistir e ler retrospectivas históricas que mais marcaram o país. Muitos preferem a introspectiva, mirando a própria vida em busca de algo que lhes dê noção de que nem tudo foi ruim em 2010, e assim, passar o ano com alguma satisfação. Mas é em dia como este, próximo do seguinte, que temos a constante oportunidade de meditar sobre nossa realidade sempre atual (sem passado) de pecaminosidade. As boas obras em 2010 em nada amortizaram os efeitos deste estado de queda. Apenas representaram o anseio sincero em nós de sermos boas pessoas. Mas ainda continuamos lutando contra o que realmente inibi o bem.

Se 2011 é encarado com esperança, certamente a melhor expectativa que podemos cultivar e de sermos ainda mais curados deste estado, buscando a semelhança com o Filho de Deus em todas as nossas relações, pois ele morreu e ressuscitou para que aqueles que nele crerem, tenham a vida.

No estado de queda a vida encontra-se desagregada de significados além dos ocasionais. Somente as convicções acerca da obra redentiva de Jesus e compromisso com seus ensinamentos podem garantir que nossos empreendimentos de amor sejam recompensados no futuro; além disto, tudo é vaidade, esforços aleatórios, rumo sem fim, felicidades temporais em fim de ano.

A experiência de Salomão, nas náuseas da sua solitude e diante das tantas supostas garantias de felicidade ofertadas por este mundo, concluiu que um coração vazio só pode ser preenchido de significados concretos e embalado pela verdadeira esperança, pelo temor a Deus e obediência às suas orientações (Ec. 12:13) porque ele "há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más" (v.14).

Portanto, em dia como este, preparando-se para passar de um ano ao outro, lembrem-se do plano de Deus revelado em Jesus, lembrem-se de seu estado diante dele, lembrem-se das orientações das Escrituras para cada um de nós e que devem ser cumpridas mesmo quando não prometidas, lembrem-se que a existência humana só tem sentido na paz com Deus, independente de bens materiais, dinheiro ou conquistas profissionais. Mesmo sendo estes importantes e necessários de serem buscados, nenhum garante felicidade maior que ser encontrado por Deus em Cristo, com humildade e sincera devoção.

Desejando um feliz 2011 carinhosamente,

Ericson, Andréa, Joshua e Eric
contato@brmail.info



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Autoteste



Lucas 10:25-37
"Ele, porém, querendo justificar-se, perguntou a Jesus:
Quem é o meu próximo?" (v.29)

Este texto descreve o encontro entre Jesus e um intérprete da Lei. Depois de declarar que a salvação foi ocultada aos sábios, mas revelada aos "pequeninos" (Lc. 10:21), um intérprete da Lei, conhecido por sua sabedoria, inquieto, tentou "testar" (v.25) a Jesus e acabou sendo testado por si mesmo.


Perguntando a Jesus sobre como poderia herdar a vida eterna (v.25), ele mesmo respondeu que teria de amar a Deus totalmente e ao próximo como a si mesmo (v.27). Depois fez outra pergunta: "Quem é o meu próximo?" (v.29). A resposta foi dada, novamente, por ele mesmo (v.37). O desfecho deste encontro se deu quando Jesus contou uma história sobre um certo homem que na viagem foi assaltado e, ferido foi exposto à beira do caminho. Alguns religiosos passaram por ali, mas o ignoraram, ao contrário do samaritano que se COMPADECEU dele (v.33). Então Jesus perguntou: "Qual destes três te parece ter sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos salteadores?" (v.36).


Note que Jesus mudou o foco: a atitude dos personagens em relação ao homem deposto e ferido, e não ao que carecia de socorro. A palavra-chave foi: "MISERICÓRDIA" (v.37).


O problema do intérprete da Lei é semelhante ao de muitos de nós. Somos, por natureza egoístas, usamos de misericórdia desde que não sejamos afetados em nosso conforto, não tivermos de doar o que tanto apegamos, não sermos prejudicados em nossa rotina, não sermos humilhados para perdoar alguém ou dívida, ou quando, de algum modo, não perdemos a oportunidade de receber algo em troca. Por este motivo, acabamos vivendo uma religião contemplativa, baseada apenas em exercício intelectual, discussões sobre a "Lei", comparações na igreja, etc., enquanto milhares de pessoas se encontram ao nosso alcance clamando pela Verdade que os liberta integralmente.


A misericórdia é uma atitude prática de doação de si mesmo, nos conecta à necessidade essencial de quem está ao nosso alcance, nos convence que o outro é nossa missão e não nós mesmos, nos faz pensar e agir, e este testemunho testifica quem já tem a vida eterna, pois é fruto da redenção em Jesus (Lc. 10:17-21).


Quem é o próximo? A resposta é óbvia quando de fato amamos a Deus.


Com meu carinho de sempre,


Ericson Martins

contato@brmail.info



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