Por Que Falar de Cristo ?


"Porque Deus, que disse : Das trevas resplandecerá a luz, 
ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo"
2 Coríntios 4:6

         O evento da criação lembra-nos da ordem dada por Deus para que milagrosamente houvesse luz; e houve luz (Gn. 1:3). Agora, na segunda criação, de maneira pessoal, a luz resplandece contra as trevas no coração do transgressor da lei de Deus. Assim como o Espírito de Deus pairava sobre as águas no princípio da criação (Gn. 1:2), agora Ele paira sobre aquele em quem brilhará a luz eternamente para a manifestação da glória de Deus.

          O fundamentalista religioso Paulo, respirando ameaças e morte contra os cristãos da sua época, tomou o caminho em direção a Damasco quando foi confrontado por uma forte Luz no coração que o fez perceber que seu objeto de ódio era Aquele a quem imediatamente o identificou e chamou de Senhor (At. 9:5). Tal experiência fez dele um brilhante difusor do testemunho de Cristo. No verso 7, ele disse que na condição de "vasos de barro" temos este "tesouro" se referindo ao "conhecimento da glória de Deus" (Evangelho) posto em nossos corações. Somos frágeis e vulneráveis (vv.8-9) e por esta condição, o poder e glória transformadora no Evangelho jamais podem ser atribuídos à Igreja ou qualquer pregador que se apresente "cheio de poder ou sabedoria", pois mesmo nas suas tribulações, perplexidades e abatimentos humanos a luz do Evangelho continua brilhando na mesma intensidade para o propósito da salvação, "na face de Cristo". Sendo assim, toda a atenção deve ser colocada em Cristo e em nenhum pregador (v.5), pois Ele é a nossa força.

          Lembremos da experiência de Gideão em Juízes 7. A luz só brilhou quando os cântaros foram quebrados e então foram vencidos os inimigos sem conflito com o pequeno exército de 300 homens que Gideão liderou. Porque a glória é somente de Deus !

          Viver perseverantemente na pregação do Evangelho e conscientes da nossa vulnerabilidade só pode ser motivado pela fé (v.13), pela confiança no amor de Deus e nas indescritíveis recompensas que se encontram além desta vida (v.14).


Ericson Martins

contato@projetoperu.com

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A Imerecível Graça Restauradora de um Deus Irado com o Pecado do Homem


          Vamos refletir devocionalmente sobre a experiência de Caim, um dos primeiros filhos de Adão e Eva. Gênesis 4:1-16 fala que Caim após ter oferecido no altar ofertas rejeitadas por Deus e ter visto que a do seu irmão Abel foi aceita pela forma correta que se apresentou ao Senhor, o matou por se sentir desprezado.

          Inicialmente a história de Caim mostra claramente os sinais de quem vive na prática do pecado. Tudo começou com o espírito de competição, ele queria ser o melhor (ficar por cima), ser tratado de maneira especial, ter privilégios. É interessante que Caim antes de tudo perdeu a paz que tinha. A Bíblia diz : “Irou-se, pois, sobremaneira Caim, e descaiu-lhe o semblante” (v.5). Era visível que sua afeição diante de Abel e de Deus não era mais a mesma. Agora Caim estava triste, deprimido, irado. É isto que o pecado faz, tira o humor das pessoas. Mas Caim continuou, não quis ainda assim ficar por baixo e matou seu irmão. Quem vive na prática do pecado, as palavras mais comuns em seus lábios são : “estou cercado de juízes e fariseus”, na tentativa de matar o respeito daqueles que mais poderiam ajudá-lo a entender melhor como buscar a Deus, assim como Abel entendeu. Mas continuou, não quis confessar seus pecados. Mentiu a Deus dizendo que não sabia de seu irmão e ainda se justificou. Mas a Deus ninguém engana. Caim quis causar a impressão que com ele estava tudo bem. Mas não estava.

          Deus é Deus de amor e misericórdia, mas nunca podemos esquecer que Ele é um Deus que se ira com o pecado e faz juízo dele. Seja com quem quer que seja Deus permite que as conseqüências do pecado apareçam para confrontar sentimentos impuros do coração. Caim foi amaldiçoado por Deus. O interessante nisto tudo é que ainda assim, irado com o pecado do homem, Deus dá livramento. No v.15 Deus prometeu livrar Caim da morte. No episódio de Caim, Deus mostrou que mesmo tendo pecado, Caim seria livrado da real condenação do pecado. Jesus levaria todos os pecados de todos os tempos à cruz pelo Seu sacrifício, de forma que todos, por Jesus, estariam livres da morte eterna, a pior morte.

          Caim foi restaurado quando confrontado por Deus. Isto acontece porque Ele nos ama. Quando vejo a descendência de Caim e percebo que da sua descendência veio os instrumentos de música que mais tarde foram usados para o verdadeiro louvor e adoração a Deus (v.21), vejo que Deus se importa em restaurar aqueles que vivem na prática do pecado para a prática da verdadeira adoração e comunhão com a santidade.



Ericson Martins
contato@projetoperu.com


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Pequenos Grupos e o Desafio do Crescimento Pessoal


          A Igreja é o instrumento de Deus para a propagação mundial do evangelho. Como Deus formou a Israel e no Antigo Testamento o constituiu como Seu representante, assim formou a Igreja para continuar a tarefa iniciada pelos hebreus. Ela representa o corpo de Cristo – organismo vivo que Deus levantou para realizar os Seus propósitos. 

          A Igreja primitiva, por conseguinte, estava ciente da visão missionária universal. Apesar das perseguições, nossos primeiros irmãos obedeceram piamente ao “ide” de Jesus. Os textos de Atos 2:42-47 e 4:32-53 juntos se completam e mostram o começo da igreja de Jerusalém. Era uma igreja que se caracterizava pela comunhão, sinais sobrenaturais, solidariedade, testemunho e pelo poder atuante do Espírito Santo na vida dos discípulos com relação às necessidades uns dos outros. Tais características são indispensáveis na vida da Igreja em todas as eras e em todos os lugares. 

          O contexto filosófico tem mudado rapidamente, provocando reações nos relacionamentos. Ao mesmo tempo em que distancia os outros de suas intimidades, tem tornado as pessoas mais carentes, solitárias e viciados a uma rotina neutralizadora de seus potenciais. Os princípios que testemunhamos na vida da Igreja em Jerusalém têm sido enfaticamente lembrados nos últimos anos como um protesto contra a sequidão individual dos crentes. Igrejas em várias partes têm experimentado crescimentos surpreendentes só pela tentativa de se aproximar da realidade da igreja primitiva. Este efeito é natural pela sincera intenção de servir a Deus vencendo o marasmo, pela ousadia empreendida em substituir a metodologia pelo estilo de vida, pela atenção no ser-humano mais do que em seus talentos, pela coragem de contribuir com o que tem para ver o Reino expandir.

          Debaixo de uma forte pressão político-religiosa que não conhecemos no contexto brasileiro, a igreja naquela época passou a se reunir no anonimato dos lares e silenciosamente agregava a cada dia mais fiéis. Os lares passaram a ser o reduto de conforto, liberdade, encorajamento e mútua solidariedade. Cresceu sem se sentir sufocada por regras porque o instinto pela sobrevivência espiritual latejava na alma de cada crente. Esta experiência particular e única da igreja primitiva nos encoraja ao mesmo tempo em que nos desafia a experimentar um crescimento ainda maior : 1) pelo nível de consciência da fé e vocação que possuímos como resultado das experiências, testemunhos e ministrações bíblicas; 2) pela liberdade de expressão de fé numa sociedade organizadamente acessível a todas as estratégias de crescimento eclesiástico e fraterno e 3) pela estrutura literária disponível para alinhar os impulsos do crescimento à sensibilidade bíblica e cultural.

          Uma convicção é certa : é tempo de crescimento. Este crescimento pode se iniciar dentro dos lares restaurando os relacionamentos familiares e vivenciando as ações do Espírito Santo na qualidade íntima de quem está disposto a receber novos cristãos e até aqueles que ainda não se entregaram a Cristo. O lar é o melhor lugar que podemos estar. É o melhor lugar para compartilhar a graça em ambiente de amizade.

          Quando vivi em Atlanta-GA EUA para ajudar uma igreja na sua edificação, decidi cooperar com o princípio de Grupos Pequenos, e no período de preparação destaquei 30 motivos para investir a igreja nesta direção. Quero compartilhar estas mesmas vantagens com a expectativa de encorajá-lo (a) para, de forma ainda mais eficiente, participar e cooperar com a expansão dos grupos pela edificação, comunhão, adoração e evangelização :

1) As reuniões são próximas de sua residência, 2) chance de conhecer seu irmão de fé, 3) incentivo a solidariedade humana, 4) liderança descentralizada facilitando o dinamismo da igreja, 5) descobrindo juntos soluções para os problemas, 6) alegria sobre os novos convertidos entrando no grupo, 7) crescimento pessoal na mutualidade, 8) exercício de oração e oportunidade a todos, 9) prática de dons e talentos, 10) receber orações e orar pelos outros, 11) estudar juntos a bíblia, 12) aprender a dar testemunho, 13) economia de dinheiro, 14) vitória sobre a timidez, 15) sorrir e chorar juntos, 16) melhor comunicação da igreja, 17) todos visitados pela liderança, 18) socorro bem presente e rápido,19) sua falta é notada, 20) participação em festas familiares, 21) o amor cresce e aparece, 22) você é percebido e mais valorizado como membro, 23) suas opiniões e sugestões são ouvidas e analisadas, 24) a liderança se informa de suas necessidades, 25) seus talentos são descobertos naturalmente, 26) as amizades se solidificam, 27) participação e esclarecimentos de temas polêmicos, 28) comprometimento com o discipulado, 29) Comprometimento evangelístico, 30) Alcance fragmentado, crescimento rápido.

          A experiência da Igreja primitiva ensina que o crescimento da igreja é medido pelo crescimento individual de cada crente. Invista em sua vocação. 

          Com todo meu carinho,


Ericson Martins
contato@projetoperu.com





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