Alargue a Tua Visão de Mundo


“Não dizeis vós que ainda há quatro meses até à ceifa ? Eu, porém, vos digo : Erguei os vossos olhos e vede os campos, pois já branquejam para a ceifa” Jo. 4:35

          Jesus caminhava em direção à Galiléia, passando pela província de Samaria, entrou numa cidade chamada Sicar e ali se assentou junto a uma fonte para descansar. Seus discípulos saíram para providenciar algo para comer e nisto se aproximou uma mulher para retirar água da fonte. Enquanto retirava água Jesus olhava seu coração e rompendo as barreiras etnocêntricas da época, falou com ela. Ele evangelizou aquela mulher. Não perdeu oportunidade mesmo estando cansado. Impactada pelo testemunho de Jesus, retornou para sua cidade e ali começou a anunciar o que Jesus fizera. Neste mesmo instante os discípulos voltaram e pediram que Ele comesse, mas insistiu ensiná-los que Seu alimento (prazer resultado de colheita) era cumprir a vontade de Deus. Falava ainda estas palavras quando avistou a samaritana evangelizada trazendo consigo várias pessoas. Vendo ele a multidão, disse : Erguei os vossos olhos e vede os campos, pois já branquejam para a ceifa”.
          Gostaria de refletir junto a você algumas implicações neste texto :

1. Quem não tem visão é cego
          Guarde isto em seu coração : visão é a capacidade de ver realizado algo que ainda é apenas um desejo, um ideal. Ao olhar para aquela mulher no primeiro encontro Jesus viu uma multidão vindo ao Seu encontro. Vendo realizada sua visão, se voltou aos Seus discípulos e disse : vede os campos. A visão que Ele tem do mundo (humanidade) agora é ensinada aos discípulos. Mas para enxergar Sua visão, primeiro disse que eles deveriam erguer os olhos. Possivelmente os discípulos estavam de cabeça baixa, com olhos direcionados para o alimento que comiam, preocupados apenas com sua necessidade pessoal. Estavam cegos para a missão de Deus por causa das preocupações acerca de si mesmos. 
          Uma pessoa sem visão não sabe para onde vai, se sente confusa por suas circunstâncias e sem orientação está vulnerável a tropeçar e cair. Esta experiência pode envolver qualquer um que põe acima da missão de Deus atenção sobre suas particulares necessidades. Sem olhos na eternidade, nos cansamos e como os discípulos, tudo o que procuramos é o descanso e aquilo que momentaneamente nos alimenta. 

2. Só andamos na direção da visão que temos
          Já se perguntou por que Deus pôs os olhos na frente e não atrás ? Para não andarmos para trás. Já tentou andar para trás olhando para frente ? É arriscado demais e não nos sentimos seguros porque é contrário à visão que temos. Só andamos na direção daquilo que vemos é um princípio profundo por palavras simples. Aquilo que enxergamos se torna nossa missão. Ninguém anda em direção de algo por outros caminhos. Guarde isto em seu coração também : missão é o comprometimento em realizar a visão. Não basta apenas viver de sonhos, é preciso estar comprometido pelo empenho pessoal e ordem de prioridades. Se sua visão é crescer espiritualmente então é preciso caminhar nesta direção com compromisso. Sem caminhar, não se chega a lugar algum. Assumir a visão de Deus exige compromisso com Sua missão no exercício dos dons que Ele concedeu a cada um de nós.

3. Estágios de todo empreendimento
          Tudo que somos e fazemos obedecem a etapas de amadurecimento, estas etapas são importantes em todo processo de crescimento pessoal e organizacional de uma igreja. Tendo a visão de Deus e estando comprometido com esta missão, experimentamos fases e sem entendimento responsável sobre cada uma podemos cometer grandes erros e/ou desistir precipitadamente.
          O primeiro estágio é o da empolgação, o segundo é o da rotina e o terceiro é o da consolidação. Todos eles são importantes. A empolgação gera ânimo, a rotina gera seleção e a consolidação estrutura. Quando ouvimos uma palavra nos empolgamos e pelo ânimo nas primeiras semanas reagimos, neste ritmo somos envolvidos pela rotina, momento adequado para fazer adequações maduras até que nos sintamos estruturados e firmes pela consolidação daquilo que aprendemos. Ao investir sua vida na missão de Deus explore bem cada etapa no progresso, mas atente-se aos perigos, pois a empolgação pode lhe tentar ultrapassar os limites da vontade de Deus confundindo-o por suas ambições estritamente carnais, a rotina tenta te convencer que nada mudará fazendo-o abandonar o propósito dando-o como falido antes mesmo de ser e a estruturação pode lhe tornar apenas um diplomata, um burocrático preocupado apenas com regras e sem humildade para lidar com as questões mais simples que envolvem a vida daqueles que estão chegando a Cristo agora.

          Se começar vá até o fim, não desista. Como cristão comissionado por Deus, persevere naquilo em que é instruído pela Palavra do Senhor e se entregue à maior missão de sua vida que é viver em obediência aos propósitos eternos de Deus neste mundo !


Ericson Martins
contato@projetoperu.com




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Desabafo


          Em uma breve reflexão e análise sobre o contexto do ensino missiológico nos últimos 24 anos e a presença da Igreja na atividade transcultural de proclamação do evangelho, desejo fazê-lo sentir-se desafiado comigo para este empreendimento : missões, um tema ainda pouco desafiador, mesmo sendo uma ordem dAquele a quem chamamos Senhor.

          No início dos anos 90 a Igreja pragmaticamente estava focalizada em sua identidade no papel principal da transmissão do Evangelho. Foi um tempo em que a consciência eclesiástica afirmava com veemência quem éramos e quais eram nossas verdadeiras funções na terra. O resultado foi um tempo de intensos trabalhos evangelísticos e envio em massa de missionários aos campos, esta foi a hasteada bandeira da Igreja. 

          Depois, por volta de 95 iniciou-se que eu poderia chamar de “auto-análise”. Com os missionários nos campos a igreja passou a viver dos seus testemunhos e relatórios. Foi um tempo de freqüentes conferências e cultos missionários cuja ênfase estava nas estatísticas e números, especialmente se tratando da famosíssima Janela 10/40 difundida com grande destaque nesta época. Baseada nesta modificada identidade, se destacaram os pesquisadores, movimentos e agências para ajudar a Igreja definir o que era a Janela 10/40, onde estava a concentração de nações menos evangelizadas e quais chances para alcançar os grupos ainda intocados pelo evangelho. Foi um tempo para definir a largura, extensão e profundidade do restante não alcançado em nossa geração e do que ainda precisava ser feito. Um tempo importante e necessário.

          Nestas duas épocas a Igreja deu dois importantes passos : fundamentação missionária voltada para sua verdadeira identidade e o conjunto de estudos dos grupos alvos do esforço missionário. Mas através do massivo envio missionário, percebeu-se a existência de uma brecha entre o ideal missionário e sua realização, assim entramos em um novo período que nos disse ter faltado algo.

          Como toda igreja embrionária missiologicamente falando, os candidatos para missões no início foram primeiramente levados a instituições de preparo onde a maioria de seus professores não teve a oportunidade de serem expostos a realidade transcultural. O reflexo veio logo em seguida : o triste retorno frustrante de muitos que um dia partiram cheios de expectativas. Onde estão ? Como estão ? O que fazem ? São perguntas difíceis de responder.

          Com o retorno de tantos missionários a Igreja enfraqueceu-se na ousadia para reparar os erros, replanejar o preparo e enviar novos para o campo. Sob internas e ocultas justificativas ficou em silêncio até que veio a visão chamada de “celular”, um prato cheio de oportunidades para crescimento e ajuntamento local. Era tudo que a Igreja precisava para desviar a atenção de sua responsabilidade transcultural. Hoje ela está concentrada apenas em sua localidade e não estaria “pecando” se não estivesse abandonando missionários no campo, deixando de investir, desafiar pessoas, ensinando e sendo compromissada em orar por nações carentes de Jesus. É comum ouvir hoje : “estamos na visão”. Qual ? Porque os países na América do Sul são os menos evangelizados no Continente, para se ter uma idéia, o Uruguay tem menos de 5% de população evangélica, igualmente a Colômbia. Onde estão os missionários ? Onde estão as igrejas que oram, treinam e investem expressivamente. Volto a perguntar : Qual visão estamos ? Tudo indica que estamos na visão sobre nós mesmos, razão porque estamos sofrendo uma crise teológica. Não se fala mais sobre o pecado, volta de Jesus, renúncia, obediência ... senão das bênçãos materiais, cura, milagres, profecias, ... e principalmente da “visão”. Há até retiros e conferências da visão celular. Nunca os Seminários e Centros de Treinamento receberam tantas pessoas que exercem funções de lideranças, mas que não têm noções básicas a respeito da bíblia porque lhes faltou ensino profundo e transparente sobre ela. Não conseguem defender sua própria fé. Com a chamada “visão celular” e sob a responsabilidade de alguns que a dirige, pessoas estão sendo levadas levianamente ao exercício de autoridade eclesiástica precipitadamente para garantir o acelerado crescimento da Igreja em torno dela mesma. 

          Estamos vivendo a era da “superficialidade” onde tudo é aceitável e nada questionado. Estamos nos preocupando demais com valores passageiros e nos esquecendo da nossa principal missão que é a evangelização inter e transcultural para que todos possam reconhecer que Jesus Cristo é o Senhor. Esta foi Sua orientação. 

          Em toda a América Latina no ano 2000 havia 36.900,030 evangélicos para 10.192 missionários enviados por ela e entre ela mesma (Intercessão Mundial, Edição Século XXI, 2003). Isto significa que havia nada mais e nada menos que 3.611,297 cristãos para cuidar de cada missionário. Por que estes pouquíssimos missionários ainda padecem no campo por falta de apoio da Igreja ? Em que “visão” pregamos estar ? Por que não temos nem 1% de missionários quando representamos uma Igreja aparentemente grande ? Por que ainda vemos igrejas com milhares de pessoas e ainda não têm sequer 1% de missionários treinados e enviados como fruto dela ? Em que visão estamos ?

          Tempos atrás estive conversando com um missionário que tem feito um resultante trabalho em Maués-AM. Perdeu todo sustento de seus mantenedores porque precisou de férias com a família depois de três intensos anos de trabalho nas comunidades ribeirinhas. Sem recursos para voltar a Maués, o trabalho lá parou. Está agora fazendo de tudo para encontrar apoio mas sem grandes resultados e ainda tendo que conviver com a angústia de saber que seu trabalho em Maués está sofrendo por falta da continuidade. Até quando vamos fazer de conta que não vemos estes problemas ? Até quando ?


Ericson Martins
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O Reino de Deus em Nós


"Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, Jesus lhes respondeu : Não vem o reino de Deus com visível aparência ... Porque o reino de Deus está em vós" Lucas 17:20

         No Jardim chamado Éden, o homem era cheio de significado em Deus e não necessitava de nada, possuía atributos que após o pecado se tornaram necessidades. Uma dessas necessidades é o senso de valor próprio, a certeza de ser aceito, de encontrar-se com significado; no entanto, esta necessidade cognitiva focada em alvos equivocados de satisfação, produz um frenesi tão intenso que muitas pessoas se tornam capazes de terríveis violências contra si mesmas. Em busca de aceitação, de reconhecimento, investem na performance, no status, na estética, em uma mescla de conquistas materiais e posições de poder que acabam criando um efeito visual de aparência da verdade. Sabemos que nada disso pode satisfazer a real necessidade do homem, e sim, um encontro genuíno com o Criador quem é a fonte de vida e viver verdadeiramente.

         Nossa condição em pecado nos impede de discernir as coisas espirituais, por isto lidamos com o temporal como se ele fosse o eterno, fundimos real e irreal tornando-os um objetivo só, e acreditamos no que vemos sem considerar a existência das que não podemos ver. Assim, sem a iluminação do Espírito Santo, apenas na estática consciência proveniente do conhecimento religioso, os fariseus interrogaram Jesus, sobre quando viria reino de Deus. A resposta de Jesus foi uma : ele não vem como algo que se pode medir, tocar, competir, não vem para satisfazer a aparência vazia que os homens buscam, ele é a conversão do homem de dentro para fora, lhe dando discernimento da esperança em Deus, ele não é um templo feito por mãos humanas, mas é o humano que o Espírito Santo habita e lhe faz encontrar o verdadeiro sentido da vida que é a glorificação de quem o possui, pois o reino é de Deus.

         É fato personagens que atuam nas igrejas ofuscando a honra de Cristo direcionando toda atenção do povo para si próprio, para a demonstração de que são seres especiais sob o mérito da intimidade Divina, quando estão desesperados por atenção, por reconhecimento. Gente que assume a personalidade de leão e ruge porque tem a "unção do Leão da Tribo de Judá" e que até urina em lugares específicos na cidade para demarcar território espiritual. Esta é uma Ilustração real que revela nossa incapacidade de integrar a consciência da fé a alguma coisa que, carregando discernimento, manifesta o reino de Deus ao mundo por quem somos. Assim, isolamos a espiritualidade convicta de valores e compromisso, do mundo e tratamos Deus como se Ele estivesse do lado de fora da vida humana. Esta espiritualidade que produzimos não se relaciona com o mundo e ainda nos escandalizamos com a performance dos fariseus quando lemos as histórias bíblicas.

         O reino de Deus está em nós e estando de fato, não nos preocupamos com o testemunho comportamental além do necessário, porque ele é uma conseqüência natural da presença viva do Espírito naquele que de fato, fora regenerado de dentro para fora.


Ericson Martins
contato@projetoperu.com







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Quem é Deus ?

"Se vós me tivésseis conhecido, conheceríeis também a meu Pai. Desde agora o conheceis e o tendes visto. Replicou-lhe Filipe : Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta. Disse-lhe Jesus : Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido ? Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu : Mostra-nos o Pai ?" João 14:7-9

          Jesus é "o Verbo que se fez carne" (v.14) e havendo Deus se revelado absolutamente pela Pessoa do Seu Filho entre os homens, podemos perceber a glória do Pai, como do Seu Unigênito (v.14). Ele é antes do princípio de todas as coisas, Aquele que se opõe às trevas, mas as trevas não podem se opôr a Ele (v.5), porque é soberanamente exaltado e testifica em si mesmo a completa autoridade sobre tudo o que veio existir, até mesmo sobre o mal operante na humanidade submergida pelo pecado. O mundo não pôde conhecê-Lo (v.10), mas àqueles a quem Se fez conhecer, estes foram feitos filhos de Deus, os quais re-nasceram nEle (v.12).

          A Escritura Sagrada deve ser lida a partir de Jesus. Este fundamento conceitual orienta-nos à verdade a cerca do Verbo que se fez carne. Assim, todo sentido de eternidade estava nEle, pelo que fez, disse e pelo testemunho dado no dia-a-dia, por Sua morte e ressurreição. Ele, Cristo, é a revelação absoluta do Pai, pois, o Pai, o todo poderoso, estava em Cristo. NEle residiu toda a sabedoria e se o homem pode conhecer a Deus só é por meio de Jesus e nenhum outro (v.6). Quem não vê Jesus como Ele é, assim como a Escritura testemunha, de modo algum poderá ver o Pai. O mundo de hoje, escravo da relatividade e do desconstrutivismo que não constrói nada além do subjetivo individualismo, e alguns movimentos chamados "evangélicos" que tratam o Soberano como "servo dos sonhos pessoais" e "noivo apaixonado", não podem discernir verdadeiramente quem é Deus senão "alguém" contraditório e ausente do mundo. O mundo está aí para provar esta crença pagã no Filho de Deus. Razão porque há tanta infelicidade, confusão teológica e falta de direção na vida.

          A dúvida de Felipe ainda cerca muitos hoje. "Quem é Deus ?" A resposta, muitos dão ao desprezar a Escritura, pois fazendo isto, estão optando em re-criá-Lo segundo as conviniências da sua natureza pecaminosa. Jesus perguntou aos discípulos : "Quem dizeis que eu sou ?" Pedro respondeu : "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo". Jesus disse que Pedro só pôde discernir esta verdade porque o Pai lhe havia dado tal revelação (Mt. 16:15-17). O Pai testifica a respeito do Filho, e o Filho testifica a respeito do Pai. Como alguém poderá conhecer o Pai sem o Filho ? Não há outro caminho, senão, unicamente por meio de Jesus Cristo.


Ericson Martins
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Testemunhas

“... mas recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas ...” At. 1:8

          Toda atividade missionária deve começar no poder capacitador vindo do Espírito Santo. Ao usar estas palavras em Atos 1:8 Jesus estava ao mesmo tempo dizendo que esta vocação para pregar o Evangelho entre as nações era uma tarefa grande demais para realizá-la com êxito por gente como nós, incapazes e fracos, por este motivo Ele enviou o Espírito Santo sobre nós.
          Uma testemunha é alguém que viu acontecer algo e agora é chamada a relatar.
          Ser testemunha (falar quem é Jesus e o que Ele fez) é uma evidência da presença do Espírito em nós.
          Ser testemunha é o resultado natural de alguém cheio do Espírito Santo.
          Se olharmos a história dos avivamentos na bíblia veremos o resultado de vidas sendo salvas em todos eles, porque somente o Espírito impulsiona a Igreja “para fora”. Quando o Espírito Santo se manifesta o resultado ministerial sempre é o mesmo : gente alcançando gente (At. 2:38).


Ericson Martins



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Cheios do Espírito para Servir

Entre o Serviço e o Oficialato


"Mas, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria, aos quais encarregaremos deste serviço; e, quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra." Atos 6:3-4

          Nos ambientes onde deveríamos encontrar compromisso com o serviço, muitas vezes, o que vemos é apenas ofício. Neste caso, cargo tem mais valor que a função. Isto ocorre porque já se perdeu a importância do amor ao próximo em detrimento da necessidade de "ser alguém" na igreja institucional. Esta "moeda" chamada "status-latria" não pode comprar o dom do Espírito, apenas negociar interesses egoístas em busca de notoriedade. Posições oficialmente designadas são exigências de organização e não refletem necessariamente a realidade do Corpo de Cristo, pois ele é "organismo vivo" onde cada um vive seu próprio dom na graça de Deus e sem necessidade de validação por qualquer ofício que não seja o amor genuíno a Deus e ao próximo, porque ministério, não é nada mais que vida, é o encontro com o próximo diariamente em todo lugar e não está condicionado por cargo "A" ou "B".
          Servir a Deus não é um ofício. Servir é alegria, não constrangimento. Basta deixar de sonhar e amar que automaticamente mergulhamos na apatia. 
          Ora, o que é servir senão doar ? Quem não se doa perde em si mesmo a liberdade de expressar sua função no Corpo por sentir-se atado pelo medo das perdas insignificantes.
          Somente cheio do Espírito Santo o homem pode exercer a motivação correta no serviço. Aqueles homens em Jerusalém foram escolhidos pelo testemunho que já tinham entre as pessoas. Eram pessoas que se doavam a pessoas (sem cargo). Por isto, eram homens de boa reputação, CHEIOS DO ESPÍRITO e cheios de sabedoria. Esta é a diferença básica entre quem simplesmente quer servir por nada e o que quer servir em troca de algo que unicamente lhe satisfaça. Quem ama genuinamente o Senhor, serve no anonimato com a mesma intensidade de quando está em evidência porque sua maior conquista é a doação e não o ganho da admiração pública.
          NAquele que trabalhou servindo e com meu carinho de sempre !

Ericson Martins

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Fortalecido Quando Estou Fraco


"Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte" 2 Coríntios 12:10

          Todos somos subjulgados pelas limitações do nosso ser, limitações estas que também revelam a graça de Deus sobre cada um, pois não há nada que façamos por nós mesmos que seja satisfatório à vontade perfeita dAquele que nos chamou. Uma vez que todo nosso "poder" se dissolve na tribulação, encontramos o prazer de ver o poder de Deus operando em nós o que não podemos (v. 9). A graça de Deus nos basta e diante dela as calúnias, perseguições emocionais e dor das perdas dão lugar a certeza da soberania de Deus que nos aperfeiçoa na fraqueza, tornando-nos ainda mais alinhados na verdade de viver para Ele (v.1). E é essa confiança no Deus que sabe todas as coisas que nos anima todos os dias a trabalhar segundo a graça que nos foi dada, a qual é suficiente para cumprir todo o Seu propósito em nossa vida e família. Essa base de confiança nas intenções de Deus a nosso respeito é que nos fortalece. 
          As provações do coração desmonta o culto de si mesmo e da falsa humildade que facilmente se camufla na obstinação dos muitos favores. Somente quando desistimos da louca tentativa de ser bom o suficiente para Deus e para as pessoas, e abraçamos nossa total condição inepta para tal, é que a graça se manifesta em nós, no fim, os resultados não falam do que somos capazes e sim, do que o poder de Deus é (13:3). Por isto, quando estamos fracos, aí que somos fortes e nenhuma mentira, falsa acusação ou necessidade poderá anular a expectativa de ver Deus cumprir Sua vontade em nós e àqueles para os quais fomos enviados como instrumentos de graça.


Ericson Martins


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Fé Sem Hipocrisia


"Ora, o intuito da presente admoestação visa ao amor que procede de coração puro, e de consciência boa, e de fé sem hipocrisia" 1 Timóteo 1:5

          Decepcionado pela direção que muitos em Éfeso estavam assumindo na jornada da fé por darem crédito às barganhas doutrinárias que faziam transbordar suas mentes de mentiras, o apóstolo Paulo justificou que suas duras admoestações eram movidas pelo amor de um coração puro (sem a política da conviniência) e de "cara limpa" (fé sem hipocrisia), pois suas "pregações de púlpito" eram testemunhas de seu caráter nos bastidores e fidelidade às Escrituras.
          No tempo presente, a Igreja do Senhor, anseia pelo ensino fiel e claro assim, pois a frenética competição por posições de poder entre o povo de Deus tem atropelado a sã doutrina, mais por atitudes que por confissões.
          A crescente desmoralização das figuras de autoridade eclesiástica é uma evidência de falta de temor ao Senhor, supervalorização das necessidades humanas e da fabricação de sonhos alimentados pela vaidade. O "jeitinho" praticado para manipular a verdade sob a razão da complacência é o buraco da incredulidade bíblica que muitos já caíram nele, e o que resta é gritar para ver se alguém ouve.
          Exercer boa consciência bíblica na liberdade moral exige disposição de enfrentar crises, muitas vezes no chão da humilhação, mas certo que, alcançados pela misericórdia de Deus, teremos um fim glorioso.

Ericson Martins

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Ele é Único


"Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" João 1:29

          Nesta declaração, João Batista chama nossa atenção sobre o Único, cujo sacrifício pelo pecado é suficiente para a redenção eterna.
          Repedidas vezes João Batista exorta para que se retirasse a visão de sobre ele e a colocasse em Jesus Cristo, o Único que é digno de adoração. Em resposta a esta atitude sincera de João Batista, dois de seus discípulos passaram a seguir Jesus. Estavam convencidos de terem encontrado o Messias e sairam a contar a outros. Assim iniciou-se uma reação dinâmica e em cadeia de homens e mulheres que atrairam outros para Aquele que podia solucionar sua necessidade de perdão. Reflita sobre esta frase : "Quando se vê as estrelas é porque a luz do Sol não está brilhando".


Ericson Martins


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A Mentira de Ser


"Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros" Efésios 4:25

          A verdade liberta porque a mentira escraviza !
          Considero mentira toda falsificação da realidade. Mesmo com a velha desculpa da sobrevivência, quando alguém demonstra ser o que não é, mente.
          A mentira quando se torna um princípio de vida, seu "adestrador" teme pela verdade, teme pela descoberta da vergonha que é sua realidade, fruto de um coração confuso, que deseja conquistar espaço "agradando" e por não conseguir discernir o caminho da organização existencial. Este só aceita a realidade que ele criou.
          No cenário dos "fantoches" ninguém vê quem está por trás porque não tem graça saber quem inventa as "estórias". Vai aí um bom conselho : não construa um holograma para representar você. E não tema, pois só terá segurança para viver quando não temer mostrar quem é.
          É melhor se revelar que ser revelado !


Ericson Martins


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Graça Mediante a Fé



"E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo" Rm. 10:17

          Sabemos pelas Escrituras, que todos os que foram salvos, somente foram pela graça mediante a fé. Mesmo antes como depois da morte de Jesus, pois estes obtiveram o perdão de pecados baseados fundamentalmente na morte d'Aquele para quem suas vidas agora indicam rendição. Não há salvação eterna que não seja pelo único Caminho (Jo. 14:6) : Jesus Cristo. O instrumento desta graça imerecível é a fé. Ora, a fé é essencial, pois os sentidos humanos não podem dimensionar a infinitude do ser de Deus e a eternidade com Ele. 
          A fé reduz os méritos humanos de tentar salvar-se por "boas" obras e leva-nos ao entendimento de que a dívida do pecado só pôde ser paga pelos méritos de Cristo (1Cor. 15:17) e sem Ele não há salvação. Por ela somos convencidos do nosso estado de pecado, a fim de experimentarmos a justificação no sacrifício do Cordeiro que foi morto antes da fundação do mundo (Ap. 13:8; Ef. 1:4).
          Jesus ressucitou e esta realidade, é a manifestação da "graça" trazendo salvação a todos os que crerem pela pregação do Evangelho. Sobre Ele a bíblia diz : "... o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniqüidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras" (Tito 2:14). Esta é a verdade que ilumina e liberta aquele que crê.


Ericson Martins





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