Peçamos


Orar é uma das práticas que aprendemos desde cedo na vida cristã. Aprendemos que Deus é o centro quando o adoramos, agradecemos ou louvamos (elogiamos). Aprendemos, também, a expor nossas necessidades pedindo soluções emergentes e confessando pecados, bem como a favor dos outros. Nesse sentido, todos devem orar "sem cessar" (1 Ts 5:17) porque a Bíblia ordena (Cl 4:2); porque dependemos de Deus (Tg 4:2); porque a resposta das nossas orações irrefutavelmente desmente os argumentos céticos dos ímpios (Êx 32:9-14), como foi o caso de Elias no Monte Carmelo (1 Rs 18); e, dentre outras razões, porque Jesus nos deu exemplo a seguir (Mt 6:9-13, 14:23).

Assuero, o rei da Pérsia, perguntou três vezes a sua esposa judia (Ester): "...qual é a tua petição?" (Et 5:3, 7:2, 9:12). Trinta anos depois, Artaxerxes I, outro rei da Pérsia, declarou ao seu copeiro judeu (Neemias): "Que me pedes agora?" (Ne 2:4). Quase cinco séculos depois, lá pelo ano 30 d.C., Herodes Antipas prometeu a Salomé, filha de Herodias: "Pede-me o que quiseres, e eu to darei" (Mc 6:22). Tanto Assuero como Herodes chegaram a declarar que dariam, se necessário, até a metade de seus reinos (Et 5:3; Mc 6:23). Todos os três: Ester, Neemias e Salomé, fizeram pedidos precisos. Ester obteve o livramento dos judeus, Neemias licença para reconstruir os muros de Jerusalém e Salomé a cabeça de João Batista. 

Essa prontidão para atender pedidos não se limita aos reis deste mundo. Deus, muito mais que eles, ouve a oração (1 Rs 9:3) daqueles que se dirigem a Ele (2 Cr 7:14). Lembremos de Salomão, quando o Senhor lhe apareceu, em Gibeão, por meio de um sonho, dizendo: "Pede-me o que queres que eu te dê" (1 Rs 3:5). Salomão pediu sabedoria e obteve sabedoria para governar o povo com justiça. Na declaração das bem-aventuranças, Jesus se dirigiu aos discípulos: "Pedi, e dar-se-vos-á... Pois todo o que pede recebe" (Mt 7:7-8). E insistiu: "Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei" (Jo 14:14). Tiago foi franco e direto: "Nada tendes, porque não pedis; pedis e não recebeis, porque pedis mal" (Tg 4:1-4).

Há milhares de pessoas sofrendo a perda de entes queridos pela brutalidade dos maus ou pelas tragédias e desastres naturais. Muitas, marginalizadas, já perderam o senso de justiça pelas injustiças praticadas contra elas. Além da escravidão pelo pecado, todas essas são realidades bem próximas a nós. Temos muitos motivos para clamarmos a Deus por salvação, perdão, misericórdia e consolo. Só Ele pode nos socorrer e graciosamente nos dar paz.

Ao orarmos, peçamos com fé. Peçamos pelos motivos que a vontade de Deus garante. Peçamos sabedoria nas tribulações, por necessidades urgentes, pais, cônjuges e filhos, nossa igreja, missionários, enfermos, desabrigados, desempregados, políticos, professores, patrões e empregados, vizinhos... Peçamos!

Ericson Martins

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