Como receber o próximo ano?


“Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma, te deixarei, nunca jamais te abandonarei. Assim, afirmemos confiantemente: O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem?” Hebreus 13:5-6

            A cada final de ano as pessoas refletem sobre como suas vidas poderiam experimentar maiores prazeres e êxitos no ano que se aproxima. Nessa reflexão, uns vêem o dinheiro como o melhor caminho para tais finalidades, enquanto outros definem planos em busca da tão desejada ascensão na carreira profissional. Afinal de contas, todos nós estamos em busca de melhores condições para vivermos. Mas há ainda aqueles que recorrem à simpatias ou mandingas, por meio das quais acreditam que seus desejos serão atendidos no próximo ano, porque confiam na eficácia de tais rituais espirituais. À semelhança desse sincretismo religioso, há aqueles que recorrem à mística confiança de que se estiverem de joelhos em oração às 00h do dia 31/12 para o dia 01/01 terão um ano próspero de realizações em diversas dimensões da vida.
            Como receber o próximo ano? Para responder a essa pergunta, recorreremos a uma breve reflexão na Palavra de Deus, pois ela sempre tem os melhores conselhos para a nossa vida! O texto de Hebreus 13:5-6 comunica-nos pelos menos três verdades dignas da nossa atenção. Se os aplicarmos a nossas vidas, certamente teremos a bênção de Deus.

01. Contentando-se com a provisão de Deus.

            Não sabemos o que ocorre, mas em geral as pessoas tratam o ano que está passando como um péssimo ano por esperarem o novo ano. Acabam esquecendo-se das conquistas e experiências alegres que tiveram, e ainda as lições preciosas que aprenderam por meio das aflições vividas. Corre-se o risco, com isso, de serem ingratas e descontentes. 
            O contentamento não é receber o que queremos, mas é querer o que já temos. Em 1 Timóteo 6:6-8 diz: “De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento. Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes”. Segundo o autor de Hebreus, o cristão deve estar livre da avareza, do amor ao dinheiro, e contentar-se com o que tem.
            Nosso maior risco é de, desejando novas coisas, perdemos a noção daquilo que já temos e sofrermos o descontentamento, a infelicidade. Será que não desejamos aquilo que já temos? O contentamento nos desperta para reconhecermos o valor daquilo que Deus já nos deu e nos torna gratos. Isso não implica dizer que não devemos contemplar o crescimento, que não devemos buscar maiores conquistas materiais ou a solução de certas insatisfações que a vida nos impôs, mas que devemos nos alegrar por aquilo que Deus já nos deu ao invés de nos entristecermos por aquilo que ainda não recebemos, e talvez nunca teremos.

02. Confiando na fiel presença de Deus.

            Ninguém pode afirmar como será o próximo ano, pode-se apenas criar expectativas. Não sabemos “o dia de amanhã”. Isso é terrivelmente assustador, porque não sabemos como nos preparar adequadamente e preventivamente frente às experiências que desconhecemos. Não sabemos se enfrentaremos a nossa própria morte ou de alguém na família, se enfrentaremos crises financeiras insuportáveis, desastres naturais, o desemprego, as traições da nossa confiança, etc. Enfim, não sabemos o que teremos de enfrentar no próximo ano. Mas há algo que sabemos: Deus não nos abandonará! Embora seja totalmente possível que as pessoas que mais estimamos se esqueçam de nós, ou mesmo nos abandonem em tempos difíceis, Deus não nos deixará sozinhos. Isto é maravilhosamente confortante!
            Podemos até temermos o que teremos de enfrentar no próximo ano, mas também podemos ter a confiança que não vem de um ritual místico de fim de ano, mas que vem de Deus, de que em nenhum momento estaremos sozinhos. Se tivermos que enfrentar a calamidade, o soberano Deus estará ao nosso lado para nos fortalecer e nos livrar daquilo que não podemos suportar (1 Co 10:13).
            Se a palavra de Deus, a Bíblia, promete que Deus nunca nos abandonará, isso significa que ele nunca nos abandonará. Ele nunca trairá a nossa confiança na sua promessa, porque ele é absolutamente fiel. Portanto, recebamos o próximo ano com confiança na presença de Deus ao nosso lado, e não nos bens materiais ou riquezas desse mundo.

03. Assegurando-se nas promessas de Deus.

            Há uma parte do texto (Hb 13:5) que exige nossa atenção: “Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito...”. A promessa não é maior do que aquele que a faz, aliás, a segurança da promessa depende de quem a faz. E aquele que diz: “nunca jamais te abandonarei” é o onipotente e onipresente Deus. Deus é quem nos promete provisão e segurança.
            Na ocasião em que Moisés designou Josué para sucedê-lo na condução do povo de Israel à Canaã, disse a todo o povo:

“Sede fortes e corajosos, não temais, nem vos atemorizeis diante deles, porque o Senhor, vosso Deus, é quem vai convosco; não vos deixará, nem vos desamparará. [...] O Senhor é quem vai adiante de ti; ele será contigo, não te deixará, nem te desamparará; não temas, nem te atemorizes” Deuteronômio 31:6 e 8

            Quando, no próximo ano, nos sentirmos atemorizados diante de grandes desafios, lembremo-nos da promessa de Deus: “nunca jamais te abandonarei”. Ele próprio tem dito isto.
            Hebreus 13:6 ainda diz: “Assim, afirmemos confiantemente: O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem?”. Perceba que o autor de Hebreus recomenda-nos uma confissão de fé, esta é a resposta que devemos dar a Deus por confiarmos na sua presença conosco. Esta confissão representa o firme compromisso que devemos fazer de que sempre recorreremos a Deus, porque ele é o único que pode socorrer-nos em nossas aflições. Embora o homem seja inteligentemente capaz de criar soluções, nenhuma delas pode substituir o valor e a segurança daquela que vem do Senhor.
            Que no próximo ano, vivamos uma vida marcada pela gratidão a Deus, pela confiança em Deus e pelo apego firme às suas promessas, para recorrermos sempre a ele em tempos sombrios.


Com amor,
Ericson Martins
contato@brmail.info





2 comentários:

  1. Meu querido pastor,
    Fico extremamente feliz em ser conduzido por pastores tão sábios e capazes.
    Peço sua autorização para divulgar a outros esta pastoral maravilhosa que sintetiza com perfeição a realidade humana em "quem" devemos esperar.
    Obrigado,
    João Júnior

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    1. Querido irmão, obrigado. Pode compartilhar. Um forte abraço!

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