CONSUMISMO: POR QUE CONSUMIMOS TANTO?
O consumismo é uma prática demasiada de compra daquilo que não é necessário. Apesar de muitos reclamarem constantemente pela falta de recursos financeiros, o consumismo aumenta a cada dia. Consumir é nosso instinto natural, faz parte da estrutura humana a busca pela realização e obtenção, o problema é seu excesso. Este, induz a sociedade a pensar que o mercado pode suprir sua necessidade existencial, e sem discernirmos tal fenômeno, acabamos aceitando que os relacionamentos sejam organizados em classes sociais, baseados no poder de consumo e aparência, inclusive na igreja. Estas categorias apenas desequilibram a balança da justiça e envereda ao colapso da ética cristã, pois bens não são mais importantes que pessoas, e riquezas não justificam a perda de valores espirituais.
A Palavra de Deus não admite a avareza humana, uma face da idolatria (Cl. 3:5). O pecado do consumista. Portanto, faz-se necessário esta breve reflexão.
Lucas 12:15, nos diz: “Então, lhes recomendou: Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui”. Um homem se aproximou de Jesus e pediu que resolvesse um problema que estava enfrentando com seu irmão a respeito de herança. Neste ponto Jesus perguntou: “... quem me constituiu juiz ou partidor entre vós?” (v.14), pois Sua missão não era substituir os magistrados encarregados para tratar de questões legais como julgar heranças entre pessoas, e sim salvar pecadores. Mas Ele aproveitou para advertir sobre um dos males mais insidiosos no coração humano: a avareza, que é a lascívia insaciável por possessões materiais e que faz o homem perder o propósito da vida. Esta advertência antecede uma parábola (Lc. 12:16-21), a qual ensina que o propósito da vida é Deus e não as riquezas deste mundo.
Infelizmente grande parte da Igreja evangélica brasileira não tem reconhecido que sofre pela avareza. Muitas igrejas e líderes encontram-se consumidos pela ganância, possessões imobiliárias abusivas e cultos organizados para induzir doações financeiras. Programas de TV’s evangélicos ocupam maior tempo com apelos financeiros e propagandas comerciais persuadindo compras de produtos, e, entre esta agitação a Palavra de Deus muitas vezes ainda é pregada com ênfases materialistas de acordo com teologias da prosperidade.
Hoje a tendência é comprar coisas de que não precisa, com dinheiro que não tem e por um preço que não se pode pagar devidamente. O resultado são dissensões dos relacionamentos, divórcios, ansiedade por causa de dívidas, inversão de prioridades ante as reais necessidades da família, etc. Em geral, a avareza é a fonte de tanto consumo desnecessário, simplesmente porque busca satisfazer-se em coisas e não em Deus como motivo único da vida (Am. 5:6). Como prevenir-se da avareza?
1. Amor a Deus (Mt. 6:33). Tal prioridade é definida pelo nível de submissão que Lhe dedicamos (cf. Lc. 16:13). Satisfazer Sua vontade é mais importante que qualquer prazer inebriante nesta vida, e garante o suprimento das demais necessidades.
2. Contentamento (Hb. 13:5). Não perca a alegria do presente por um futuro que ainda não veio. Valorize o que tem, especialmente as pessoas. Agindo assim vencerá a ansiedade que perturba a alma e o sono da noite (cf. Ec. 5:12).
3. Economia (Jo. 6:12). Muito do nosso consumo é praticado pelo desperdício, má administração ou por não cuidar bem do que possuímos. A prática deste princípio te fará poupar gastos que podem ser evitados.
4. Generosidade (Pv. 21:26 e 22:9). Um coração generoso não dá espaço para a avareza. Quanto mais compartilhamos o que temos mais abençoados nos tornamos.
5. Sabedoria (1 Tm. 6:10). Muitos caem na avareza por não reconhecerem seu perigo. Ela é como uma “bola de neve”, começa pequena e sem ameaças, porém cresce e destrói a vida de quem a possui (Pv. 1:19). Não ignore seus riscos e sabiamente tome as decisões necessárias para cortar suas fontes.
Com amor,
Ericson Martins
contato@brmail.info
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