Por Que Temos Tantas Dificuldades para Cumprir Nossa Missão ?


          Você já deve ter ouvido dizer que o Brasil em décadas anteriores foi um berço, mas que hoje é um celeiro missionário. Você sabe para que serve os celeiros ? O Dicionário Alpheu Tersariol define para nós : “Casa em que se ajuntam e guardam cereais”. Creio que os missionários estão, de fato, sendo enviados, mas em grande quantidade para o interior do país, onde realmente Deus tem feito maravilhas. Por outro lado estamos nos acomodando em cuidar de nós mesmos. Esta foi uma situação comum na história de Israel e, talvez, mais evidente no N.T. entre os primeiros cristãos em Jerusalém.

          Há aqueles que acreditam que ainda temos dificuldades para enviar missionários ao interior do Brasil onde há carência de igrejas fortes, imaginem então a dificuldade que existe para os desafios transculturais.

          Gostaria de levá-lo (a) a refletir comigo sobre algumas dificuldades que enfrentamos como Igreja Brasileira para, sem deixarmos a atenção da responsabilidade local, sustentarmos atividades evangelísticas entre outras nações na mesma medida e na mesma força com que fazemos em nossa volta, principalmente através do importante e resultante trabalho de células que temos feito.

1. Problema Histórico
          Após uma forte perseguição na França em 1555, um grupo de franceses cristãos veio para o Brasil, mas como os jesuítas exerciam influência decisiva aqui, conseguiram expulsar o grupo de missionários da Baía de Guanabara no Rio de Janeiro. 69 anos depois vieram os holandeses, cristãos, irmãos nossos, cheios de fé, conquistaram a Bahia, Pernambuco e parte da costa brasileira, mas como o Governo Holandês não viu importância na América do Sul, abandonaram seus missionários e com a pressão da Igreja Católica, também foram expulsos do Brasil. Este mesmo grupo foi para os EUA e fundou a cidade de Nova York. Em 1855, 300 anos depois do primeiro grupo, um missionário chamado Dr. Robert Kalley chegou ao Rio de Janeiro dos EUA e estabeleceu ali uma base. Foi perseguido, mas protegido pela legislação do Império sobreviveu e abriu portas para outras Denominações protestantes e Missões que começaram a chegar no Brasil. O trabalho do Dr. Kalley cresceu e alcançou, além do Brasil, a Argentina e Peru. Após sua morte sua esposa abriu uma Missão chamada União Evangélica Sul Americana.

          A Igreja se estabeleceu pelo trabalho missionário e os líderes desta Igreja foram formados pelo exercício evangelístico, o famoso “corpo-a-corpo”, mas do que acadêmico.

          A Igreja Brasileira tem aproximadamente 160 anos. Seus fundadores foram missionários de outros países que vieram e em meio às perseguições, riscos e mortes, plantaram igrejas fortes que promoveram o nascimento de outras. Apesar desta história, no Brasil, o tema “missões”, especialmente no contexto da responsabilidade transcultural a exemplo de seus fundadores, nasceu em aproximadamente 40 a 50 anos. Foram, talvez, mais de cem anos em que a Igreja Brasileira, em todo seu ser, esteve voltada para suas necessidades internas e nacionais. 

          A cosmovisão da Igreja foi construída durante um século para afirmar que sua localização nacionalista e geográfica tem mais urgência que qualquer outra nação, deste pensamento surgiu a má interpretação de Atos 1:8 que diz : “Sereis minhas testemunhas em Jerusalém, e somente quando Jerusalém for totalmente alcançada, deverão ir a toda Judéia, Samaria e até aos confins da terra”, quando na verdade diz : “Sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda Judéia, Samaria e até aos confins da terra”. Muitos preferem ignorar “tanto ... como”.

          A falha não foi dos fundadores da Igreja Brasileira, mas dos seus sucessores que não compreenderam as razões teológicas da vontade de Deus que trouxeram missionários ao Brasil. Hoje, há uma persistência consciente de que enquanto houver perdidos no Brasil, a prioridade é o Brasil, algo que Jesus não nos ensinou. Talvez você entenda porque tantos missionários brasileiros sofrem tanto para saírem em cumprimento da ordem estabelecida em At. 1:8. Por não realizarmos ainda como deveríamos o trabalho missionário, estamos afirmando, talvez de forma inconsciente, com nossos próprios lábios que “o Brasil é um celeiro missionário”, um país que retém seus missionários guardados. As igrejas estão cheias deles.

2. Problema Cultural
          O etnocentrismo é mais que um conceito missiológico e antropológico. Etnocentrismo coloca-nos no centro das prioridades, interesses e urgências e por isto é uma forte barreira para sermos recebidos por outras culturas na tarefa da evangelização mundial.

          Crescemos aprendendo uma língua, relacionando com pessoas e por elas aprendendo os limites da comunicação direta e indireta, aprendemos as bases de confiança e respeito mútuo, nossa personalidade foi constituída com base na educação patriarcal e dificuldades próprias dentro das acomodações que nos deram e dão condições de superá-las, patrimônios materiais de pequenos e grandes valores adquiridos pelas oportunidades do país, nosso organismo se adaptou a um sistema alimentar e climático capaz de certa imunidade, além da liberdade constitucional e a definição dos significados para certo e errado. Estas e outras razões são suficientes para super valorizarmos nossa cultura, entendendo que nenhuma outra oferecerá o que necessitamos para sentir-nos seguros e acomodados. Estas são verdades culturais existentes em qualquer cultura, mas é um problema porque não falamos outras línguas e a comida não é a mesma que estamos acostumados a aceitar, como um exemplo. Entrar em outra nação é entrar num campo desconhecido que esconde surpresas. É um problema também porque entendemos que nossa cultura é melhor em todos os sentidos, e, portanto, nos acomodamos nela. Enquanto super valorizamos nossa cultura de vida menosprezamos as demais. Por mais que tenhamos motivos para amar nossa cultura, não podemos classificá-la como a melhor, apenas como diferente dentro de uma visão abrangente.

          Temos muitas dificuldades para cumprirmos nossa missão, também, por enfrentarmos problemas culturais, problemas estes que atingem nossa base de fé e doutrina. A exemplo disto, somos freqüentemente frustrados pela tentativa de convencer autóctones a crer como cremos, ao invés de crer em que cremos. Para nossa cultura, o conceito, por exemplo, aplicado ao que significa imoral, para outra não há nada de imoral e sofremos porque nos recusamos a ver culturalmente os valores, respeitando padrões éticos locais dentro da cosmovisão do povo a ser alcançado.

3. Problema da Auto-Estima 
          É provável que se entenda que este deveria estar relacionado ao tema do problema cultural, mas foi uma tentativa de destacá-lo. O problema da auto-estima é um problema que envolve todo o conjunto de temas que estão sendo tratados.

          Países que foram colonizados preservam o estigma de que são inferiores como nações em vários sentidos, como por exemplo : senso de incapacidade ao desenvolvimento, falta de criatividade para executar projetos próprios e de forma autônoma, sentimentos fatalistas e a famosa dependência comercial e econômica. 

          Esta é uma questão histórica e cultural que vem transcorrendo épocas e alcançado nossos dias, nossas vidas e como vivemos. Transferimos para os relacionamentos quando nos deprimimos ao ver o sucesso dos outros, transferimos para a nossa criatividade quando copiamos o que os outros fazem, escrevem e falam, transferimos para o ministério quando apenas damos continuidade ao que o outro plantou, transferimos para a responsabilidade missionária quando só queremos investir em missionários que estão ou irão para fora do Brasil e de forma preconceituosa ignoramos e perseguimos com regras duras aqueles que são vocacionados para o interior do país, transferimos para os vencedores quando passamos uma vida inteira somente os aplaudindo, transferimos para os estudos quando somos reprovados e nos conformamos, transferimos para as profissões quando não alcançamos êxito e aceitação e desistimos ... transferimos para Deus quando Ele nos chama e dizemos ser incapazes através de uma conduta omissa e silenciosa, sem uma resposta verbalizada e visivelmente prática.

          Já testemunhei inúmeros estrangeiros chegando no Brasil e serem recebidos como celebridades como se nós sem eles não fôssemos nós. Já cansei de ver igrejas investindo muito dinheiro na vinda de estrangeiros para ministrarem quando poderiam usar brasileiros que, em comunhão com Deus, seriam mais profundos e sábios em suas ministrações, mas porque o estrangeiro tem um sotaque diferente valorizamos mais para dar um toque de internacionalidade aos nossos eventos.  

          O “de fora” tem mais importância para nós, talvez por isto somos tão desunidos, não apoiamos uns aos outros, apesar de estarmos indo a direção do mesmo objetivo.

          Há um tempo atrás, apoiando um almoço cujo objetivo era captar recursos que seriam investidos em um missionário na África descobri que a igreja tinha um missionário que estava em pleno esforço para conseguir apoio financeiro e cumprir sua vocação indo à África e lá desenvolver seu ministério. Procurei então a pessoa responsável pelo almoço e incentivei-a a investir o dinheiro arrecadado no missionário da igreja que após treinamento estava em fase de levantamento de sustento e precisando de apoio. A resposta foi decepcionante. Disse-me que o propósito era de somente enviar para quem estava na África e não para quem não estava. Perguntei novamente se sabiam a quem destinariam então. A resposta foi ainda mais decepcionante que a primeira : não sabiam. 

          Quando nossos missionários estão fora do Brasil alguns, recebem apoio financeiro, mas quando voltam, a maioria perde o apoio por estar no Brasil, próximo a amigos e famílias, mesmo que seja por férias, tratamento médico ou reciclagem. Só sentimos que devemos apoiá-los financeiramente e moralmente quando estão em outra nação, como se no Brasil eles não representassem nenhum valor e utilidade ministerial relevante.

          Necessitamos reconhecer que em Deus somos fortes e capazes de provocar grandes diferenças por iniciativas centralizadas no Seu propósito como verdadeiros agentes e emissários de Sua santa Palavra, seja indo ou apoiando responsavelmente aqueles que estão na “linha de frente da batalha” contra os governos de Satanás neste mundo.

4. Problema Espiritual
          Quando nos posicionamos para fazer missões, nos posicionamos contra as forças espirituais que atuam neste século para tentar impedir o crescimento do Reino de Deus. Não há outro caminho, ou avançamos para fazer recuar o reino de Satanás, ou recuamos e o seu reino cresce.

          Minha análise desta batalha espiritual não se detém somente na realidade espiritual, mas nos meios através dos quais esta se evidencia no mundo natural. Partindo deste ponto de vista e analisando as influências desta batalha da Igreja contra o reino de Satanás no mundo, “recuamos” ou “avançamos” de acordo com o nível de obediência à vocação de Cristo.

          Creio que temos perdido grandes oportunidades. Creio que precisamos dar passos importantes em direção a um avivamento começando a ser sinceros conosco, na verdade, muitos não crêem que missões é o plano de Deus para o mundo, só que confessar isto é duro demais, então dizemos que missões é o plano de Deus mas não estimulamos as pessoas a crerem a ponto de se envolverem. A maior prova desta falta de fé é o que fazemos com as finanças. Segundo o sistema capitalista, ninguém investe onde não se pode receber lucros. Nossas vidas sofrem esta influência diariamente e a situação fica ainda mais grave quando transferimos para a Igreja. Se há uma necessidade material local e a igreja não tem reservas no caixa, fazemos de tudo, são campanhas, ofertas especiais, cantinas, desafios recheados de versículos, etc., mas quando se apresenta um missionário com necessidade de ser enviado para o campo sob nossos cuidados financeiros, a situação muda completamente e o que os missionários ouvem são argumentos comuns à maioria : “Estamos com salários atrasados”, “temos muitas contas à pagar e não temos tido reservas”, “nossa arrecadação caiu”, etc. Se é para investir numa quadra de esportes, reformas luxuosas ou na construção de um acampamento, somos capazes de fazer de tudo, menos em favor de projetos missionários porque nos falta fé, esperança para os povos. Uma quadra de esportes, reforma no templo, um acampamento, etc., são necessários para qualquer igreja, o problema é que muitas vezes usamos isto como desculpas para nos ausentar da responsabilidade financeira e prioritária que temos com a obra missionária. Os relatórios financeiros das igrejas podem denunciar a ordem de prioridades exercidas. 

          O coração de Deus anseia por nós. O Seu amor é indescritível à compreensão do homem. Somos incapazes de compreender plenamente Seu sentimento. O pecado nos tornou inimigos da Sua natureza, fizemos e fazemos o que Ele repudia. Grande foi nosso pecado, miseráveis somos, indignos de estar na santa presença de Deus, desconhecidos éramos de natureza, mas Ele nos aceitou, nos amou, nos perdoou, de graça nos concedeu através do Seu Filho a salvação eterna, encheu nossos corações do sentimento de paz, milagrosamente restaurou uma comunhão que estava definitivamente perdida, curou nossas chagas e demonstrou o que Ele faz por aqueles que O aceitam. Tudo o que Deus fez por nós, Ele quer fazer com outros, seja do Brasil ou entre outras nações. O problema é que muitos, e infelizmente a maioria pessoas de influência na Igreja, não crêem nisto e pensam que as nações merecem ir inteiras para o inferno por não crerem em Jesus. Outros pensam que porque Deus reservou salvação somente aos eleitos estão “cruzando os braços” e vivendo inteiramente na apatia justificando que todo esforço humano será inútil para mudar a história na presciência de Deus. Não fazemos missões ainda como deveríamos por enfrentarmos problemas com nossa fé também.

          Pense comigo : o Manual Intercessão Mundial, Edição Século XXI (2003) diz que em toda América do Sul no ano 2000 havia 36.900.030 evangélicos para 10.192 missionários dela enviados ao seu interior e nações fora dela. Isto significa que havia nada mais e nada menos que 3.611.297 de cristãos evangélicos para cuidar de cada missionário. Ainda sim é tão popular missionários representarem a dificuldade de fazerem o que é de responsabilidade de todos. Apesar de fazermos muita coisa, não conseguimos realizar o óbvio, o básico, o que justifica nossa permanência no mundo após nossa salvação que é sermos luz para as nações. Nos falta fé para crer que há salvação para outras nações e que vale a pena todo esforço e investimento porque nada se compara ao valor de uma vida salva.

5. Problema Moral
          O empreendimento missionário só é possível por aquele que vai e por aquele que envia. A falta de um dos lados certamente compromete, ou aquele que foi, ou aquele que enviou.

          Muitas vezes os missionários sentem falta de igrejas visionárias que poderiam investir em suas vidas. É comum encontrar missionários que já tenham enfrentado desentendimentos com suas igrejas porque não foram fiéis no compromisso de sustentá-los, mas é importante refletir também porque estas igrejas são tão falhas. Creio que a falta de temor a Deus é um grande fator, mas uma pequena parte de missionários também não são honestos com as igrejas que os apóiam, o que causa indiferença contra muitos. Nenhuma igreja vai querer investir em quem despreza valores tão importantes como o vínculo com quem o enviou (não me refiro a vínculos denominacionais).

          Tenho bom relacionamento com vários pastores durante muitos anos em meu ministério direcionado ao trabalho missionário. Tenho ouvido dos pastores testemunhos tristes sobre a conduta de alguns missionários justificando suas antipatias, não contra o propósito missionário, mas contra uma pequena minoria que pelo mal testemunho tem provocado sérios prejuízos àqueles que de fato são vocacionados e merecem apoio. Todos nós devemos nos unir e combater esta minoria, discernindo-os sabiamente pelos frutos e testemunho que outros dão por onde passam. Já vivi, já vi e já ouvi vários testemunhos queixosos contra o desprezo que muitas igrejas têm à tarefa missionária, tanto quanto aos missionários, mas neste tempo, a quantidade de missionários que já testemunhei mentir através de seus relatórios para sustentar a impressão de que estão trabalhando muito quando na verdade estão “escondidos”, sendo inconstantes, indo de um lado para o outro para evitar que as pessoas se aproximem e percebam o descompromisso com o que se propôs a fazer, só escrever e só ligar para sua igreja em busca de dinheiro e a séria falta de comunicação constante por informativos e relatórios, de fato são evidências que muitos apresentam às igrejas como se elas não percebessem.

          Jesus disse que a seara é grande e poucos são aqueles que trabalham nela. Depois Ele orientou que rogássemos ao Senhor da seara para que enviasse trabalhadores à Sua seara. Estes trabalhadores não podem decidir por si mesmos irem ao campo, somente Deus podem enviá-los, porque, sabendo das carências no mundo, quando Ele envia, envia pessoas da qualidade certa. O problema é que muitos ignoram o chamamento de Deus e se envolvem por conta própria na obra missionária sem avaliarem os prejuízos que estes sem a bênção de Deus através da Igreja causará ao trabalho e à vida das pessoas. Missões infelizmente é como uma guarida para alguns, um lugar onde se pode esconder das responsabilidades na vida por medo de enfrentá-las; se envolvem na tarefa missionária porque não conseguem resolver suas dificuldades familiares, conseguir um emprego, oportunidade em uma Faculdade, etc.. Pessoas que agem assim estão em toda parte, em missões também. A falta da vocação de Deus, testemunho aprovado, vínculo forte com uma igreja (mais do que com qualquer Organização Missionária) e supervisão rigorosa das atividades missionárias no campo, são responsáveis por tantos problemas de caráter, improdutividade ministerial e péssimo exemplo para aqueles irmãos voluntários e igrejas que hoje poderiam estar seriamente comprometidas em apoiar missionários moralmente, espiritualmente, logisticamente, financeiramente e ministerialmente. Existe, de fato, pouquíssimo investimento destas áreas na obra missionária geral como na vida pessoal e familiar dos missionários, mas a falha também parte de alguns que não são sérios e honestos com as igrejas em seu caráter moral.


          Temos ainda muitas dificuldades para cumprirmos nossa missão neste mundo. Escrevi esta reflexão cansado de viver, ver e ouvir os mesmos problemas sem falar nada, e com dor em meu coração por ver tanta oportunidade dada por Deus se perdendo freqüentemente, mas por outro lado tenho fé e esperança no dia da vinda do Senhor Jesus. Milhares e milhares de pessoas irão se prostrar diante d’Ele confessando-O ser o Filho de Deus, gente como nós, de toda parte, de todas as etnias, falantes de línguas que nem imaginávamos existir, juntos, tendo a mesma visão da glória de Deus sobre Seu Filho.

          Quando medito na vinda de Jesus, sinto-me ainda mais desafiado na obra missionária, a maior e mais valiosa riqueza que poderemos receber será olhar nos olhos do Redentor e ver neles a alegria de ser (Ele) glorificado por outros que um dia pudemos alcançar com a pregação do Evangelho.

          Apesar dos problemas, o que importa é a responsabilidade pessoal, se você pensa assim, certamente está no caminho certo.

Ericson Martins
contato@projetoperu.com




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